terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cozinha Fácil - Massa com molho de tomate seco


Receita de massa rápida e fácil com molho cremoso de tomate seco e castanha de caju

Mais um daqueles pratos resultantes de muita fome, pouco tempo e ingredientes escassos! Quase sempre tenho tomates secos em casa, creme de leite e castanha triturada, que gosto de adicionar em quase tudo: saladas, arroz, macarrão, sorvetes... Então resolvi misturar os três itens e meu macarrão ficou muito bom!! Vegetariano por acaso, pois não havia nenhuma carne, frango ou frio na minha geladeira!!

Ingredientes

10 tomates secos hidratados e fatiados
2 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de azeite
1 caixa de creme de leite
2 colheres de sopa de castanha de caju tostadas
1 pitada de orégano
Sal a gosto
Massa a sua escolha (250 g)
Queijo ralado a gosto

Modo de preparo

Cozinhe a massa em água e sal. Enquanto sua massa cozinha, prepare o molho.

Moa no liquidificador ou mixer de mão o creme de leite com a castanha.

Doure o dente de alho no azeite, acescente os tomates e refogue um pouquinho. Junte o creme de leite e a orégano e deixe o molho cozinhar por uns 3 minutos. Tempere com sal a gosto. Acrescente um pouquinho de água ou caldo se o molho ficar espesso.

Sirva a massa com o molho e polvilhe com o queijo de sua preferência. Eu usei provolone ralado, era o que tinha aqui!

obs. Para hidratar os tomates secos deixe-os de molho em água bem quente por 30 minutos, escorra e fatie. Caso você compre os tomates em óleo não há necessidade de hidratar, somente escorra o excesso de óleo e fatie.

Veja também a receita de massa parisiense super fácil
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Saga dos Congelados


Enfim terminei!! Quem me acompanha pelo twitter e/ou facebook deve saber que eu estava fazendo uma encomenda de congelados. Uma encomenda imensa! A história começou assim: em um verão uma tia querida me pediu para fazer uns pratos congelados porque sua empregada entra de férias em fevereiro e ela tem dificuldades em alimentar o povo, que reclama de tudo e não come qualquer comida. Ou seja, como do meu tempero eles gostam, sobrou pra mim.

Nunca havi feito pratos congelados na vida, mas aceitei o desafio porque no mês de janeiro não tenho (tinha) muito o que fazer. Naquele primeiro ano foi tranquilo, foram umas 20 receitas variadas. ADORARAM! No segundo ano foram 30 e em 2011 foram 45 preparações diferentes, 60 e tantas quentinhas em uma encomenda dividida entre minha tia e um primo que adorou a ideia! (socorro!!). Tive de entregar de duas vezes porque não cabia tudo nos dois congeladores aqui de casa.

E não são preparações quaisquer não... Rosbife ao molho de tomate seco, escalopinhos com molhos variados tipo funghi e gorgonzola, escondidinhos, salmão ao molho de maracujá, camarão ao curry, frangos de várias maneiras, uma carninha assada básica e até rabada! Ups, de empadão foram sete: de camarão legumes, frango... E também algumas sopinhas, só treze variedades divididas em tantos potinhos que quase perdi as contas!

Para você ter uma ideia da quantidade usei 7 kg de filé mignon, 1,5 kg de champignon, 10 tabletes de manteiga (ou será que foram doze?), 4 kg de camarão, uns 8 kg de cebola, 7 kg de peito de frango e quase 1 kg de sal! UFA! Eu mesmo fiz as compras e carreguei isso tudo.

Confesso que alguns dias me diverti, tirei algumas fotos para o blog e experimentei temperos novos, mas o calor infernal do mês de janeiro me deixou agoniada e muuuito cansada mesmo! Esse ano demorei 3 semanas para entregar a encomenda, tive um evento no meio do caminho, um curso e muito afazeres domésticos. A minha empregada sai de férias em janeiro!

Vamos aguardar 2010. Acho que mais de 40 pratos não cabem no freezer de minha tia! É, mas tem o da casa de minha avó no mesmo prédio...

E gente!! Eu NÃO faço congelados, não aceito encomendas, não troco e nem negocio, ok?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Frango com tomate e mostarda


Frango ensopado com cebolas, molho de tomate, vinho branco, mostarda dijon e sementes de aipo.

Acho que você já sabe que gosto muito de frango e adoro ensopados! Essa receita adaptei do livro da Clotilde, do blog Chocolate & Zucchini. O frango fica muito saboroso e com um sabor diferente e refinado por causa da mostarda.

É uma prato fácil de fazer e pode ser servido em festas ou ocasiões especiais. Quem quiser pode desfiar o frango e servir em mini porções como fiz com o frango com passas marroquino.

Ingredientes

1 kg de frango em pedaços com osso, mas sem pele
1 cebola grande em fatias
3 dentes de alho picados
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
1/2 xícara de vinho branco seco
1 embalagem de molho de tomate pronto - 340 g (eu uso os do tipo naturais)
2 folhas de louro
1 ramo de tomilho
1 colher de chá de sementes de aipo
1 colher de sopa generosa de mostarda dijon

Modo de preparo

Refogue o frango no azeite e manteiga até dourar. Retire o excesso de gordura e acrescente a cebola e o alho. Deixe dourar. Acrescente o vinho e ferva por alguns minutos.

Acrescente todos os ingredientes com exceção da mostarda e se necessário junte um pouco de água. Tampe a panela e cozinhe o frango em fogo baixo até ficar bem macio.

Junte a mostarda, misture bem e cozinhe por mais uns três minutos ou até que o molho fique espesso.

Sirva com arroz ou massa.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pimentas vermelhas secas inteiras — tipos e como usar



Tenho aqui em casa uma pequena coleção de pimentas vermelhas secas inteiras. Acho-as incríveis, cada uma tem um formato, tamanho, cor, aroma e sabor diferentes! São todas importadas, a maioria são mexicanas e sempre que viajo compro alguma diferente. É uma pena que às vezes estraguem: mofam, dão bicho... Por isso minha coleção não fica completa nunca!!

Adoraria ir ao México para vê-las em quantidade e variedade nos mercados e aprender a usá-las in loco. Mas isso fica para um outro dia!

Quem nunca experimentou uma pimenta seca vai se surpreender com seu sabor que é mais rico e concentrado que o das pimentas frescas! Algumas chegam a ter um sabor de passas ou castanhas, outras defumadas tem aroma intenso. Vale a pena experimentá-las.

Veja abaixo algumas variedades e suas características.


coleção de pimentas vermelhas secas inteiras tipos mexicanos

Variedades de pimentas secas inteiras



Aji Mirasol - peruana - tem sabor frutado e picância média. É usada com carnes, vegetais e feijões.

Ancho - mexicana - é sem dúvida a minha favorita, é uma das pimentas secas mais populares. É suave e tem sabor e aroma de passas e ameixas. É usada em ensopados, veja aqui a receita do mole poblano feita com ela.

Cascabel - mexicana - de ardência moderada é usada em salsa e ensopados. Tem sabor ligeiramente defumado e fica com gosto de castanhas quando tostada.

"Chinesa sem nome" - essa pimenta eu compro em lojas de produtos chineses e são pequenininhas e muito ardidas. Infelizmente seu nome não vem na embalagem.

Chile de Arbol - mexicana - pequena e ardida, é muito usada em salsas.

Chipotle - mexicana - é uma pimenta jalapeño defumada, tem aroma fantástico, adocicado. É usada em ensopados, sopas e molhos.

Guajillo - mexicana - tem sabor ácido e é um pouco mais picante que a ancho. É usada em molhos e ensopados e confere uma bonita coloração ao prato.

Morita - mexicana - são jalapeños vermelhos secos e defumados.

New Mexico - americanas - são de picância média e tem sabor terroso.




Como usar uma pimenta seca inteira



A maioria das pimentas mexicanas secas são tostadas antes do uso em frigideira seca, da mesma forma que os indianos tostam as especiarias. Se passar do ponto a casa fica enfumaçada e os olhos desavisados e desacostumados choram e muito! De um modo geral são todas deixadas de molho em água quente antes de serem usadas para reidratar. Veja como fazer abaixo.

1. corte os cabinhos de suas pimentas e retire as sementes. Esse passo é opcional, você pode tostar as pimentas inteiras e usá-las assim se preferir.

2. Toste-as em uma só camada em frigideira seca e em fogo médio por 3 a 4 minutos de cada lado. Sinta o aroma delicioso! Não deixe que queimem.

3. Deixe-as de molho dem água fervente por 20 a 30 minutos ou até que fiquem macias. É o mesmo processo para reidratar tomates secos ou funghi. As mais grossas e secas vão demorar mais tempo.

4. Use a pimenta a gosto. Ela pode ser triturada em pilão, no liquidificador para fazer um molho ou ainda em processador. A pimenta também pode ser adicionada inteira ou cortada em qualquer formato e usada em um ensopado ou cozido.

5. A água resultante do molho pode ficar amarga. Eu prefiro não usar.


Eu também tenho uma seleção de pimentas vermelhas secas e moídas! Mas sobre essas eu escrevo depois.


Onde comprar?



Aqui no Brasil encontro algumas em lojas de produtos chineses. A pimenta malagueta também é vendida seca em alguns empórios.

As mexicanas costumo encontrar on line. As que eu tenho trouxe de viagens. 




segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Salada de couscous marroquino com presunto e etc.


Salada de couscous marroquino com presunto, tâmaras, cenoura, pimentão vermelho e nozes! Uma salada moderna e sofisticada onde o toque cítrico do tempero adiciona um leve frescor, perfeita para o verão.

Essa saladinha colorida e nutritiva é excelente para qualquer época do ano e pode ser consumida também morna em dias frios. Eu fiz para um evento e foi um sucesso!

Vamos ver a receita que ainda por cima é facil de fazer?

Ingredientes para uma saladeira grande

500 g de couscous marroquino
água para o couscous (verificar a quantidade na embalagem)
1/3 de xícara de azeite para fazer o couscous
1 colher rasa de sal
1 pimentão vermelho grande em cubinhos
350 g de presunto em cubinhos
2 cenouras grandes em cubinhos e cozidas em água e sal
100 g de tâmaras sem caroço picadas
100 g de nozes picadas

Ingredientes para temperar a salada

1/2 xícara de cebolinha verde fresca picada
1/3 xícara de azeite
1/4 de xícara de suco de limão
1/4 de xícara de água
1 colher de chá rasa de coentro em grão moído
Sal e pimenta-do-reino a gosto



Modo de preparo

Prepare o couscous com a quantidade de água indicada na embalagem. O modo de preparar é simples: ferva a água com 1/3 de xícara de azeite e uma colher de chá de sal, junte o couscous, misture e abafe a panela. Após alguns minutos solte o couscous com um garfo (da mesma forma que é feito com o arroz).

Agora deixe o couscous esfriar e quando frio solte com o garfo outra vez para ele fique bem soltinho.

Misture o couscous com o presunto, pimentão, cenoura, nozes e tâmara.

Misture todos os ingredientes do tempero e junte à salada. Misture bem e sirva!
obs. Se preferir você pode refogar o pimentão em azeite separadamente antes de adicioná-lo ao couscous. Como o dia em que servi a salada estava quente demais eu achei melhor refogar o pimentão para dar uma maior durabilidade ao prato que ficaria em teperatura ambiente por algum tempo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Molho quatro queijos para massas


Um tradicional molho de quatro queijos sedoso, suave e que agrada a todos (bem, quase todos!). Feito com queijo gorgonzola, parmesão, provolone e catupiry.

Esse molho eu utilizo muito em meu buffet e é um sucesso. Pode parecer complicado para quem nunca fez, mas é muito fácil de preparar e dos molhos que faço é o que me dá menos trabaho!

A receita abaixo rende aproximadamente 2 litros de molho. Se achar muito você pode dividir a receita ou congelar uma parte do molho pronto. Ao descongelar deixe ferver bem em fogo baixo para que o molho volte a sua textura original.

Ingredientes

1 litro de leite
50 g de manteiga
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 triângulo de queijo gorgonzola picado (aprox. 200 g)
250 g de queijo provolone picado
250 g de catupiry
100 g de parmesão ralado
Sal e noz moscada a gosto

Modo de preparo

Derreta a manteiga em uma panela onde você vai preparar o molho. Junte a farinha, mexa bem e deixe cozinhar por uns 3 minutos.

Acrescente o leite, misture bem e deixe ferver e engrossar. Deixe cozinhar por mais alguns minutos até que o creme fique sem gosto de farinha.

Acrescente todos os queijos e misture. Nesse ponto eu bato o molho com um mixer elétrico de mão para que os queijos derretam mais rapidamente. Se você não tiver um mixer deixe o molho cozinhar em fogo lento até que os queijos derretam ou transfira a mistura para um liquidificador.

Tempere seu molho de quatro queijos com noz moscada e sal a gosto.

Já está pronto! Viu como foi rápido?

Sirva quente com a massa de sua preferência.

obs. Quem não tiver acesso ao queijo catupiry pode substituí-lo por um queijo cremoso de sua região ou outro queijo de sua preferência.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Muffins de maçã e amêndoas


Muffins de maçã com amêndoas laminadas feito com azeite, são saborosos e fáceis de fazer.

Adaptei a receita dos deliciosos muffins de banana e testei com maçãs. Na verdade não gostei tanto, mas como minha mãe amou, comeu tudo rapidinho e até pediu mais estou publicando a receita aqui! Utilizei azeite e maçãs com casca para o aproveitamento integral do alimento e mais fibras na mesa.

Ingredientes

1 xícara de maçãs raladas com casca e tudo (usei 3 galas pequenas)
2/3 de xícara de açúcar
1 ovo inteiro ligeiramente batido
1/3 de xícara de azeite
1 colher de chá rasa de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento químico em pó
1 e 1/4 de xícara de farinha de trigo
1 pitada de canela em pó
1/4 de xícara de amêndoas fatiadas (ou picadas)
Amêndoas em fatias para decorar - extra

Modo de preparo

Misture a maçã com o azeite, o açúcar e o ovo e reserve. Misture a farinha com o fermento, as amêndoas e o bicarbonato. Agora junte a mistura seca com a mistura úmida até incorporar bem.

Coloque a massa dos bolinhos em formas pequenas de muffin (ou improvise com forminhas de empada) untadas e enfarinhadas. Decora com lâminas de amêndoas.

Asse em forno médio pré-aquecido até que um palito inserido no centro saia limpo e o muffin fique dourado. Aproximadamente 20 minutos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Empada de Palmito


Empadão de palmito com massa que derrete na boca e recheio caprichado e bem temperadinho! Prato clássico e ainda vegetariano. Quem resiste?

A receita pode ser usada para fazer empadões ou empadinhas. Ela rende 1,5 litro de volume, que é uma assadeira bem pequena ou uma quentinha retangular (com 26 cm X 17 cm) das que uso para fazer congelados.


Ingredientes para a massa

200 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 gema
1 colher de chá de sal
350 g de farinha de trigo

Modo de preparo da massa de empada

Em um processador coloque a manteiga, a gema e o sal e misture. Acrescente a farinha e processe até que a massa forme uma bola. Não processe em excesso para que a massa não fique dura.

Quem não tiver processador pode fazer a massa na mão, é só misturar todos os ingredientes com as pontas dos dedos sem sovar.

Envolva a massa em filme plástico e coloque-a na geladeira por 30 minutos ou enquanto prepara o recheio.

Ingredientes para o recheio

2 vidros grandes de palmito em conserva com 300 g (peso drenado)
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho amassados
1 colher de sopa de extrato de tomates
Sal a gosto
Salsa fresca picada a gosto

Modo de preparo do recheio

Pique o palmito como quiser, em cubinhos ou rodelas e reserve.

Refogue a cebola e o alho no azeite até começarem a dourar. Acrescente o extrato de tomates e refogue um pouco mais.

Junte o palmito, o sal a gosto e 1/2 xícara de água e deixe cozinhar por uns 3 minutos.

Acrescente a salsa e misture.

Resfrie o recheio antes de montar sua empada.



Ingredientes para a finalização/montagem

1 gema misturada com 1/2 colher de sopa de leite


Montagem da empada/finalização

Pré-aqueça o forno no médio.

Divida a massa em duas partes. Com uma das metades forre o fundo e as laterais de uma assadeira ou forminhas para empadinhas. Deixe a massa bem fina.

Disponha o recheio uniformemente dentro da massa.

Cubra o recheio com a outra metade da massa.

Pincele a tampa da empada com a mistura de gemas e leite.

Leve ao forno médio pré-aquecido até dourar.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Frango ao curry e ervas


Pedaços de frango com osso, ensopados e temperados com curry e ervas frescas acompanhados de legumes e massa.

Mais uma receita de frango gente! Essa foi retirada do livro o Aprendiz de Cozinheiro. Faço com frequência um frango ao curry muito saboroso que leva maçã e creme mas nunca tinha misturado curry com ervas e vinho. Fiquei curiosa para ver o resultado da mistura por isso testei logo a receita do livro; acrescentei uns legumes e fiz umas pequenas adaptações... Adorei!!

O caldo fica delicioso e o prato pode ser servido com arroz ou com massa (de letrinhas) como na foto acima.

Ingredientes

1 kg de pedaços de frango com osso (eu usei as sobre-coxas) e sem pele
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande em fatias
2 dentes de alho
1 colher de sopa de curry em pó
Pimenta vermelha a gosto (eu usei em pó)
1/2 xícara de vinho branco seco
1 xícara de caldo de frango ou água
1/3 de xícara de ervas frescas a gosto (eu usei sálvia, tomilho e alecrim)
1 folha de louro
Sal a gosto
Legumes variados a gosto (cortados em tiras ou cubos)

Modo de preparo

Tempere o frango com sal e pimenta a gosto. Refogue o frango no azeite até que doure. Junte as cebolas e o alho e refogue bem. Acrescente o curry e refogue rapidamente.

Junte o vinho e ferva até que o cheiro forte de álccol se dissipe. Acrescente o caldo e as ervas, tampe a panela e cozinhe em fogo brando até que o frango esteja cozido. Junte os legumes à panela e cozinhe até que fiquem macios.


Veja também um delicioso frango ao alho e cebola

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Gastronomia Profissão Cozinheiro em Navio

Seguindo com a série Gastronomia Profissão, que visa mostrar aos leitores diversas opções de trabalho na Gastronomia, hoje estou postando uma entrevista com Leonard Signer e Cruz, que foi meu colega de turma no curso de Gastronomia da Universidade Estácio de Sá e trabalhou nove meses em navios de cruzeiro.

Leonard conta para gente como foi sua experiência como segundo cozinheiro em navios da empresa MSC Cruzeiros, navegando pela Europa, Israel e Turquia e também pela costa brasileira. Estão pensando que foi só diversão?! Então leiam abaixo.

1. Como conseguiu o trabalho no navio e quais foram as exigências para conseguir o emprego? Houve alguma burocracia?

Fiz a inscrição em uma agência de recrutamento. Foi pedido carteira de trabalho e diploma para comprovar meu cargo, o curso de sobrevivência no mar (que fiz depois de me inscrever) e fluência no inglês. Eles pedem uma série de exames de saúde. Tive que tirar um passaporte panamenho, mas isso foi feito dentro do navio, pela própria companhia.

2. Quanto de dinheiro teve que investir?

Gastei com os exames exigidos para entrar na companhia e uma taxa de R$ 400,00 para a agência no momento do embarque. Eles pediram também um depósito de US$ 600 para a passagem aérea em caso de desistência ou quebra de contrato. Esse dinheiro foi devolvido em US$ quando retornei.

3. Qual idioma falava no navio? Deu para se virar bem?

A língua oficial do navio era o inglês, mas por ter muitos italianos à bordo, o italiano também era falado. Eu me virei com o inglês.

4. Como foi seu primeiro dia? Teve que levar material ou uniforme?

A recepção não foi das mais calorosas, um eslavo andou com os novatos pelo navio, para mostrar as instalações. No primeiro dia tive que comprar uniforme que foi deduzido do primeiro salário a receber. O material de cozinha estava disponível para uso comum.

5. Como era sua jornada de trabalho?

Comecei no turno do dia: começando às 7:00 da manhã, parando às 15:00, voltando às 18:00 e encerrando pela meia noite. Depois passei para o horário noturno: trabalhando das 22:00 até às 7:00 da manhã na produção, e voltava de tarde das 14h às 18h para montagem de pratos. Eu gostei mais de trabalhar no turno da noite, pelo único motivo de não ter chefes gritando o tempo inteiro. Não existem folgas, foram nove meses trabalhando todos os dias!

6. Como era seu alojamento/cabine?

As cabines são para 2, 3 ou 4 tripulantes, dependendo do cargo. A turma da limpeza, geralmente fica em cabines para 3 ou 4 e os cozinheiros em cabines duplas. Eu dividi a cabine com um indiano. As cabines são pequenas devendo ter uns 3 x 4 m, com cama, TV, banheiro e um armário por tripulante. Nem todas as cabines tinham TV.

7. O que fazia quando o navio estava no porto? Conseguiu passear, conhecer as cidades por onde passou, fazer compras?

Como dito anteriormente, não havia folgas. Eu podia descer nos portos desde que não estivesse em horário de trabalho. Quando passei para o turno noturno, havia tempo para sair e conhecer as cidades, mas o cansaço era tanto que foram poucas saídas. Ou você sai ou dorme. Em todos os portos os tripulantes têm direito de comprar no free shop, ficando livre dos impostos.

8. Qual tipo de comida era servida no restaurante? Como era essa comida e em quais estações trabalhou?

Cozinha internacional, puxada para italiana, sempre constavam no menu pastas e risotos. Eu trabalhei os noves meses de contrato no garde manger, preparando somente entradas, que na sua grande maioria eram pratos ruins, combinações estranhas, peixes mal marinados... Era uma produção em massa, poucos pratos eram realmente saborosos.

9. Fez alguma besteira na cozinha? Algum desastre? Algum mico?

Creio que não. Algumas vezes discuti com meu chefe e foi um bafafá na cozinha! Mas nada anormal num ambiente de cozinha de produção para 3000 passageiros.

10. Quem era o chef de cozinha e como foi sua relação com ele? Como é a hierarquia no navio, igual a outras cozinhas?

Minha relação com meu chefe foi boa, algumas discussões por produção desnecessária e desperdício, mas depois aprendi que essa era a política do navio. Hierarquia de uma cozinha normal: chefe executivo, sous chef, e chefes de partida; 1°, 2° cozinheiros e ajudantes.

11. Como eram os colegas de trabalho? De quais nacionalidades?

A maioria era de Indonésios, Indianos e Filipinos, mas havia uns poucos Brasileiros Italianos e Birmânios.

12. Sofreu alguma discriminação por ser estrangeiro/brasileiro?

A única discriminação era o salário. Enquanto eu ganhava US$ 1.000 como 2° cozinheiro, um europeu no mesmo cargo ganhava 3.000 euros.

13. Qual foi seu maior aprendizado nesse trabalho?

Acho que o maior aprendizado foi resistir nove meses, trabalhando todos os dias, numa escala de mais de 12 horas diárias. Sem ficar doente e sem faltar no trabalho.

14. O que achou das condições de trabalho em um navio? O salário vale à pena? Como era feito o pagamento?

O pagamento era feito mensalmente em dinheiro e o salário acaba compensando porque não há gastos. Todos têm direito à comida, cama e roupa lavada. Como não sobra tempo para muita coisa, acaba-se gastando muito pouco. As condições são boas, mas é muito cansativo! Toda a brigada de restaurante (garçons, cozinheiros e limpeza) está sempre com cara de acabado.

15. Algum conselho para quem quiser trabalhar na cozinha de um navio?

Muita coragem e muita disposição! Quem acha que é mole, melhor nem se candidatar para não perder tempo.

16. E no Brasil, como foi sua volta? Pretende trabalhar em cruzeiros novamente?

Fiquei parado um mês quando voltei, mas por opção, pois precisava descansar! Depois procurei emprego por mais um mês, indo trabalhar num bistrô na Lapa, no Rio de Janeiro. Me ligaram algumas vezes da companhia para embarcar novamente, agora como 1° cozinheiro, mas recusei. Acredito que as portas para trabalhar em qualquer companhia de cruzeiros estão abertas, mas é muito cansativo. Quando mudarem a política de salários (brasileiro = europeu) voltarei para mais uns contratos.

O Aromas e Sabores agradece ao Leo pela entrevista e deseja a ele muito sucesso!!

Veja também Gastronomia Profissão Professora com a Chef Cris Leite

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