segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Arroz de festa simples - com parmesão, salsa e batata palha
Essa é uma receita de arroz festivo bem simples de fazer e com um ótimo resultado. Adoro arroz branco, mas em dias de festa vale para incrementar nosso branquinho de todo dia, não é mesmo?
Essa receita é feita com arroz branco já pronto, se não sabe fazer veja essa receita fácil de arroz de panela de pressão AQUI.
Ingredientes
3 xícaras de arroz branco já pronto e quente
1 xícara de queijo parmesão
1/3 de xícara de salsa fresca picadinha
1 xícara de batata palha pronta
Como fazer
Misture o arroz ainda bem quente com o queijo, a salsa e a batata palha. Sirva em seguida.
Dicas / Substituições
Quem quiser pode incrementar o arroz ainda mais com milho, ervilha, cenoura, ou o que quiser, até as mal faladas passas.
Misture a batata palha somente antes de servir para que não fiquem murchas.
Quanto melhor a qualidade do parmesão melhora vai ficar seu arroz, se possível use um queijo ralado em casa. Mas pode ser um provolone ou grana pandano, se preferir.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Farofa com linguiça, amendoim e passas
Mais uma receita de farofa aqui no blog, porque afinal farofa é vida! E como a farinha de mandioca é neutra, e aceita todo tipo de sabor, as receitas novas não vão acabar nunca.
A combinação de hoje foi pensada nas festas, e como as castanhas estão muito caras, usei o amendoim para dar um toque diferente e crocante. Aprovada.
Ingredientes
1/4 de xícara de azeite (ou manteiga)
1/2 cebola roxa picadinha (ou cebola comum)
1/2 linguiça calabresa picadinha
2 colheres de sopa de passas sem sementes
1 xícara de farinha de mandioca
1 colher de chá de sal ou a gosto
2 colheres de sopa de amendoim sem pele - torrado e picado
2 colheres de sopa de amendoim sem pele - torrado e inteiro ou em metade
Raspas da casca de 1/2 limão
Como fazer
Refogue a cebola e a linguiça no azeite até que a cebola murche e fique transparente.
Junte as passas e refogue mais até que as passas fiquem inchadas e a cebola douradinha.
Junte a farinha, o amendoim picado e inteiro e o sal. Junte as raspas de limão.
Misture bem e deixe tostar por 2 ou 3 minutos mexendo sempre para não queimar no fundo da panela.
Dicas / Substituições
É claro que você pode omitir as passas ou substitui-las por damasco.
O amendoim pode ser trocado por qualquer tipo de nozes.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Farofa de beterraba e quinoa
Essa receita de farofa saiu sem querer, tinha algumas beterrabas encalhadas e resolvi testar. Aqui em casa fizeram cara feita para ela e não quiseram nem provar, apesar da de sua indiscutível beleza!
Caprichei no alho e adorei o sabor, a textura não me agrada tanto porque ficou mais molhadinha, um pouco grudada. Na textura se parece com uma farofa de cenoura. A quinoa deu um toque bacana e crocante.
Na receita que fiz usei 1 xícara de beterraba, mas abaixo estou passando a receita com 2/3 de xícara, assim a farofa não fica tão úmida.
Ingredientes
3 dentes de alho amassados
100 ml de azeite
2/3 de xícara de beterraba ralada no ralo grosso
1 xícara de farinha de mandioca branca e crua (a farinha amarela vai resultar em uma cor diferente)
1 colher de chá de sal (ou a gosto)
2 colheres de sopa de pipoca de quinoa (veja como fazer AQUI)
Como fazer
Doure o alho no azeite.
Junte a beterraba e refogue até que fique macia, soltando um caldo vermelho.
Junte a farinha e o sal. Misture bem e deixe tostar a gosto.
Sirva misturada com a pipoca de quinoa. Ou salpique a quinoa por cima.
Dicas / Substituições
Use cebola no lugar do alho, ou cenoura no lugar da beterraba.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Farofa nutritiva de alho - com grãos
Essa farofinha simples bem temperada com alho fica gostosa e crocante. Incluí várias sementes para deixá-la mais nutritiva, mas é tão gostosa que você nem vai perceber.
Ingredientes
2 colheres de sopa de óleo de coco
3 dentes de alho amassados
1/4 de xícara de sementes de girassol sem casca cru
1 colher de sopa de gergelim cru
1 colher de sopa de linhaça
1/2 xícara de farinha de mandioca crua
1 colher de sopa de pipoca de quinoa
Sal a gosto
Como fazer
Em uma frigideira refogue o alho no óleo de coco por uns 2 minutos mas sem deixar dourar.
Adicione o girassol, o gergelim e a linhaça. Refoge e deixe dourar.
Junte a farinha de mandioca, tempere com sal e deixe tostar a gosto. Apague o fogo e junte a quinoa.
Dicas / Substituições
O óleo de coco pode ser substituído por azeite.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Como fazer pipoca de quinoa
Achei muito interessante quando ouvi falar na pipoca de quinoa, mas não se deixe enganar, essa pipoca não é para comer pura como petisco! Ela é somente uma maneira de deixar a quinoa comestível sem precisar cozinhar.
Alguém já tentou comer quinoa crua? É dura e sem graça. Em forma de pipoca ela fica saborosa e crocante pode ser usada em saladas, barras de cereais, granolas, sobre legumes, massa e arroz, em sobremesas e onde mais quiser.
Como fazer a pipoca de quinoa então?
Muito fácil, basta colocar a quinoa em uma panela seca, sem óleo nem gordura, tampar e deixar tostar sobre fogo médio, mexendo sempre.
Alguns grãos vou estourar como pipoca mesmo, por isso o nome. A quinoa vai ficar esbranquiçada nas partes pipocadas e dourada em outras.
Dicas
É mais fácil fazer pouco de cada vez, use uma quantidade que forre o fundo de uma panela com uma camada fina. Mexa sempre sacudindo a panela.
Cuidado para não queimar, quando ela começa a exalar uma fumaça está pronta, observe também a cor e retire da panela logo para que não continue tostando.
Ela não pipoca tanto como o milho e nem todos os grãos vou estourar.
Se quiser junte uma pitada de sal quando ela estiver pronta e ainda quente e misture.
Deixe esfriar e armazene em pote bem fechado.
Abra a panela com cuidado para que ela não pule em você!
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Caminhos de Pedra - viagem pela Serra Gaúcha
Os Caminhos de Pedra foi um dos passeios que mais gostei na minha viagem ao Rio Grande do Sul. Ele reúne em um só lugar turismo rural com gastronomia e cultura, melhor combinação impossível! Fiquei fascinada. E é tudo pertinho, dá para visitar em um só dia ou até mesmo em uma manhã ou tarde. Os Caminhos de Pedra é um roteiro com lojas, restaurantes, vinículas, etc que visa preservar o legado italiano da região, então você passeia, come e ainda aprende.
Segundo o site oficial do roteiro Caminhos de Pedra ele conta hoje com 15 pontos de visitação e muitos outros de observação. Não tivemos tempo de visitar tudo, por isso nos concentramos no que era de comer e conto aqui um pouquinho para vocês. Não pense que por ser turismo rural você vai dirigir em uma estrada de terra esburacada! Pelo contrário, a maioria das atrações fica em uma só estrada, a Linha Palmeiro, que é asfaltada e bem sinalizada, fica perto da cidade de Bento Gonçalves e é fácil de achar.
Visite o site acima, veja os horários das atrações e peça um mapa no centro de visitantes em Bento. Planeje antes de ir para não encontrar sua atração favorita fechada.
A foto aí de cima é do restaurante Nona Ludia, de comida típica colonial italiana, que tem uma ótima avaliação. Não almoçamos nele, porque além de estar fechado no dia, viajamos com orçamento apertado. Mas vale parar e observar de perto a casa de pedra construída em 1880.
Não perca a árvore de tronco gigante que fica ao lado da casa. A Maria Mole serviu de abrigo para uma família de imigrantes enquanto a casa deles era construída. Loucura! É claro que não tirei foto da árvore porque até então não sabia disso! Só fui descobrir quando cheguei na Casa do Tomate e tivemos uma apresentação da história da região.
A simpática dona da Casa do Tomate nos recebe contando uma breve história das casas de pedra e dos imigrantes italianos. Imperdível para se situar no tempo e espaço e ainda tirar melhor proveito do passeio. Também não tirei foto da casa do tomate, acho que eu estava muito distraída pela beleza do passeio e esqueci. Foi mal gente!
A Casa do Tomate é uma construção moderna que está a poucos metros da estrada, a empresa fabrica e vende produtos à base do fruto, são geleias, chutneys, molhos variados, etc. O local também fabrica refrigerantes naturais que eram comuns na época, a gasosa. Na loja você pode provar toda a linha de produtos e ainda comprar cosméticos feitos com tomate e outros itens.
Achei estranho o sabor da bebida, mas vale provar. O molho de tomate é saboroso, veio na mala e já fez companhia para o macarrão faz tempo.
Pela visita e explicações você contribui com R$ 5,00. Achei justíssimo.
Outro lugar bacana é a vinícula Salvati e Sirena, fotos acima e abaixo, a visita é gratuita e há degustação de vinhos, se quiser.
A casa tem construção em formato diferente, é octagonal e lá dentro tem uma mesa enorme no mesmo formato. O espaço está disponível para eventos e almoços para grupos grandes. A vinícula vende vinhos, claro! E também suco de uva e outros produtos da região. Uns amigos foram lá anos atrás e foram recebidos pleo dono que foi muito gentil e acolhedor conduzindo ele mesmo a degustação de vinhos. Nós não tivemos a mesma sorte, a pessoa que nos atendeu foi a menos amigável do roteiro e não nos deu atenção. De qualquer forma vale a visita, o espaço é bacana e está sendo ampliado.
A Casa da Tecelagem, também sem foto, não tem comida, mas é um espaço bacana! É uma fábrica artesanal de tecidos, como mantas, tapetes e blusas. Não são baratos mas havia peças lindas, gamei nos echarpes. Pena que moro em uma cidade calorenta! No porão da mesma construção há o Porão de Pedra, que vende semi joias e objetos decorativos em pedras preciosas. Visitei tudo rapidamente, só tinha parte de um dia para desfrutar do passeio.
Também fomos à Salumeria Caminhos de Pedra, que vende salames, embutidos e queijos. Fiquei desapontada porque os salames não são produzidos no lugar e eu esperava ver a produção. Coisa de gente da gastronomia que não quer só comer, quer ver fazer! Mas eles oferecem degustação de todos os produtos, que são maravilhosos. Dá para fazer um lanchinho que só não é grátis porque é impossível sair de lá sem comprar nada.
Já mostrei a tábua de embutidos nessa postagem AQUI sobre as comidas de Bento Gonçalves.
A foto abaixo é da Casa de Massas e Artesanato. O local vende produtos típicos e artesanato, como o nome diz, Fabricam massas caseiras, mas não consegui comprar o tortéi que marido tanto amou! No segundo andar há ainda um pequeno museu com objetos antigos. A visita é grátis.
A Casa da Ovelha, agora também chamada de Parque da Ovelha, tem atrações de vários tipos. A degustação de queijos e doce de leite de ovelha é feita no segundo piso em uma sala especial de onde dá para ver parte da produção através de um vidro.
Há uma loja grande e bonita, que vende os queijos, doces, iogurtes e lembranças com o tema ovelha, há canecas, bichinhos de pelúcia, camisetas, cosméticos, etc. É tudo muito fofo e de bom gosto, mas os precinhos não são nada animadores. As lembranças vieram somente na minha memória.
Os queijos são ótimos e você pode comprar na loja online.
Tivemos que voltar na Casa da Ovelha uma segunda vez porque marido fez questão de assistir ao espetáculo de pastoreio feito com o cachorrinho Bill aí de baixo. Realmente valeu à pena. O bicho é inteligente demais e bem treinado, parece mágica, as ovelhinhas vão para lá e para cá guiadas por ele.
O espaço tem ainda atrações de amamentação de filhotes, ordenha, tosquia, etc. Pagamos R$ 25 por pessoa com direito a todas as atrações em um dia inteiro mas só fizemos duas, o pastoreio e parte da degustação. Saímos correndo para ir almoçar na Osteria Della Colombina, tínhamos reserva.
É útil entrar em contato antes para saber dos horários das atrações, algumas são sazonais e todas tem horário fixo, chegue um pouco mais cedo. Vale também tentar evitar o lugar se houver ônibus de excurção parados na porta. Quase perdemos o horário da atração por causa da quantidade de gente na fila para pagar.
A Casa da Erva Mate com sua roda d'água é uma construção linda! E a visita, sempre guiada, é o máximo. Nossa guia explica como é o processo de produção da erva mate, por lá ainda feita em pilões antigos.
A paisagem ao redor da casa é belíssima é vale reservar um tempo para admirar e tirar fotos.
Abaixo está a árvore da erva-mate, é a mesma planta que fornece o mate para o chimarrão e o mate para o carioca tomar gelado. A diferença é que o mate usa a erva tostada e no chimarrão a erva é desidratada somente.
A foto abaixo é do antigo forno à carvão ainda usado para desidratas a erva-mate.
Depois de seca a erva vem para esses pilões gigantes, chamados de soque, que socam o produto. Esse é elétrico e é o mais "moderno" da casa e ainda é usado hoje em dia para a fabricação. A Casa do Mate está em atividade.
O pilão abaixo é o mais antigo e original da casa, funciona com a força da roda d' água que você vê do lado de fora da casa nas fotos. Ela ainda funciona mas só é usado para demosntração nas visitas.
Depois de pilado a erva-mate mate passa por um peneira para a retirada de galhos e já pode ser usada.
Em frente à Casa do Mate há uma loja onde a família explica como preparar o chimarrão e você é convidado a provar. A erva-mate fabricada ali é vendida na loja junto com vários outros produtos feitos com a erva como sorvete, bombons e outros exóticos. Não curto chimarrão gente, nem com chocolate deu certo para mim. Mas a visita é imperdível!
Acima é a linda casa do restaurante Casa Angelo. Também não almocei ali, mas a casa de 1889 é muito fotogênica e as refeições são em sistema de rodízio de comida típica italiana. Babei mas não entrei. Na próxima vez vou ter muito lugares para conhecer ainda.
Outra coisa que não comi e que me deixou babando foi a cuca da Casa das Cucas Vitiaceri, outra atração local. Estava ainda com uma cuca no hotel que me acompanhava desde Gramado e achei por bem não comprar outra para não desperdiçar. O local não oferece provas (uma lástima!) e também não vende cucas de tamanho pequeno (uma lástima maior ainda).
Diante da minha cara de decepção por não poder provar as cucas, o atendente muito solícito ofereceu uma degustação dos sucos de uva da casa. Amamos o suco acima que compramos e levamos para o hotel, ele é branco e adocicado com pouca acidez. Divino. Deve acompanhar muito bem a cuca...
Quase passamos batido pela fábrica de doce Predebon que fica em um galpão atrás de uma construção modesta. Fui por obrigação mas sem esperar muita coisa, esse nome Predebon que tenho dificuldades em lembrar e escrever não me animou em nada. Por curiosidade comprei um doce de banana, que é meu favorito no mundo dos doces de frutas, para trazer, mas vim a viagem toda me perguntando porque não tinha comprado um doce mais típico da região como de uva ou de pêssegos. Doce de banana feito no sul era no mínimo suspeito. Mas quando abri o vidro que custou somente R$10 me arrependi de não ter comprado mais doces. De banana! Foi um dos melhores doces de banana que já comi na vida, avermelhado com textura firme mas macia e doçura no ponto. Quem vê cara não vê coração, ou melhor, quem se preocupa com o nome não sente o sabor!
A foto está feia mas posto aqui de qualquer forma, ela é só o que sobrou do doce em poucos dias. Comi acompanhado da nata que também veio na bagagem.
E se você for prove dos outros sabores e venha me contar o que eu perdi, ok?
Na volta do passeio almoçamos no restaurante Per Mangiare que fica bem no início da Linha, entramos porque era muito barato e não resisto à uma boa pechincha! Custou R$ 15 por pessoa pelo buffet de comida simples e caseira, para comer o quanto quiser. Chegamos em torno das 14:00 e nesse horário os restaurantes para almoço na região já estão fechando, o bufê estava quase vazio e com cara de ontem, mas a atendente ofereceu para fritar uns bifinhos com ovos na hora. Aceitamos, claro. E completamos a refeição com uma salada de batatas muito boa mais arroz e feijão. A comida estava muito saborosa, com ótimo tempero.
Preparando sua viagem para o Rio Grande do Sul? Não deixe de ver as outras postagens da série Aromas e Sabores da Serra Gaúcha.
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