quinta-feira, 1 de julho de 2010

Potinho de caldo Knorr



Depois de ver o ótimo e completo teste do potinho de caldo da Knorr feito pelo Victor Hugo do Prato Fundo eu fui conferir pessoalmente, é claro! Ainda não tinha visto o produto, nem visto o comercial. Nem sei por onde eu andava!? kkkk

Vivo sonhando com um caldo que comprava há muitos anos atrás no México, na época em que fui comissária de bordo! Era delicioso e com gosto caseiro mesmo.

Comprei hoje o potinho de galinha. Ia comprar um de cada (frango, carne e legumes) mas esbarrei em uma palavra no rótulo que não me agradou: aromatizante! Como já falei aqui sou um pouco alérgica a corantes, aromatizantes e produtos químicos variados e por isso os evito ao máximo. Por evitar percebo o cheiro e sabor deles de longe e eles não me agradam mais como antes.

O comercial do caldo diz que o caldo é natural, como o feito em casa! Fiquei animadíssima, mas peraí Knorr!! Não usamos aromatizantes, espessantes, corantes (natural) e nem realçadores de sabor em um caldo caseiro. Um bom caldo não precisa disso! Fico boba com empresas desse porte indo na contra-mão da tendência mundial de produtos sem aditivos, nosso país está muito atrasado nesse aspecto. Ou será que "aromatizante com aroma idêntico ao natural" não é considerado aditivo?

Mas vamos falar do sabor? O caldo é bem melhor que o em tablete, não há dúvidas!! Se eu precisar usar usaria em menor quantidade do que a indicada, assim posso dar uma realçada no sabor do prato sem deixá-lo com gosto de comida pronta. É assim que faço com caldo em tablete quando preciso: meio tablete (ou um pedacinho dele) em uma panela grande de sopa, por exemplo.

O Victor disse que o caldo tem sabor de canja! Minha canja não é assim não!! Desculpem-me mas para mim toda comida de pacote tem o mesmo aroma e sabor final - algo que fica na boca e não desgruda - e esse o caldo ainda é assim: de sabor caseiro não tem nada, nem aqui nem na casa do Alex Atala! Mas se você está acostumada com o tablete acho que vai gostar sim! O caldo poderia ter um pouco menos de sal e o preço também: R$ 1,99 a embalagem com dois potinhos pode não animar os consumidores.

E você já experimentou? Gostou? Vai usar?

Como armazenar especiarias — dicas para durar mais e manter o sabor

vidrinhos de alcaparras reaproveitados para armazenar especiarias
As regras para armazenamento de especiarias para que elas durem por mais tempo mantendo suas qualidades organolépticas são muito simples:

Especiarias devem ser guardadas em local escuro, longe da umidade, do calor excessivo e em vidro ou pote bem fechado.


Evite esses erros no armazenamento de especiarias



O erro mais comum é o armazenamento das especiarias perto do fogão. Aquele lindo rack fica mais bonito ainda decorando a bancada peto do fogão, não é? Afinal pagar caro por um deles e guardar dentro do armário não faz sentido, eu entendo! Por isso recomendo colocar ali somente as especiarias de uso diário, aquelas baratas e comuns que encontramos em qualquer mercado.

Mas se você for como eu, e gosta de colecionar especiaria exóticas e difíceis de encontrar, aconselho que guarde-as em vidro ou pote hermético dentro de seu armário o mais longe do fogão possível.

Outro erro é manter as especiarias nos saquinhos onde vieram. Além de fazerem sujeira, pois as especiarias vazam para todo lugar, os sacos normalmente são finos e difíceis de serem bem fechados.

Geladeira é um local úmido e de modo geral as especiarias não devem ser guardadas ali. Entre as poucas que se beneficiam da geladeira são as pimentas e especiarias vermelhas como a páprica e sementes com alto teor de gordura como a papoula e o gergelim. As outras deverão ficar em temperatura ambiente.

Infelizmente nosso país é muito quente e eu sofro junto com minhas especiarias no verão! As mais caras são guardadas na sala, o local mais fresco da casa e penso seriamente em trazê-las para dormir comigo no ar refrigerado....







Onde guardar suas especiarias



Para guardar suas especiarias com mais cuidado você pode usar vidros reaproveitados, estou gostando de usar os vidrinhos de alcaparras, os da primeira foto dessa postagem, que são longos e finos. Também reaproveito os vidros das especiarias que acabam, tiro o rótulo, lavo e seco bem e coloco as especiarias novas (foto acima). Como geralmente compro as especiarias a granel e também faço muitas misturas estou sempre precisando de vidrinhos novos.




Os potinhos plásticos japoneses são muito interessantes também, são de tamanho ótimo e fecham bem.


especiarias em vidros de maionese pintados coloridos

A foto acima é de meu "rack" feito com vidros antigos de maionese (agora infelizmente os potes são de plástico) pintados com tinta colorida. Neles só coloco as que uso em grande quantidade, chás, castanhas, etc e que todos da casa podem mexer. Os potinhos de dentro do armário são área super restrita!

Com todas essas ideias vá logo armazenar suas especiarias de forma correta antes que elas fiquem sem sabor e aroma!


Dicas importantes para conservar suas especiarias por mais tempo



Não coloque as especiarias na panela quente diretamente do vidro/pote - o vapor é úmido! Para isso use potinhos específicos ou colheres.

Não mexa nos potes com colheres ou mãos úmidas. Eu tinha o hábito de fazer isso e uma pimenta vermelha em flocos coreana incrível que eu tinha mofou!! Nunca mais! Antes de abrir meus potes eu seco bem as mãos, mesmo mesmo que esteja com pressa.








segunda-feira, 28 de junho de 2010

Massa ao funghi


Adoro cogumelos e uma massa ao funghi é tudo de bom! A última vez que fiz foi para um almoço de um cliente. Fiz um pouco extra e me esbaldei!! Apesar do nome difícil e aparência estranha o molho é delicioso e fácil de fazer!

O funghi aqui no Rio é encontrado em supermercados em pequenos sacos plásticos e é vendido também a granel em casas de produtos árabes e na CADEG. Existem vários tipos de cogumelos secos, o que eu usei é aquele conhecido simplesmente por funghi secchi, de cor bem escura muito usado na culinária italiana. Ainda temos o shitake seco e muitos outros que ainda não usei... São tantos os ingredientes que encontro por aí que fico louca! Infelizmente não tenho estômago para comer tantos produtos quanto gostaria...

O funghi é um pouco caro, em torno de R$ 50,00 o quilo, mas rende muito!

Se você quiser saber um pouco sobre cogumelos frescos veja a postagem que já fiz sobre o assunto.

Ingredientes para o molho

50 g de funghi sechi
3 colheres de sopa de azeite
1 alho poró - somente a parte clara - picadinho
2 dentes de alho picadinhos
50 ml de vinho branco seco
1 litro de caldo de legumes (ou frango ou carne)
1 colher de sopa de farinha de trigo misturada com um pouquinho de água
200 ml de creme de leite
50 g de queijo parmesão ralado fino
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Deixe o funghi de molho em água fervente por 30 minutos. Escorra e corte o funghi em tirinhas. Se encontrar alguma parte que esteja muito dura descarte! Reserve.

Refogue o alho poró no azeite até que fique macio, acrescente os dentes de alho e refogue até dourarem ligeiramente. Acrescente o funghi e refogue um pouquinho.

Acrescente o vinho e deixe ferver em fogo alto até que parte do álcool evapore.

Acrescente o caldo de legumes, deixe ferver e engrosse com a farinha misturada com água. Deixe cozinhar em fogo brando por pelo menos 5 minutos para que o molho não fique com gosto de farinha.

Acrescente o creme de leite e o parmesão. Salgue e tempere a gosto.

Sirva com a massa de sua preferência decorada com salsinha fresca.

obs.
Se preferir utilize uma cebola pequena no lugar do alho poró.


Veja no blog do Buffet Frios & Cia uma receita de musse de funghi

domingo, 27 de junho de 2010

A saga do açaí — do pé à tigela em Belém do Pará



A foto de abertura dessa postagem é do chão de paralelepípedo do mercado de açaí que fica cheio das sementes da fruta! Mesmo no fim da tarde, sem nenhum açaí por perto, o chão não deixa dúvidas de que é lá que ele fica.

O açaí é um pequeno fruto amazônico que ganhou o mundo! Quando estive no Pará tive a oportunidade de acompanhar o açaí desde seu pé, passando pelo seu comércio até a tigela, ou seja, a venda de sua polpa (também chamada de vinho) no mercado, por isso o título da postagem onde mostro um pouco do que aprendi. A postagem ficou um pouco grande, mas preferi não dividir... Acho que vocês vão gostar!




O açaí é o fruto de uma palmeira nativa da Amazônia que cresce de forma espontânea no Norte do Brasil, em várzeas e áreas de muita umidade.

Hoje em dia existem plantações de açaí em várias áreas do Norte mas ele era coletado somente de forma extrativista até 20 anos atrás.

Mudou o manejo, mas não a forma de coleta, que ainda é feita da mesma maneira desde o século passado! Seu Ladir, esse senhor de 72 anos das fotos abaixo, nos mostrou como sobe no açaizeiro desde que tinha 7 anos de idade para coletar os frutos.


coletor de açaí de 72 anos subindo no açaizeiro em Belém do Pará

As palmeiras podem chegar a 30 metros de altura, uma subida e tanto!

Primeiro se faz a peconha: as folhas do próprio açaizeiro são enroladas para formar uma "corda" que é então amarrada aos pés do coletor para facilitar a subida na palmeira. Essa mesma técnica é usada desde o século passado por coletores de diversos frutos no norte do Brasil.



Seu Ladir no topo do açaizeiro (e de seus 72 anos!) assustou a todos passando de uma árvore a outra com uma agilidade incrível e desceu rapidamente! Os coletores passam de um pé ao outro e podem colher até 5 galhos em cada subida.

Durante a safra famílias inteiras colhem o fruto, principalmente as crianças que são mais leves e ágeis.





Depois, atendendo aos nossos pedidos, Sr.Ladir subiu em outra palmeira e colheu um galho de açaí para nossas fotos! Dessa vez desceu devagar dizendo que com o galho não podia descer correndo!




O galho ainda estava com os frutos parcialmente verdes. Viajamos em março, a melhor época para ver (e comer) os frutos é no verão Amazônico (de agosto a dezembro).

Da mesmo palmeira se tira o palmito, é muito saboroso mas como causa a derrubada da planta não é muito comum.




O galho do açaí bem de perto. Lindos frutos! Eles são colhidos, colocados em cestas feitas com a palha da própria palmeira e levados de barco até a feira do açaí nos arredores do mercado ver-o-peso em Belém.




Fomos à feira antes as seis da manhã, os barcos começam a chegar de madrugada e o pátio já estava cheio de gente e de açaí quando chegamos.

Pelo mercado de Belém passa a maior parte do açaí brasileiro. Barcos chegam de todos os lugares e até de estados vizinhos, alguns viajando por muita horas. No caso de viagens longas o açaí é transportado em gelo para não deteriorar.




O dia começa a clarear, uma linda paisagem!! Na foto, a torre do mercado de peixes do ver-o-peso.



feira do açaí nos arredores do mercado Ver-o-Peso em Belém antes do amanhecer

Os cestos de palha tem medida padrão e neles cabem aproximadamente 15 quilos do fruto. São chamados de paneiros e são descarregados na cabeça como na foto acima, alguns homens carregam 4 ou 5 paneiros de cada vez.


feira do açaí nos arredores do mercado Ver-o-Peso em Belém antes do amanhecer

Fomos na entressafra, cada paneiro de açaí estava custando R$ 35,00 no dia da visita. Na época do verão o valor pode descer para um quarto do valor.




Os paneiros já vazios dão cor ao lugar.

Os frutos vendidos são passados para sacos de juta ou plástico e transportados para empresas processadoras ou diretamente para as lanchonetes da região. O estado do Pará consome mais da metade do açaí que produz.




Para nós o pátio estava lotado, mas durante a safra o movimento mais que triplica!


paneiros de palha cheios de açaí sendo descarregados na feira de Belém

O dia já clareando e a linda vista da feira.




Os compradores provam o açaí in natura. É claro que nós também provamos mas para mim ele não tem gosto de nada e não pude sentir a diferença entre um e outro. Preciso ir mais vezes à Belém!

Para os conhecedores existem várias diferenças além do tamanho do fruto - maturidade, quantidade de polpa, sabor mais ou menos pronunciado, etc. 

O local onde foi coletado também interfere no sabor e o açaí da Ilha das Onças e Ilha do Combu é bem conceituado e geralmente mais caro que os outros.




É um fruto lindo, parecem bolinhas de gude, pequenos e duros... Dá vontade de brincar! Os vendedores não reclamam se colocamos as mãos, já que os compradores também fazem isso para avaliar o produto.





Fomos muito bem tratados no feira, os comerciantes nos deram informações, não reclamaram das fotos e filmagens e responderam as nossas perguntas com simpatia. 





Depois do passeio à feira e ao Sr. Ladir fomos tomar uma tigela de açaí, é claro!! O funcionário muito simpático e solícito nos ajudou, nos explicou o processo para extrair a polpa e ainda posou para fotos!




A foto acima é do açaí descascado. A polpa do fruto é mínima! Todas as "bolinhas" brancas que vemos acima são sementes. A polpa que consumimos é extraída da parte finíssima de polpa e casca escura que dá a cor roxa ao produto final, ela é riquíssima em antocianina, um poderoso antioxidante natural que ajuda a baixar o colesterol.

O açaí é rico em vitaminas e fibras, mas é muito calórico. Por muitos é considerado um super alimento e hoje é famoso no mundo todo.




Como é feito o açaí?

A polpa do açaí saindo da máquina extratora. O açaí entra por cima do equipamento com um pouquinho de água, a polpa sai por baixo e os caroços pelo outro lado. Para fazer uma polpa mais grossa o açaí é processado com a própria polpa no lugar da água.




As sementes de açaí são muito usadas em bijuterias e artesanato. São tingidas com várias cores e efeitos diferentes. No ver-o-peso você encontra as sementes tratadas para comprar.




Nosso amigo enchendo os saquinhos de açaí. Em sacos plásticos transparentes eles vão para a casa dos clientes.


tigela de açaí fresco em Belém do Pará polpa grossa e escura

Que tigelão lindo, não é? E olha que a polpa estava "fina" - estávamos na entressafra e o açaí não era o de melhor qualidade!

O sabor é pronunciado e com gosto terroso, bem diferente da polpa rala e gelada que consumimos no restante do país. É um sabor adquirido, quem não conhece estranha o gosto forte, como nós.




Os paraenses consomem o açaí principalmente como acompanhamento para peixe frito, o que deixa o restante do país fazendo cara de nojo! Provei e até gostei. Comeria novamente.

No estado do Pará o açaí é mais consumido do que feijões. É o que sacia de forma muito saudável a fome dos ribeirinhos e da população local. A vida por aquelas bandas é dura, mas com peixe fresco, açaí, castanha-do-pará, mandioca e ainda uma variedade de frutas locais quem necessita de carne ou produtos industrializados?

Outra forma comum de consumo do açaí é com farinha de tapioca ou de mandioca e açúcar. É claro que provamos o nosso açaí bem doce, com bastante açúcar e ainda pedimos gelo! Turistas. Dessa vez foi o nortista que riu (para não fazer cara de nojo na nossa frente).

Voltamos à lanchonete no dia seguinte para provar açaí outra vez... para nos acostumar com o sabor forte do produto.




Com o açaí podem ser feitos muitos pratos. O sorvete e bombons são os mais encontrados. Não sei, mas não consegui me adaptar ao sorvete de açaí produzido em Belém! Muito cremoso e gelado como gosto, mas o sabor é muito forte! E olha que provei umas 6 vezes para ter certeza...Quem sabe na décima segunda?

Também provei um sorvete de açaí aqui no Rio de Janeiro para comparar, de gosto muito mais suave me agrada mais, mas ainda não compraria.

Com o açaí podem ser feitos doces como pudins, musses, brigadeiros, tortas, geleias, etc. E pode ainda ser usado em pratos salgados como molhos e chutneys.





A foto cima é do açaí na tigela como é vendido aqui no Rio de Janeiro, em outros estados emundo afora. Congelado, batido com xarope de guaraná e com granola, banana ou outros ingredientes parece um sorbet. Fui a uma lanchonete para provar e comparar sabores... Não sou muito fã de açaí e só havia tomado uma vez antes de ir a Belém.

O sabor fica bem diluído, mas prefiro assim a la carioca, mas sem o xarope. Fazer o quê? Só indo a Belém mais vezes para me acostumar.



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Carne com brócolis


Que tal uma carninha chinesa bem simples e fácil de fazer para variar o cardápio?

Ingredientes

1 kg de alcatra ou filé mignon
5 colheres de sopa de shoyu
1 colher de sopa de saquê mirim
1 cebola média picadinha
2 colheres de sopa de óleo de soja
1 brócolis grande em floretes pequenos
100 g de champignon em fatias
1/2 xícara de caldo de carne
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Corte a carne em pedaços compridos e finos para que possa ser fatiada em mini bifinhos como a carne da foto). Leve a carne ao congelador até que endureça um pouco e corte em fatias bem finas.

Misture o saquê com 2 colheres de sopa de shoyu e misture com a carne, deixe a carne marinando em geladeira por algumas horas ou de um dia para o outro.

Doure a cebola no óleo, acrescente a carne em fogo bem alto e frite até que doure um pouco. Acrescente o restante do shoyu, o caldo de carne, sal e pimenta a gosto e o brócolis. Cozinhe até que o brócolis fique ao dente, acrescente o champignon, ferva outra vez e está pronta!

Sirva com arroz branco, colorido ou sobre noodles.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Entrevista Coletiva - com Gerson Mendes do Cooking Weekend


O Entrevista Coletiva é uma ação entre 11 blogs de culinária. Foi uma maneira divertida que encontramos para você leitor nos conhecer melhor. Cada participante entrevistou e foi entrevistado por outro blogueiro, ou seja, você tem 11 entrevistas para ler e curtir.

Veja ao final da postagem os links para os outros blogs participantes.

Coube a mim entrevistar o simpático Gerson do blog Cooking Weekend. Veja a entrevista abaixo.

Eu adorei, e você?

Ficha Técnica

Gerson Geraldo Mendes Faria
Natural de Pindamonhangaba, SP
Residente em Pindamonhangaba
Arquiteto e professor na Universidade de Taubaté, SP

1. Como surgiu seu interesse pela cozinha e como foi sua iniciação e aprendizado?

O interesse pela cozinha surgiu por volta de 5 anos de idade, quando observava minha avó Carmela cozinhar e preparar delícias para todos nós. Ela sempre me estimulou a colocar a mão na massa, porém, os meus trabalhos na cozinha tiveram início na adolescência quando percebi que não dependia das pessoas para elaborar o que comer.

2. O que você não sabe ou tem medo de fazer ou sempre dá errado na cozinha?

Bem, nunca tive medo de realizar algo na cozinha, porém, claro que tive certa preocupação de preparar algo e as pessoas não aprovarem. Meu ponto fraco na cozinha são as sobremesas, mas ultimamente arrisco em fazê-las e estou obtendo alguma satisfação nesse propósito.

3. Você consegue ter prazer em cozinhar um prato de que não gosta de comer? Existe algum prato que não faria de jeito nenhum?

Geralmente eu não gosto de preparar o que não como, porém como desejo mergulhar nesta profissão, terei que enfrentar estas barreiras. Os pratos que evito fazer são pratos a base de muito creme de leite e manteiga, mas não hesitarei em atender um pedido.

4. O que jamais pode faltar em sua cozinha, entre utensílios e ingredientes?

Entre os utensílios uma boa panela, uma boa frigideira, e claro, pegadores e espátulas. Já entre os ingredientes um bom vinho, uma boa pasta e temperos naturais plantados colhidos na horta caseira.

5. O que você comeu que jamais saiu da sua memória? Por quê?

A galinha caipira ao molho com ovas e a macarronada de domingo da casa de minha avó. O porquê envolve todo o carinho do preparo e o carinho familiar.

6. Onde você procura primeiro uma receita ou dica de cozinha? Na internet ou em algum livro específico?

Procuro sempre criar os pratos que faço sempre com algum detalhe diferente, claro que às vezes recorro a algum livro para obter o preparo de uma massa ou até mesmo um tipo de molho, porém sempre recrio o que busquei. Antigamente recorria aos livros e receitas dos cadernos antigos de minha mãe, hoje a internet é mais rápida, mas nada como vasculhar o passado nos livros.

7. O que o levou a criar o Cooking Weekend?

No mês de julho de 2009 estava em casa com meus dois filhos Giulia e Alexandre, por volta de 14:00h, ainda não havia preparado nada para o almoço e quando deparei com esta situação abri a geladeira e não havia muitos itens para compor a refeição deles. Observando a situação peguei alguns tomates cereja, algumas folhas de alface, dois ovos e temperos. Bem, preparei um ovo mexido, porém, pensei comigo, é um prato bem simples. Daí tive a idéia de arrumar como se fosse um prato bem desenhado e deu certo, foi um sucesso aquele almoço, inclusive fiz algumas fotos; coisa que nunca havia feito antes.
Quando novamente de férias em dezembro de 2009, comecei a olhar algumas fotografias e encontrei aquele prato, achei engraçado e pensei em mostrar para as pessoas. Foi então que surgiu a idéia de criar um blog e surpreendentemente deparei com milhões de blogs de gastronomia, fiquei maravilhado e pensei em mergulhar neste meio. Pensei em um nome que transmitisse o que realmente faço que é cozinhar nos finais de semana, logo, “Cooking Weekend”.

8. Escrever o Cooking Weekend modificou ou acrescentou algo em sua cozinha ou em sua relação com a comida?

Sim, modificou a minha relação com a comida e com o aprendizado, pois como não tenho tempo disponível para fazer uma graduação na área, os pareceres dos amigos e as dicas cumprem bem esse papel. Em relação a minha cozinha, hoje ela é bem mais equipada no geral tanto em utensílios como na despensa. A comida hoje é encarada por mim de maneira mais carinhosa, desde tratar um alimento, no seu preparo, quanto na montagem de um prato. Sei que estou no começo, mas dia a dia aprimoro e procuro corrigir as falhas em cima dos erros. Posso citar um exemplo, quando um dia apresentei um prato aqui na internet e uma chefe de cozinha me falou: “Gerson a ‘salsinha está sobrando’ o pouco às vezes é muito”; e não é que deste ponto em diante sempre tomei este cuidado, ou seja, foi mais que uma aula.

9. Você diz que sua família é sua equipe de apoio. Eles o ajudam com o blog? Com que tipo de ajuda?

Todos da família colaboram tanto com a divulgação através da mídia e no boca a boca; também no preparo dos pratos e no auxílio junto à cozinha e horta. Minha filha Giulia ajuda nas fotografias e nas revisões ortográficas e minha esposa Elzira a grande assistente.

10. O que faz você visitar com freqüência um blog de culinária?

A freqüência das visitas em algum blog é feita por algo bem atrativo. A propaganda nos induz, de certa forma, a visitá-lo e claro, seu conteúdo com receitas criativas e belas imagens.

11. Qual comida levaria para uma ilha deserta?

Gostamos muito de peixe, tanto é que o conteúdo de nosso site é mais voltado para estes pratos. Levaria para a ilha uma boa vara de pescar, um bom vinho branco, uma boa água mineral e meu coador de café com aquele pó da fazenda.

12. Como seriam suas férias gastronômicas ideais?

Tive a resposta desta pergunta neste feriado de ”Corpus Christi”, pois recebemos em casa uma chefe de cozinha que sempre admirei e sempre me inspirou a fazer bons pratos. Foi uma imersão gastronômica que tive nestes dias, pois, ela me fazia dar explicações para tudo que eu estava fazendo na cozinha e tudo isto com a família em volta, quer coisa melhor? “Cozinhar, aprender, e comemorar os resultados com bons amigos”.

Veja abaixo os blogs participantes! A Tatiana do blog Panelaterapia me entrevistou, para ver a entrevista é só clicar na logo!











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