quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mofongo - croquete de banana da terra com carne de porco


Croquetes feitos com banana-da-terra verdes fritas e pernil de porco bem temperadinho e macio. Delícia de petisco!

No meu primeiro contado com esse prato eu tive medo! Foi perto de Nova York em uma linda e imensa casa de amigos de Porto Rico onde passei aquele dia. Ouvi a palavra mofongo e gelei! Nunca havia ouvido falar e um prato com um nome feio desses só poderia ser feito com miúdos, ingrediente que não posso nem ver, veja aqui minha relação com eles...

Mas chegando na casa fiquei muito feliz e aliviada com o aroma do pernil que exalava do forno ainda quente. Levamos bananas-da-terra verdes e eu estava muito curiosa para saber o que fariam com elas. Conversa vai conversa vem me explicaram que estavam com saudades desse prato típico de seu país que não comiam fazia tempo e era a primeira vez que iriam prepará-los em casa, a receita parecia fácil: banana frita, carne de porco, alho e só.

O dono da casa era o chef e ficou fritando as bananas. Depois de fritas ele as colocava em um pilão junto com aquela carne de porco que gritava por mim, um caldinho da própria e um pouco de alho. Amassava tudo e a gororoba resultante era o mofongo. Feinho o coitado! Em formato de bola de tênis era colocado nos pratos um para cada pessoa. Apesar da carne suculenta o aspecto não me apetecia, mas cheia de fome comi tudinho. E adorei!! Os pedacinhos mais resistentes da banana frita dão uma textura especial ao prato e o sabor da carne combina super bem com a fruta.

Não via a hora de fazer aqui em casa, mas isso demorou alguns anos pela dificuldade de encontrar a banana verde...

Pela aparência não tão boa do mofongo tradicional preferi fazê-los para o blog como croquetes, da forma em que vi num programa de TV um dia desses. A textura é mais seca do que nossos croquetes de carne, mas você poderá modificar colocando mais caldo ou ovo.


Ingredientes (para 12 croquetes)

3 bananas da terra verdes sem casca
1 xícara de carne de porco assada e picada (eu usei essa aqui)
1 dente de alho expremido
1 colher de sopa de coentro ou salsa picada
Sal e pimenta-do-reino a gosto
1 ovo

Ingredientes extras

Farinha de rosca para empanar
Óleo para fritar em imersão

Modo de preparo

Corte as bananas em rodelas e frite-as em óleo quente até que dourem. Da mesma forma como são feitos os tostones. Coloque-as em papel toalha.

Em um processador de alimentos moa todos os ingredientes, tempere a gosto. Se preferir o método tradicional amasse em pilão.

Molde os croquetes no formato que desejar, passe-os em farinha de rosca e frite-os em imersão.


Substituições
O mofongo pode ser feito com outros tipos de carne: frango, carne assada, peixes. Eu quero experimentar!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Como fazer a mala com alimentos e utensílios de cozinha


A mala de um viajante gourmet pode ser um perigo ambulante! Ao abrir você pode encontrar temperos, chocolates, azeites, queijos, facas, panelas super pesadas e utensílios dos mais diversos. Até aí tudo bem, mas e se o vidro do azeite estiver quebrado, o queijo passando seu odor para tudo a sua volta, a pimenta em pó espalhada pela mala querendo voar no seu olho, a faca ou outro objeto pontiagudo apontando para você?

Comigo já aconteceu de quase tudo, mas fui adquirindo prática em fazer malas ao longos dos anos. Fui comissária de voo e a mala permitida era aquela de bordo mesmo, mínima! Mas nela cabia tudo que eu queria. Nessa época costumávamos trazer bebidas para vender, um dia uma garrafa de whisky quebrou dentro do meu saco de uniforme no banheiro da rodoviária de São Paulo... Pois é, ainda agradeci de não ter sido uma garrafa de licor e nunca mais fiz muamba! Mas certamente as comidas continuam chegando em casa, cada vez em maior quantidade e com segurança para mim e para elas! Afinal chegar de viagem com um precioso vidro de azeite trufado quebrado é uma tragédia.

Hoje em dia viajo com uma mala menor que a do marido e ele nunca acredita que minhas compras (em volume muito maior que as dele) vão caber em minha mala média. Cabem muito bem, mas o peso é sempre no limite e eu nem preciso daquela máquina de embalar à vácuo! Mas o principal é que tenho conseguido trazer meus ingredientes e utensílios diversos intactos.

Chega de papo, vamos às dicas de como fazer a mala?!

1 - sapatos e tênis são os itens mais perfeitos para transportar de forma segura vidros/potes de azeite/vinagre/temperos. Meu pé é 39 e adoro comprar tênis, então os vidros com 200/300 ml costumam encaixar perfeitamente dentro deles... Se seu pé é pequeno use os do marido. Para proteger mais ainda e evitar um possível chulé no seu vidro de molho predileto coloque o pote dentro de um saco plástico antes de colocar no sapato.


2. Utilize o interior de objetos para colocar seus produtos. O interior de panelas novas, tijelas, garrafas como a da foto e até de um aparelho elétrico pode funcionar como "bolsa". Isso vai proteger sua comida e ainda economizar espaço. Mas não deixe espaço vazio para os itens não baterem lá dentro, utilize suas roupas para envolvê-los e preencher os espaço. Se for trazer o objeto na caixa original, abra a caixa e coloque seus chocolates ou sacos de tempero nos espaços vazios entre a caixa e o objeto.

3. Use suas roupas para embalar os produtos, aproveite e faça mais compras, quanto mais roupas melhor! Papel, papelão e jornal também são úteis mas usam o precioso espaço em sua mala, a roupa você vai trazer de qualquer jeito! Enrole o objeto com sua camiseta, calça jeans ou o que for, colocando o vidro ou pote no meio. Se o interior for líquido ou cremoso não deixe de colocar em saco plástico.

4. Para proteger melhor seus itens sua mala deve estar bem cheia, sem espaços vazios, bem compacta. Dessa forma eles não têm espaço para sacudir, amassar e bater. Gente, encher a mala é a parte mais fácil, concordam? Deixo meias e peças pequenas de tecido para colocar por último e vou preenchendo os buracos que encontro, apertando a roupa para que ela entre nos vazios. Acredite em mim, sua mala é como coração de mãe, sempre cabe mais um!

5. Objetos pontiagudos e de formatos variados devem ficar na horizontal mais para o centro da mala, muito bem acomodados e embrulhados. Nas pontas ele vai perfurar a mala e pode até machucar você. Ou pior, pode ficar com uma parte para fora e chegar quebrado!!

6. Facas devem estar em estojo próprio! Eu, com pressa, já transportei facas comuns dentro de sacos e é claro que cortei minha perna! Hoje em dia estou mais esperta e menos displicente!

7. Malas do tipo duras protegem melhor suas compras. Mas não crescem e seu espaço é limitado. Dúvida cruel! Bolsas tipo mala de mão, bem macias são horríveis para transportar comida: vidros batem com facilidade, chocolates amassam, sacos furam e pontas de objetos teimam em querer sair pelo tecido. Se estiver trazendo comida, utilize-as somente como bagagem de mão mesmo, nunca despachada.

8. Ao começar a arrumar a mala, forre todo o fundo com algumas roupas pesadas como calças e casacos. Reserve algumas peças para colocar por cima de tudo e algumas menores para as laterais da mala, formando assim um acolchocado para proteger suas coisas. Eu gosto de fazer rolinhos com as ropas para colocar nas bordas.

9. Necessaries também são boas aliadas e servem como proteção não só para cremes e afins mas também para sua comida e objetos menores.

10. Não subestime o espaço que etiquetas e embalagens ocupam. Retire tudo que seja para jogar no lixo. Antes de se desfazer delas junte tudo em um canto e adimire o espaço que você economizou!

11. Acho que todo mundo sabe mas é melhor lembrar: aquele chocolate maravilhoso que você precisa comer, aquele tempero não encontrado em lugar nenhum ou aquele utensílio que custou o olho da cara devem estar na bagagem de mão. Extravio de malas acontecem mais do que imaginamos. Mas infelizmente as facas alemãs vão ter que ser despachadas! Reze!

12. Como passar na alfândega com especiarias e comida em geral? É permitido trazer comida enlatada, em vidros e conservas, doces e chocolate, mas não as frescas como queijos, frutas e carnes. Esses itens só escondidos mesmo... Se quiser trazer um queijo fedorento da França embale-o muito bem para que o cheiro não te entregue, compre um tapeware!

13. Em relação à algumas especiarias serem sementes eu estou sempre com a desculpa na ponta da lingua para dizer que são estéreis porque sofreram radiação, o que de modo geral é verdade. Mas nunca implicaram comigo. Digo que é de comer e não costumam abrir minha mala. Os poucos que me pediram para abrir anos atrás devem ter se arrependido porque não encontram nada ilegal e eu ainda ocupo a esteira por um longo tempo tentando colocar tudo de volta! Fora o constrangimento... Uma vez trouxe uma vela vermelha em formato de pênis em uma mala que foi aberta, a oficial ficou tão vermelha quanto o objeto. Agora o aeroporto do Rio tem raio X e eles só costumam se incomodar com eletrônicos e grandes excessos de bagagem.

E você tem mais dicas para compartilhar? Estórias engraçadas? Conta aí!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Arroz vermelho com legumes e amêndoas - vegano


Arroz vermelho com cogumelos e abobrinha temperado com cebola, alho, cachaça e capim limão; as lascas de amêndoas tostadas conferem ainda um toque crocante e sofisticado. Ótima opção para uma refeição vegetariana!

Já faz tempo que tento contribuir com o movimento segunda sem carne. Hoje enfim publico essa receita super saborosa de arroz com legumes inspirada em um prato que comi em uma aula da chef Morena Leite que utiliza muito capim limão em suas receitas.

Fiquei tentada a colocar queijo ralado no prato, mas preferi deixá-lo vegano para variar!

Ingredientes

1 xícara de arroz vermelho
1 folha de louro
Sla e pimenta-do-reino a gosto
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola pequena picadinha
1 dente de alho picado
1 abobrinha em cubos
200 g de cogumelos frescos
1 colher de sopa de cachaça
2 folhas de capim limão frescas inteiras
1/4 de xícara de amêndoas em lascas ou picadas tostadas

Modo de preparo

Cozinhe o arroz com duas xícaras e meia de água, a folha de louro e sal a gosto em panela de pressão por 25 minutos. Ou siga as instruções da embalagem do seu produto. Descarte a folha de louro e reserve o arroz.

Refogue o alho e a cebola no azeite até começarem a dourar.

Adicione a abobrinha e os cogumelos e refogue em fogo baixo até que estejam cozidos ao dente ou a gosto. De modo geral não é necessário acrescentar água, já que a abobrinha e cogumelos soltam água.

Junte a cachaça e deixe evaporar um pouco em fogo alto. Acrescente o arroz e o capim limão e deixe cozinhar por mais 5 minutos. Corrija o sal e tempere com pimenta.

Retire o capim limão e acrescente metade das lascas de amêndoas. A outra metade utilize para decorar o prato.

Sirva quente como prato único ou como acompanhamento.

Substituições

Você pode utilizar os legumes que quiser.
O arroz vermelho pode ser substituído pelo preto ou o integral cozido de acordo.
Caso não encontre capim limão, utilize 1 colher de sopa de raspas da casca de um limão.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Frango na cerveja com sálvia e cebola


Frango ensopado com cerveja preta temperado com cebola, cenoura, sálvia e um pouquinho de pimenta para balancear o sabor adocicado da bebida.

Mais um prato de frango com sálvia! Essa receita saiu de improviso, queria usar cerveja e sálvia e foi o que fiz com o que tinha em casa. Ficou bem saboroso, suculento e com bastante molho.

Ingredientes

4 sobre-coxas de frango sem pele
Sal e pimenta-do-reino a gosto
1/2 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
1 cebola pequena em fatias finas
1 dente de alho amassado
8 folhas de sálvia
1/2 cenoura em cubinhos pequenos
1/2 xícara de cerveja preta
1/2 xícara de caldo de frango
1 colher de chá de molho de pimenta vermelha ou a gosto

Modo de preparo

Tempere o frango com sal e pimenta.

Doure o frango na manteiga e azeite. Junte a cebola e o alho e deixe dourar. Junte a sálvia e refogue um pouco mais.

Adicione a cenoura picada, a cerveja, o caldo e a pimenta. Deixe ferver, tampe a panela e abaixe o fogo.

Cozinhe até que o frango esteja bem macio.

Se necessário reduza o molho para que fique com a consistência desejada. Corrija o sal.

Dicas/substituições
Utilize outra erva a gosto no lugar da sálvia.
Utilize a cerveja de sua preferência, que não precisa ser preta.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Brasas Show - Onde Comer no Rio?


A Galeteria Brasas Show fica dentro da Cadeg, o mercado de abastecimento da cidade, que vem se modernizando e atraindo a população em geral com novos, melhores, mais diversificados e sofisticados estabelecimentos. Viva!!

Um desses novos estabelecimentos é o restaurante Brasas Show é todo novinho e bem decorado, tem dois andares, o ambiente é super agradável e o serviço simpático. Uma boa pedida para depois das compras.


Na hora do almoço em dia de semana está sempre cheio, é melhor chegar cedo. Eles servem PF com uma cara ótima e os pratos para duas ou três pessoas são muito bem servidos. Abaixo está o galeto com arroz de brócolis e batata portuguesa que deu para três adicionando umas linguicinhas que são vendidas avulsas e estavam muito saborosas.

O galeto, prato principal da casa, é bem temperadinho e macio. Minha mãe disse que o bolinho de bacalhau estava bom, mas eu não posso confirmar porque não gosto.


A farofinha de ovo dá água na boca e o feijão também é saboroso. Mas o restaurante está precisando melhorar no quesito batata frita! Elas são muito gordurosas e as fritas tradicionais estavam murchas em uma das vezes em que fui lá.


As sobremesas não são o forte da casa, mas quem precisa de um docinho depois de pratos tão fartos? Recomendo o papaya com cassis, doce ultra fora de moda mas que eu adoro, que vem geladinho em uma taça de ótimo tamanho. O brownie da foto é honesto mas não amei. Evite a qualquer custo o pudim de leite!

Brasas Show
Rua Capitão Félix 110
Av. Central 32
Benfica

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tostones - banana-da-terra verde frita


Banana-da-terra verde, frita e salgada é um delicioso acompanhamento para qualquer tipo de prato. Quando frita ela fica bem sequinha, durinha por fora e macia por dentro.

Comi pela primeira vez a banana feita assim em uma viagem aos Estados Unidos. Lá frequentamos muito uns restaurantes simples com comida de Porto Rico. São baratos, a comida caseira é ótima e ainda servem arroz com feijão, e do preto muitas vezes! A maior diferença para a comida brasileira são os tostones, ou melhor, os platanos fritos, preparação tão comum em cozinhas da América Latina, que aprendemos a gostar e não dispensamos nunca.

Aqui no Brasil o comum é servir como acompanhamento a banana madura, seja da terra ou não, frita ou empanada como nas churrascarias. Eu não gosto muito porque ainda estou aprendendo a comer doce com salgado... No geral reservo minha banana para a sobremesa.

O mais difícil para fazer esse prato é encontrar a banana verde para vender! Pelo menos aqui no Rio.

Uma vez de posse desse alimento tão raro é só cortá-lo em rodelas e fritá-las em imersão no óleo quente até que dourem. Escorra em papel toalha, salgue a gosto e delicie-se.

Na sua cidade você encontra banana-da-terra verde? Já comeu assim frita? Me conta!
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