quinta-feira, 30 de abril de 2009

Frango tandoori - cozinha indiana

Murgh tandoori
Frango na brasa

Frango assado no tandoor - forno indiano típico do norte da Índia - de coloração vermelha devido ao corante artificial utilizado. Tem sabor defumado e é servido com naan (pão indiano chato) e rodelas de cebola e limão.
Eu prefiro substituir o corante por bastante páprica na mistura para tandoor. Não fica tão vermelho, mas não me causa alergias. O urucum em pó também pode ser usado.


Ingredientes

1 kg de coxinhas e/ou sobre-coxas de frango sem pele (com ou sem osso)
1 colher de sopa de suco de limão
1/2 colher de sopa de gengibre ralado
2 dentes de alho espremidos
1 colher de chá de pimenta vermelha em pó (ou a gosto)
1 pote de iogurte natural
2 colheres de sopa de tandoori masala
1 cebola pequena
Sal a gosto

Modo de preparo

Faça cortes diagonais de aproximadamente 2 cm em cada pedaço de frango para que a marinada penetre bem.

Misture o suco de limão com o alho, o gengibre e a pimenta vermelha, passe a mistura no frango e deixe descansar por meia hora.

Bata no liquidificador o iogurte com o tandoori masala, a cebola e o sal.

Misture a marinada no frango e deixe na geladeira por pelo menos 4 horas ou de um dia para o outro.

Grelhe o frango na churrasqueira ou leve ao forno bem quente até que fique macio.

Tandoori masala - mistura de tempero para assados

mistura de tempero tandoori 


Mistura de especiarias para churrasco indiano

Os indianos costumam adicionar corante vermelho para realçar ainda mais a cor avermelhada da mistura, mas eu prefiro sem.

Essa mistura de temperos é usada tradicionalmente em marinada para aves, carnes, peixes ou queijo que serão assados em tandoor.

Na ausência do forno indiano, a carne pode ser assada em forno comum ou grelhada.

A mistura pode ainda ser usada para dar um toque especial a curries e pratos com vegetais, combina muito bem com molhos de tomate e batata.

Na cozinha do dia a dia pode ser adicionada a ensopados, grelhados ou assados de carne, porco, frango ou legumes - conferindo um sabor exótico.

Existem diversas versões da mistura, abaixo está a minha receita. O cardamomo negro ajuda a dar um aroma defumado que o forno comum não consegue, mas se não conseguir comprar omita. E como não utilizo corante, incluo bastante páprica doce para dar cor, parte dela pode ser substituída por urucum em pó.

Ingredientes

1 colher de sopa de coentro em grãos
1 colher de sopa de cominho em grãos
1/2 colher de sopa de cravos inteiros
2 cardamomos negros
1 colher de chá de pimenta caiena
1 colher de chá de noz moscada ralada
1/2 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sopa de gengibre em pó
1 colher de sopa de cúrcuma
2 colheres de sopa de páprica doce

Modo de preparo

Toste as especiarias inteiras (coentro, cominho, cravo e cardamomo negro) em frigideira seca por aproximadamente 3 minutos. Deixe esfriar, abra o cardamomo negro, retire as sementes e descarte a casca. Moa as especiarias inteiras e misture com as especiarias em pó. Se desejar um pó mais fino passe pela peneira.Se você tiver dificuldade em moer as especiarias em casa, compre-as já moídas e misture. Armazene em pote hermético em local seco, freco e escuro por até 6 meses.


Veja aqui a receita de frango tandoori





quarta-feira, 29 de abril de 2009

Risoto "au vin"



Essa receita de risoto de frango ao vinho tinto é mais um dos pratos criados em consequência da despensa vazia - ou quase! Achei um arroz arbório em promoção no Zona Sul e comprei por impulso, nem pensei em comprar parmesão e outros ingredientes para preparar um risoto... Tive que usar o que tinha em casa. Como só tinha vinho tinto me inspirei no coq-au-vin - prato que adoro - por isso o nome do risoto.
Ficou delicioso e vou repetir em breve!! Veja abaixo como fazer.


Ingredientes para 2 pessoas
2 colheres de sopa de azeite
50 g de bacon em tirinhas
1/2 cebola picada bem pequena
1/2 alho poró picadinho
1 xícara de arroz arbóreo
1/2 xícara de vinho tinto seco
1 litro de caldo de frango (aproximadamente)
Sal a gosto
1 xícara de frango cozido desfiado (eu usei defumado - era o que tinha!)
100 g de champignon fresco em fatias (este eu não tinha, mas foi o único ingrediente de que senti falta)
1 colher de sopa de manteiga

Modo de preparo

Refogue o bacon no azeite até dourar ligeiramente, acrescente a cebola e o alho poró e deixe que fiquem macios. Junte o arroz, mexa bem, aumente o fogo e acrescente o vinho. Quando o vinho evaporar, abaixe o fogo e comece a acrescentar o caldo, uma concha de cada vez. Mexa sempre o arroz para não grudar no fundo e cozinhar por igual. Quando o arroz estiver quase cozido (aproximadamente 10 minutos) acrescente o champignon e o frango, quando estiver cozido ao dente (ou a gosto) acrescente a manteiga, mexa bem e sirva.
O caldo deve estar sempre fervente, por isso mantenha-o em uma panela em fogo bem baixinho enquanto prepara o risoto.
O risoto italiano tradicional deve ficar bem molhado, mas com os grãos inteiros e ao dente. O ponto é difícil para quem faz pela primeira vez e nem todo mundo aprecia o arroz ao dente, por isso o importante mesmo é que fique do jeito que você gosta!

Esta receita está participando do site da Cadeg - www.cadeg.com.br Passe lá para fazer suas compras!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Creme de leite - diversos tipos




São tantos os tipos de creme de leite e outros derivados de leite que muitas vezes não sabemos qual usar. E com o uso da internet para pesquisar receitas, muitas vezes em outros idiomas, a coisa se complica ainda mais! Fiz uma pesquisa sobre o assunto e juntei com minhas observações. São muitas as informações disponíveis em livros e sites, mais há muita confusão também. Espero que o artigo ajude vocês!
Se alguém tiver alguma informação a acrescentar, ficarei feliz em receber comentários!


Creme de leite de caixinha

É o creme de leite tratado com temperatura muito alta (UHT) para aumentar sua vida de prateleira, é homogeinizado e adicionado de espessantes. A maioria das marcas possuía somente 20% de gordura, o Nestlé em caixinha possuía 25% de gordura, em 2009 foi reduzido para 17% (ficou aguado e de qualidade muito inferior). A maiorira das marcas está seguindo e diminuindo a quantidade de gorduras dos cremes e acrescentando produtos químicos, é pura enganação, creme com espessante rende menos, engrossa a comida mas não dá gosto. É melhor usar um creme melhor e em menor quantidade.

Utilização: preparações salgadas em geral, ganaches, cremes, etc. Talham com ingredientes ácidos (limão, tomate, etc.) e não devem ser fervidos. 
Obs. Hoje em dia, devido a quantidade de espessante, alguns conseguem esgrossar a preparação e não costumam mais talhar como antes.

O creme da foto é de caixinha, repare na textura gelatinosa.

Creme de leite em lata

É pausterizado e contém somente estabilizante, é possível retirar o soro deixando o creme mais denso, tem sabor mais forte que o de caixa e cor mais escura. O teor de gordura costuma ser o mesmo dos cremes de caixa (entre 20 e 25%).

Utilização: as mesmas acima e também faz cremes para torta alemã ou pavê (misturados à manteiga batida). Também talham com ingredientes ácidos (limão, tomate, etc.) e não devem ser fervidos.

Creme de leite light

Creme de lata ou caixa com teor de gordura reduzido (em torno de 15%)– por isso é menos consistente. Hoje em dia a maiorira dos cremes em caixa estão "light" ou "leves".

Não me agrada, prefiro usar menor quantidade de um creme comum ou misturar o creme comum com um pouco de leite - sai mais barato!

Creme de leite fresco

É pausterizado mas vendido “fresco” – deve ser mantido refrigerado. Normalmente possui 30 ou 35% de gordura.

Utilização: todas acima com a vantagem que pode ser fervido e reduzido. É o único que bate o chantilly verdadeiro.

Creme Chantilly

É o creme de leite fresco batido – naturalmente ele fica aerado e dobra de volume. A maioria dos cremes vendidos em garrafas tipo spray possui aromatizantes e gorduras hidrogenadas. É melhor ler o rótulo antes de comprar. Os cremes em pó são artificiais, feitos com gorduras hidrogenadas, aromatizantes e todo o tipo de substância química. Acredito que você não queira comer isso...


Para fazer chantilly em casa é só bater o creme fresco - veja nesta postagem aqui como fazer. Ele pode ser batido com ou sem açúcar.

Faz algum tempo que não encontro creme de leite em caixinha bate chantilly – comprei umas duas vezes e não me acertei com ele – prefiro o fresco, que não está tão caro assim, lembre-se de que a embalagem do fresco possui 500 g ou 1 litro e a caixinha 200 g.



Dica
Para que o creme de leite de caixa ou lata não talhe em pratos salgados (como em um estrogonofe), engrosse a preparação com um pouco de farinha de trigo ou amido de milho, deixe cozinhar bem para que não fique com gosto de farinha e acrescente o creme.


Cremes em outros idiomas

Observações – a maioria dos cremes de leite americanos e ingleses são vendidos frescos, por isso não devem ser substituídos pelo creme em caixa ou lata caso a receita peça para bater, reduzir ou ferver em excesso. Na maioria das outras receitas podem ser substituídos por creme de lata, caixa ou fresco.

Heavy cream
É o creme de leite fresco americano, que tem aproximadamente de 36% a 40% de gordura.

Double cream
É a versão inglesa do heavy cream, mas que possui 48% de gordura!
Eles vendem ainda a versão thick – é tão grosso que você pode virar o pote que ele não escorre – passa por um processo de aquecimento e resfriamento rápido para que engrosse – bate chantilly quase que imediatamente. Era meu favorito quando morei por lá... Não me admiro de ter ganho uns quilinhos!

Clotted cream
Outro creme de especialidade inglesa – é feito a partir do leite aquecido, tem absurdos 55% de gordura!! Nunca experimentei por puro preconceito(que burra!), pois a palavra clotted - coagulado/coalhado - me dá nojo...
Ele não pode ser batido e nem precisa. É o mais consistente de todos e muito usado com scones (pãezinhos ingleses) ou sobre frutas, bolos, etc.
Como é um creme de mesa (já pronto para o consumo) substitua por chantilly – o sabor não é o mesmo, mas seu coração agradece!

Light cream (coffee cream ou table cream)
Creme fresco americano que tem em torno de 20% de gordura

Single cream
Como é chamado o light cream na Inglaterra

Half and Half
Creme americano tem em torno de 10% de gordura, usado normalmente com café.
Substitua por iguais quantidades de creme em caixa(com 20% de gordura) e leite

Whipping cream
É o creme para bater, ou seja – para fazer chantilly – substitua por creme de leite fresco.

Whipped cream
Não confundir com o creme acima - este é o chantilly - creme já batido.

Evaporated milk (leite evaporado)
É o leite fresco que foi evaporado com calor e com isso perde até 60% de água. É vendido enlatado e não contém açúcar. Os ingleses o chamam de condensed milk - não confundir com leite condensado (sweet condensed milk). É muito usado com café e para fazer sopas, molhos e sobremesas cremosos. Ela aguenda altas temperaturas sem talhar.
É às vezes encontrado no Brasil, produzido pela Nestle.
obs. adicionada em 01/08/10 - A Nestlé não vende mais o produto no Brasil. Para fazer o leite evaporado em casa siga os passos abaixo:
Dissolva 7 colheres de sopa rasa de molico em pó (54 g) em 1 xícara de água, leve à geladeira por 12 horas e bata em batedeira até dobrar de volume. Quando eu quero leite evaporado costumo usar leite ninho!


Substituição: 1 xícara de evaporated milk = 1 xícara de leite em pó integral + meia xícara de água - pode também ser substituído por creme de leite. Para fazer em casa e só cozinhar o leite em fogo brando até que se reduza pela metade(demora um pouco).

Buttermilk

É o nome dado ao soro resultante da fabricação da manteiga. Comercialmente é fabricado a partir do leite, adicionado de certas bactérias, que o deixa mais espesso e ácido do que o produto original; é vendido gelado. É muito comum nos Estados Unidos onde é usado para ajudar a levedar massas, que ficam também com mais cor: panquecas, bolos, pães, tortas, etc. Pode ser usado em marinadas (para amaciar carnes), em sopas e em pratos salgados. Na Índia é comum como bebida, puro ou misturado com frutas. Não é vendido no Brasil, mas nos Estados Unidos também é encontrado desidratado – bom para ser trazido na bagagem!


Substituição – em receitas pode ser substituído por "soro de leite" (feito a partir do leite misturado com suco de limão) ou iogurte natural em igual quantidade. Se precisar substituí-lo por leite em receitas levedadas acrescente uma pitada de bicarbonato de sódio para garantir o crescimento da massa. Em massas para bolo, panquecas, etc eu prefiro substituí-lo por iogurte natural.

Crème fraiche
É o creme de leite francês, tradicionalmente não é pausterizado, por isso engrossa naturalmente. Seu percentual de gordura varia entre 18 e 36% e também pode ser mais ralo ou espesso, dependendo do fabricante. Hoje em dia é feito de forma industrial, com leite pausterizado tratado com bactérias em um processo parecido com o da fabricação de iogurte, mas o tradicional é o preferido na França.
Pode ser fervido e batido como chantilly, tem sabor ligeiramente azedo.

(Este creme me faz lembrar nosso chantilly do tempo da vovó. Me lembro que quando criança não gostava de chantilly porque era azedo, tinha gosto de iogurte, hoje em dia são quase todos adocicados. Ainda não pude provar um creme fraiche verdadeiro - será que é parecido? )

Normalmente não é encontrado aqui no Rio. É usado na França com quase tudo: frutas, em sobremesas, sopas, molhos, pratos salgados, etc.
A receita caseira leva buttermilk, que é misturado ao creme de leite fresco e deixado em temperatura ambiente por 24 horas – por isso não pude experimentar. Tentei uma receita que mistura creme de leite com iogurte, mas não consegui resultado algum.

O creme fraiche não é a mesma coisa que o sour cream, a cultura (bactérias são diferentes) e por isso o sabor também.

Links interessantes sobre cremes de leite:


Livro: Food Lover´s companion



domingo, 26 de abril de 2009

Novo Nome - AROMAS e SABORES

Não sei se vocês repararam, mas o nome do blog mudou para

Aromas e Sabores

Ele continua igualzinho (e eu também - hiihih)... mas agora tem um domínio próprio.

O novo endereço é www.aromasesabores.com

Não se preocupem porque quem digitar o endereço antigo continuará sendo direcionado para o endereço novo.

Mas quem tiver um link para mim e puder trocar o endereço, eu agradeço!

Rabada com agrião




Receita de rabada tradicional com agrião feita na panela de pressão.

Não gosto nem um pouco de rabada! Assumo que por preconceito: detesto carne com osso e não gosto nem de olhar para gordurinhas... 

Mas a verdade é que a rabada me persegue! Vou explicar melhor. Um tempo atrás um cliente encomendou um almoço e pediu rabada!! Ofereci filé mignon de vários tipos e outros pratos mais sofisticados pelo mesmo valor mas não teve jeito - quiseram mesmo a rabada com agrião - que eu nunca havia feito! Tive que aprender na marra e não é que gostaram? Elogiaram e encomendaram outra vez?!! Um tempo depois ficaram no filé mignon, que alívio, pensei que havia me livrado da rabada para sempre! 

Ledo engano. Outro dia fui dar uma aula particular e imaginem qual foi o primeiro prato escolhido? Rabada com agrião! Não resisti e tirei fotos para dividir esta "perseguição" com vocês. Espero que também aprovem a receita!
 
Se gosta de receitas diferentes não deixe de ver minha rabada ao molho cremoso feita com vinho. Essa eu até gostei...


Ingredientes


1 rabo cortado (se desejar apare as gorduras)
1 molhe grande de agrião limpo
3 batatas descascadas cortadas em quatro


Ingredientes para cozinhar


1 pedaço de cenoura sem casca
½ cebola em pedaços grandes
1 cravo
2 grãos de pimenta-do-reino inteiros
½ molhe de cheiro verde (inteiro - sem picar)
2 colheres de sopa de cachaça
1 folha de louro
Sal a gosto


Ingredientes para refogar



2 colheres de sopa de óleo vegetal
½ cebola picadinha bem pequena
3 dentes de alho amassados
2 colheres de sopa de extrato de tomates
Pimenta à gosto



Modo de preparo

Afervente o rabo por 3 minutos, escorra a água e descarte.

Coloque o rabo em uma panela de pressão com os ingredientes para cozinhar, cubra com água e cozinhe por aproximadamente 45 minutos, ou até que fique macio.

Retire da panela, coe o caldo, retire a gordura e reserve.

Descarte os pedaços de cenoura, cebola, etc.

Em uma panela limpa refogue a cebola no óleo, quando estiver macia acrescente o alho e deixe dourar, acrescente o extrato de tomate e refogue bem.

Acrescente o rabo cozido e refogue por aproximadamente 10 minutos.

Junte o caldo reservado (e as batatas, se quiser) e cozinhe novamente até que o rabo esteja bem macio e o caldo engrosse.

Prove o sal, acrescente a pimenta a gosto e o agrião, tampe a panela e desligue o fogo.

Sirva com arroz branco, com polenta ou com o acompanhamento que desejar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Teste de produto - massa de arroz - sem glúten

Encontrei este penne feito de arroz - sem glúten, pode ser consumido por celíacos - e resolvi comprar para experimentar. Custou barato: R$ 2,99 no Hortifruti e além do penne havia o fuzzili. Achei uma excelente idéia para aqueles que tem restrições alimentares, principalmente para crianças, que desta forma podem participar da refeição familiar.


A massa crua - foto abaixo - tem aparência muito parecida com da massa de trigo, só é um pouco masi transparente. Em sua composição entra o beta caroteno(corante natural) e um emulsificante(que eu preferia que estivesse fora) provavelmente para regular a consistência.



Ao cozinhar ela deixa a água muito turva, mas mantém bem a forma dentro da panela. Cozinhei por 8 minutos, menos do que isso estava com gosto de crua. Depois de escorrido e mexido com o tempero o penne se quebra com muita facilidade. Por isso é melhor consumi-la com molho farto, colocado por cima da massa para que ela não se desmanche.


O sabor é parecido com a massa de trigo, mas não é tão bom. Para quem é celíaco ou está com restrições ao trigo é uma ótima opção.

Veja abaixo a receita nutritiva e saudável que preparei.


Penne sem glúten com vegetais, alho e linguiça de frango

Ingredientes

1/2 pacote de penne de arroz
1 xícara de brócolis em flores pequenas
1 xícara de couve-flor em flores pequenas
3 linguiças de frango light
5 dentes de alho sem casca em fatias
2 colheres de sopa de óleo vegetal
2 colheres de sopa de azeite extra-virgem

Modo de fazer

Cozinhe o brócolis e a couve-flor com sal a gosto, escorra e reserve. Cozinhe a massa em bastante água fervente com sal a gosto e escorra. Doure o alho em uma colher de sopa de óleo e reserve; doure a linguiça no restante do óleo, adicione o alho tostado, o brocolis e a couve-flor, refogue por 2 minutos, acrescente o azeite, 1/4 de xícara de água e a massa. Misture com muito cuidado para não quebrar. Sirva em seguida.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Canela-da-índia - como é processada

Infelizmente ainda não pude visitar uma plantação de canela do Sri Lanka e ver de perto como ela é habilmente cortada! Mas chego lá!

O Sri Lanka (antigo Ceilão) é responsável por 90% de toda a canela-da-índia produzida no mundo e seu uso está em crescimento.

Como é o trabalhoso processo

Os galhos da árvore são deixados a fermentar ligeiramente, são cortados, limpos e depois descascados. São então esfragados com um pedaço de metal para que suas fibras amoleçam. Os galhos são então cortados no sentido longitudinal para que a camada interior se solte por inteira. Essas "cascas" são então secas e colocadas umas dentro de outras para formar os rolinhos de "pau de canela". Ao fim do processo a canela é deixada para secar à sombra quando adquire a coloração que conhecemos.

Os mais valorizados são os paus de canela mais finos e bem fechados, quanto mais camadas por quilo mais cara é a canela, que é classificada em 10 qualidades diferentes. De modo geral os paus de canela são cortados com um metro de comprimento (106,7 m) e amarrados em grupos de 45 kg cada para a venda no mercado mundial.

Os pedaços desiguais e muito pequenos são vendidos para fazer óleo.

Na maioria dos lugares, os cortes da canela ainda são feitos de forma tradicional, com instumentos centenários e em locais sem higiene. Mas a pressão internacional está aos poucos ajudando a introduzir fábricas modernas e boas práticas no Sri Lanka. Mas inda não encontraram substituto para as mãos hábeis de "cinnamom peelers", que são capazes de produzir somente aproximadamente 3 kg de canela por um árduo dia de trabalho.

As fotos abaixo são do site www.lanklibrary.com e mostra como a canela é descascada de forma tradicional, presa entre os dedos dos pés!! E imaginar que vamos colocá-la na boca depois...




As fotos em seguida são de um lindo álbum de fotos do webshots que merece uma visita!!


Galhos ainda sujos


Instrumento de corte

Canela secando perto do telhado


Veja também lindas fotos no Instituto Goethe.

domingo, 19 de abril de 2009

Madeleines

Adoro madeleines!!


Aqui em casa os cantinhos tostados de um bolo sempre foram disputadíssimos. Quando conheci as madeleines vi que eram a resposta para nossa disputa (e um perigo para minha silhueta)! Só ano passado comprei as formas próprias - antes havia tentado fazer em formas de empada e de mini muffins mas não fiquei satisfeita e me rendi! O formato é tudo!


Já fiz várias receitas e gostei muito da que está abaixo: deliciosa com sabor de laranja e limão, bem crocante por fora e macia por dentro. Um conselho: não tente economizar na manteiga como fiz outras vezes... O bolinho fica seco e sem graça.

A receita rende aproximadamente 36 madeleines pequenas. Se por acaso sobrar alguma guarde em pote bem fechado. E cuidado porque vicia!

Receita

Ingredientes

2 ovos inteiros
2 gemas
1 xícara de açúcar
1 colher de café de extrato de baunilha
1 colher de chá de raspas de casca de laranja
1/2 colher de chá de raspas de casca de limão
1 xícara de farinha de trigo
3/4 de xícara de manteiga clarificada (veja a postagem - ghee)

Modo de preparo

Bata bem em batadeira os ovos com o açúcar até que fiquem bem brancos e aumentem de volume, como em uma receita de pão-de-ló. Acrescente a baunilha, as raspas de limão e laranja e a farinha de trigo, tomando cuidado para não formar bolotas. Misture bem com a manteiga.
Deixe a massa descansar por aproximadamente 30 minutos - isso parece loucura, mas se a madeleine for assada em seguida ela cresce demais e gruda na forma!! Não sei se há algum outro jeito de fazer... Se alguém tiver outra dica me fale.
Passado o tempo de descanso misture bem a massa, ela vai ficar mais pesada e mais escura, é assim mesmo.
Coloque a massa nas forminhas e asse em forno médio por aproximadamente 10 minutos. Desenforme depois de fria com cuidado para não quebrar. Sirva em seguida e delicie-se!

sábado, 18 de abril de 2009

Ingredientes - ghee - manteiga clarificada à moda indiana


A ghee, ou manteiga clarificada, é a manteiga comum desprovida de líquido e proteína, ou seja, a ghee é 100% gordura. Por não ter sólidos, demora mais para queimar, podendo ser usada em frituras e refogados e seu tempo de armazenamento é bem mais longo do que o da manteiga comum.

É usada na culinária indiana há muitos séculos para cozinhar, para passar em pães e também em doces.

É também muito usada na cozinha francesa, mas o método de preparo é ligeiramente diferente. Esse modo de preparo deixa a ghee levemente tostada, com sabor amendoado e um aroma incrível!

Receita

Ingrediente

1 tablete de manteiga sem sal - ou a quantidade que desejar

Modo de preparo

Coloque a manteiga em uma panela de fundo grosso e leve ao fogo baixo até derreter. Deixe cozinhar até que a espuma se desfaça, o chiado fique bem baixinho e os sólidos se concentrem no fundo e fiquem dourados como na última foto. Nesse momento sua casa vai estar deliciosamente perfumada! Deixe esfriar e guarde em pote bem seco e limpo em geladeira. Se você mora em uma cidade de clima frio poderá armazená-la em teperatura ambiente, mas no Rio de Janeiro não recomendo.

Veja algumas fotos do preparo

A espuma é normal, o chiado também.


Quase pronta


Já está pronta! É só coar. A parte sólida no fundo é usada na Índia para passar no pão.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dukkah - mistura de especiarias egípcia



Hoje apareceu uma notinha no Rio Show (revista do Jornal O Globo) falando do "segredo faraônico", o dukkah! Por coincidência, ontem mesmo eu havia tirado umas fotos dele para vocês. Aproveitando o gancho da revista estou postando logo.

Dukkah aparece em alguns livros como uma exótica mistura de especiarias egípica, eu o conheci nas minhas pesquisas e me apaixonei, Inclui sua receita em uma de minhas aulas (onde ensino 5 misturas de especiarias e 5 receitas com elas) e mantenho um pote cheio aqui em casa, quando bate uma fominha é muito simples, é só consumi-lo da forma tradicional: com pães que antes são embebidos em azeite. Que delícia - não é necessário nada além disso para agradar o paladar e saciar a fome.

O dukkah fica muito bom também polvilhado em saladas de folhas ou sobre legumes. Gosto muito de passar o filé de frango na mistura antes de grelhar - a crosta fica linda e saborosa! Pode ser usado para fazer crosta em outros tipos de carnes e peixes grelhados e para assados. Só tome cuidado para ele não queimar.

Também fica gostoso quando misturado ao requeijão ou pasta de ricota e dentro do queijo quente feito com queijo minas. Saboroso e saudável.

O dukkah é mutio simples de fazer, basta misturar e moer algumas castanhas a sua escolha com algumas especiarias. Abaixo está a receita que uso - sinta-se à vontade para modificá-la.





Ingredientes

½ de xícara de castanha de caju tostada
1/4 de xícara de avelãs
1/4 de xícara de pistaches
½ xícara de sementes de gergelim brancas tostadas
2 colheres de sooa de sementes de coentro
2 colheres de sopa de cominho em grãos
Pimenta-do-reino a gosto
1 pitada de sal

Modo de preparo

No liquidificador moer o coentro e o cominho, acrescentar as castanhas, o gergelim, sal e pimenta e moer até a textura desejada. Deve ficar como uma farofa, mas prefiro deixar com uns pedacinhos maiores de castanhas.

Veja aqui um pastel de queijo com dukkah


Lentilhas vermelhas com leite de coco - parippu

Este prato de origem indiana é muito saboroso, pode ser preparado mais espesso para ser consumido com arroz e pães ou mais líquido para tomar como uma sopa.

Ele é feito com lentilhas vermelhas, que ficam amarelas depois que cozinham


Ingredientes

4 colheres de sopa de óleo de soja
1 xícara de lentilhas vermelhas lavadas
1 cebola grande picadinha
1 colher de sopa de pasta de alho e gengibre
2 tomates picadinhos
2 pimentas verdes frescas picadinhas
200 ml de leite de coco
½ colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de coentro moído
1 colher de chá de sementes de mostarda
1 colher de chá de cominho em grãos
12 folhas de curry (opcional)
1 colher de sopa de suco de limão
Sal a gosto

Modo de preparo

Aqueça duas colheres de sopa de óleo e refogue a cebola até ficar transparente, acrescente a pasta de alho e gengibre e refogue um pouco mais.

Acrescente o tomate picadinho e refogue até ficar macio.

Acrescente as pimentas, a cúrcuma e o coentro, o leite de coco, a lentilha e 3 xícaras de água.

Cozinhe por aproximadamente 30 minutos ou até que a lentilha amoleça bem, se a água secar muito acrescente um pouco de água quente.

Enquanto isso, aqueça duas colheres de sopa de óleo, acrescente as sementes de mostarda, o cominho e as folhas de curry e tampe a panela imediatamente.

Frite até que as sementes parem de pipocar.

Junte a mistura de especiarias à lentilha, salgue a gosto, mexa e cozinhe por mais dois minutos, acrescente o suco de limão e sirva.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lentilhas na cozinha indiana - Dal

Na foto acima: lentilha vermelha, lentilha preta e lentilha comum

Em um país onde grande parte da população é vegetariana, as leguminosas cumprem o importante papel de fornecer aminoácidos necessários a uma dieta equilibrada, por isso são consumidas diariamente das mais diferentes maneiras, em todas as regiões indianas.
São encontradas na Índia mais de 50 variedades diferentes de dal, que são vendidas com ou sem casca, inteiras ou partidas, recebendo nomes diferentes.

As lentilhas mais conhecidas são:
Lentilha amarela grande (channa dal), que é uma variedade de grão-de-bico sem casca e partido
Lentilha vermelha partida (masoor dal)
Lentilha amarela (toor dal), de tamanho menor que a channa dal, também partida
Lentilha negra (urad dal) – na verdade um tipo de feijão, muito usada para fazer panquecas e bolinhos no sul da Índia.

Outras leguminosas muito usadas na cozinha indiana são: o grão-de-bico comum (channa), vários tipos de feijões incluindo o fradinho (lobhia) e o vermelho (rajma) e a ervilha (mutter).

As leguminosas são usadas em saladas, curries, chutney, pratos com arroz, sopas, kebabs, etc. São ainda usadas cruas e tostadas em óleo para dar sabor e textura a preparações e moídas entram em misturas de especiarias. Algumas lentilhas são fermentadas junto com arroz e moídas com líquido formando uma massa parecida com nosso acarajé que é usada em panquecas, bolinhos e fritadas.

A palavra dal designa tanto as leguminosas como os pratos feitos com elas, que são inúmeros. Algumas preparações incluem vários tipos de lentilhas e ou feijões, outras incluem legumes e verduras e algumas carne; podem ser mais aguadas como uma sopa ou bem espessas como um purê. São sempre bem temperadas, às vezes bem picantes e costumam incluir no seu preparo a cúrcuma que ajuda na digestão e a assa-fétida pelo seu poder carminativo. O dal é normalmente servido com arroz ou pães.

Algumas dicas:

O tempo de cozimento varia muito de uma leguminosa para outra, por isso fique de olho.

As lentilhas, bem como os feijões, devem ser cozidas sem sal para que fiquem macias.

As lentilhas partidas cozinham mais rapidamente e não necessitam ficar de molho.

As leguminosas maiores, principalmente o grão-de-bico, devem ser deixadas de molho em água.

A channa dal, por ser um grão-de-bico, demora mais para cozinhar do que as outras lentilhas partidas

Para fazer arroz ou salada a lentilha deve ser inteira e com casca para que mantenha a forma depois de cozida.

Se não encontrar a lentilha indicana na receita que irá usar substitua por lentilha comum, a preparação vai ficar diferente, mas com certeza vai ficar saborosa.


Onde comprar:

Aqui no Rio de Janeiro a Casa Pedro e o supermercado Extra vendem lentilhas vermelhas. As outras elntilhas indianas ainda não encontrei por aqui - espero que apareçam logo!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Biscoitos de castanha com canela


Ingredientes

200 g de manteiga em temperatura ambiente
1 ovo inteiro e 1 gema
2 xícaras de farinha de castanha de caju
250 g de açúcar
1 colher de café de canela em pó
300 g de farinha de trigo
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de preparo

Misture a manteiga com os ovos, o açúcar, a canela e a farinha de castanha. Acrescente a farinha de trigo e misture bem, sem sovar.

Divida a massa em 4 partes e faça 4 rolos com cada parte, embrulhando em saco ou filme plástico como na foto abaixo.


Leve a massa à geladeira por aproximadamente 30 minutos e corte a massa em fatias com uma faca afiada.

Coloque os biscoiteos em tabuleiros e leve-os ao forno baixo por aproximadamente 25 minutos ou até que dourem. Polvilhe com açúcar de confeiteiro, deixe esfriar e armazene em pote bem fechado.

domingo, 12 de abril de 2009

Descobertas em Nova York 3 - doces japoneses

Vejam só que doces lindos - a vitrine parece de jóias!

Os sabores são estranhos: arroz, algas, feijão... Mas são produzidos com perfeição e vendidos nesta loja super chique! Fiquei tão intimidada com a loja grandiosa (e os preços!) que não comprei nenhum! Entrei rapidamente só para tirar fotos e saí... Depois me arrependi, pois fiquei muiro curiosa com o sabor... Prometo experimentá-los se tiver outra oportunidade!



Endereço da loja Minamoto Kichoan:

Quinta avenida com 49th Street
Perto do Rockefeller Center
Nova York

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fruta-pão — o que é, como usar na culinária e benefícios nutricionais




O que é a fruta pão?



A fruta-pão é um fruto de uma árvore tropical originária da Ásia que chegou ao Brasil já no século XVI, onde se aclimatou muito bem. Em algumas partes da Oceania é um alimento básico, mas infelizmente não é muito conhecida no Rio de Janeiro onde há muitas árvores com fruta-pão apodrecendo no pé.

Sua árvore é muito bonita e a da foto abaixo ornamenta o sítio de um tio meu desde que sou criança. O engraçado é que todas as visitas perguntavam que fruto era aquele grande como um melão e a resposta foi a mesma por muitos anos: muito bonito, mas não serve pra nada! Até que há poucos anos atrás apareceu uma pessoa que olhou e disse para o meu tio algo assim: “fruta-pão é uma delícia! Posso preparar uma para o senhor ver?” E foi assim que ficamos fãs de fruta-pão cozida e frita, como nas fotos dessa matéria. Para quem nunca provou, ela lembra uma batata, frita fica com textura parecida com de aipim, crocante por fora e macia por dentro.

Para escrever sobre este delicioso e mal aproveitado alimento pesquisei por aí e vi muitas informações interessantes e muitas receitas variadas.


árvore de fruta-pão com frutos grandes verdes tropicais



Nutrição e benefícios



A fruta-pão é muito nutritiva, rica em amido, proteínas, vitaminas C e do complexo B e minerais. Na medicina natural a planta é indicada para furúnculos, para os rins e reumatismo e como cicatrizante. Suas folhas e outras partes da árvore são um ótimo alimento para gado e dizem, é uma planta ecologicamente correta, pois não esgota o solo, não precisa de agrotóxico, sua madeira é resistente a insetos, pode ser aproveitada por inteiro e dá frutos por até 80 anos! Uma pena não ser plantada em escala comercial...


Variedades



Existem duas variedades principais, uma de polpa clara (fruta-pão de massa), usada nas receitas e fotos dessa matéria e outra com muitas sementes comestíveis conhecida por fruta-pão de caroço, cuja polpa escura não é usada na alimentação. Os caroços podem ser consumidos cozidos ou assados, ouvi dizer que em alguns estados do Brasil são usados como feijões... Nunca provei e nunca vi uma fruta-pão de caroço. Se alguém souber de alguma me fale!


fruta pão



Como usar a fruta pão na culinária



Encontrei receitas de vários tipos de preparos como: nhoque, bolinhos, purês, moquecas, sopas, tortas, com leite de coco, marinada, em saladas, pudins, etc. Veja abaixo links para algumas receitas do blog.

No nordeste, onde é mais usada, é muitas vezes servida no café da manhã de forma simples: cozida e com manteiga como na foto abaixo. Fica também muito boa com mel ou melado!

De sua polpa seca é feita uma farinha usada para enriquecer pães. Imaturas e ainda pequenas “substituem” o coração de alcachofra e podem ser ingeridas inteiras, com casca e tudo. 

Pode ser consumida ainda verde, quando é mais dura e solta uma seiva grudenta - quando fatiada deve ser colocada imediatamente de molho em água para não escurecer. 

Quando bem madura sua polpa é mole e mais adocicada e pode substituir banana ou abóbora em uma receita, sendo boa para doces e purês.


fruta pão cozida



Como cozinhar a fruta pão



Para preparar a fruta-pão cozida ou frita - descasque a fruta verde, retire a parte central dos caroços e corte em fatias, palitos, cubinhos ou como preferir.




E cozinhe em água e sal - Depois de cozida ela fica assim:




Se desejar frite em pouco óleo ou manteiga até que doure para que fique crocante:


fruta-pão frita crocante por fora e macia por dentro

Para incrementar faça camadas de fruta-pão frita intercaladas queijo muçarela e parmesão. Se quiser adicione presunto. A última camada deve ser de queijo - leve ao forno quente até que o queijo derreta e gratine. Sirva em seguida. Uma delícia!

Uma certa vez, sem querer eu deixei a fruta amadurecer. Não gostei, o sabor fica mais acentuado, prefiro verde mesmo.


fruta pão com queijo e creme



Veja aqui receitas com fruta pão:









ATENÇÃO pessoal: Eu não vendo fruta-pão e infelizmente nem sei onde comprar! Pergunte em feiras livres ou mercados em sua cidade.



domingo, 5 de abril de 2009

Sobremesas com chocolate

Três sobremesas deliciosas com chocolate

Estas receitas estão aqui hoje inspiradas pela Páscoa que se aproxima. São receitas fáceis e saborosas, todas preparadas com chocolate em barra. Escolha a melhor marca que seu dinheiro possa comprar e delicie-se!

Creme brule de chocolate

Creme brule é uma sobremesa maravilhosa e apesar do nome chique é bem fácil de fazer! Tradicionalmente o creme é coberto com açúcar de confeiteiro que é tostado com maçarico. Como a maioria das pessoas não tem este equipamento em casa (e eu ainda não tenho um), optei por decorar o creme com raspas de chocolate. A receita fica melhor quando feita com chocolate amargo em torno de 70% de cacau e importado, gosto de usar Lindt ou Valrhoma, mas não é sempre que posso comprá-los!

Ingredientes

500 ml de creme de leite fresco
100 ml de leite
1 barra chocolate meio amargo menos uma fileira (aproximadamente 140 g) ou 100 g de chocolate amargo
4 gemas
1 xícara de açúcar
1 pedaço de canela em pau
1 cardamomo inteiro
1 colher de chá de whisky ou conhaque
Raspas de chocolate para decorar (aproveite a fileira que sobrou da barra)

Modo de preparo

Ferva o creme com o leite, o cardamomo, a canela e metade do açúcar, tampe e deixe descansar por 5 minutos. Bata as gemas com a outra metade do açúcar até que fique branca e fofa como na foto e reserve. Derreta o chocolate em banho-Maria e adicione à mistura de gemas. Coe o creme de leite quente e junte à mistura de chocolate e gemas mexendo bem, acrescente o whisky. Coloque o creme em ramekins e leve ao forno médio em banho-maria por 30 minutos. Retire, deixe esfriar e leve à geladeira. Na hora de servir decore com raspas de chocolate. Rende 8 unidades.


Veja algumas fotos do preparo






Crumble de pêssego com chocolate



Crumble é uma receita de origem inglesa muito saborosa e também fácil de ser preparada. Nada mais é do que uma torta invertida, com frutas por baixo e uma massa crocante por cima. Pode ser feita com várias frutas como maçãs, frutas vermelhas, manga (meu favorito), pera, etc, com ou sem chocolate e castanhas. Servida com sorvete de creme ou chantilly é uma sobremesa perfeita para o almoço de Páscoa!

Ingredientes

1 lata de pêssego em calda picado e bem escorrido
1 barra de chocolate meio-amargo picado
1 colher de chá de amido de milho
¼ de colher de chá de cardamomo moído

Ingredientes da cobertura

1 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de amido de milho
¾ de xícara de açúcar
¼ de xícara de açúcar mascavo
¼ de colher de chá de gengibre em pó
¼ de colher de chá de canela em pó
1 pitada de noz moscada ralada
100 g de manteiga gelada
50 g de castanha do Pará picadas grosseiramente (opcional)

Modo de preparo

Unte um refratário pequeno com manteiga e espalhe o pêssego no fundo, por cima polvilhe o amido e o cardamomo e distribua o chocolate picado. Reserve.
Em um processador coloque todos os ingredientes da cobertura com exceção da manteiga e misture. Acrescente a manteiga e pulse algumas vezes até que a mistura lembre uma farofa, não processe em excesso, misture com a castanha.
Cubra os pêssegos com a mistura de farinha e leve ao forno médio por aproximadamente 25 minutos ou até que doure.
Sirva quente com sorvete de creme ou chantilly.


Veja algumas fotos do preparo






Cookies de chocolate



Cookies bem crocantes por fora e macios por dentro, com chocolate derretido escorrendo na boca é tudo de bom! Podem ser servidos puros, acompanhando sorvetes ou ainda bem pequenininhos como petit-four ao final da refeição. Embalados para presente são uma deliciosa lembrança de Páscoa.

Ingredientes

100 g de manteiga
½ xícara de açúcar
½ xícara de açúcar mascavo fino
1 ovo
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 e ¼ de xícara de farinha de trigo
½ colher de chá de sal
½ colher de chá de fermento químico em pó
½ colher de chá de bicarbonato
250 g de chocolate ao leite picado

Modo de preparo

Bata a manteiga com os açúcares, os ovos e a baunilha até que a mistura fique esbranquiçada. Misture bem com a farinha, o fermento e o bicarbonato. Acrescente o chocolate picado e leve à geladeira por aproximadamente 30 minutos ou até que consiga fazer bolinhas com a massa.
Forme bolas com a massa do tamanho desejado e coloque em um tabuleiro deixando um bom espaço entre elas (o biscoito cresce e esparrama). Leve ao forno médio por aproximadamente 10 minutos ou até que comece a dourar.
Se possível sirva morno!

Veja algumas fotos do preparo


Veja uma deliciosa receita de mini brownie no Blog do Frios & Cia



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