sexta-feira, 9 de julho de 2010

Nova York - mercados indianos e de especiarias


Para quem gosta de comida indiana Nova York tem um link direto com a India. É um achado, dá para viajar sem sair da cidade!

No ano passado visitei duas "Little Indias": Jackson Heights no Queens e parte da rua Lexington em Manhattan - ambos os locais tem lojas, restaurantes e lanchonetes que vendem produtos, utensílios e muita comida!

Essas lojas também são um paraíso para comprar especiarias do mundo todo. A loja acima é a mais famosa: a Kalustian´s! Nela muitos chefs famosos fazem suas compras.

Encontrei uma enormidade de especiarias e ervas, chás, grãos variados, condimentos, castanhas, frutas secas, etc.


Vejam esse arroz verde que interessante! Mas não consegui ainda descobrir nada sobre ele! Nem a vendedora da loja sabia dar informações..


Feijões e lentilhas mil!

A loja é bem pequena, mas ano passado abriram essa sala só para as especiarias...


Preciso contar que me perdi por lá??

O outro bairro, Jackson Heights, tem um mercado incrível só de produtos indianos e os preços são bem melhores do que em Manhattan. O Patel Brothers tem comida congelada, pães, vegetais frescos... Lá comprei folhas de curry, papadoms, lentilhas e muitas especiarias para minha coleção.


Fiquei louca com a variedade de marcas de arroz. É como no Brasil, só que a lá a maioria é de arroz basmati!! E o preço é excelente, pena que pesam na mala!


Sacas e sacas de arroz!


Na rua do mercado (74 th st.) você encontra várias lojas e restaurantes com comida típica. Para um programa indiano completo vale à pena ir ao mercado pela manhã e almoçar por lá.

Há alguns pés sujos e um restaurante melhorzinho bem conhecido dos turistas.

Escolhi o mais famoso da área, o The Jackson Dinner. O naan quentinho (pão indiano) era delicioso e também as masala doosas (panquecas) que um cozinheiro fazia na nossa frente. Eu provei um pouco de cada prato oferecido, todos bem apimentados, mas consegui comer sem problemas! O restaurante é bem barato, menos de U$ 20,00 por pessoa. Para quem nunca havia provado tantos pratos indianos juntos, como eu, foi uma experiência bacana!

As lojas da região ainda vendem bijuterias, roupas e objetos.

Veja aqui os endereços

Little India Manhattam
Lexington Avenue, entre a rua 26th e 30th

Little India Queens
Ruas 73rd e 74th entre a Roosevelt e a 37th Ave - Jackson Heights
Estação de metrô: Roosevelt Ave

Kalustyans
http://www.kalustyans.com
123 Lexington Av.

Mercado Patel Brothers
http://www.patelbros.com
27-37 74th St.

The Jackson Diner - restaurante
37-47 74th St.

123 Lexington Ave
New York, NY 10016

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sopa de ervilha com bacon e linguiça — cremosa e mais leve que a tradicional

sopa de ervilha cremosa com bacon e linguiça

Sopa de ervilha com bacon e linguiça mas com pouca gordura. Que tal? Aquece o corpo e satisfaz o paladar. Eu gosto demais. Há uns dias atrás fui a uma festa junina e não havia nem caldo verde nem sopa de ervilha! Para não traumatizar tive que fazer aqui em casa correndo... 

E abaixo está minha versão dessa sopa de ervilha de festa junina, tão querida aqui no Brasil.

Não tenho o costume de prepará-la com muitas carnes gordurosas como encontramos por aí. Adoro cremes e comida feita com manteiga, mas não sou muito fã de gordura de um modo geral.

Eu escolho o pedaço de bacon menos gorduroso que encontro e refogo a linguiça antes para retirar o excesso de gordura. A sopa fica mais leve e bem temperadinha com cebola e alho.


Ingredientes



500 g de ervilhas secas
2 folhas de louro
1 cebola grande picadinha
50 g de bacon com pouca gordura picadinho
3 dentes de alho picados
1/2 linguiça calabresa em rodelas finas
Sal a gosto
Azeite para servir


Como fazer sopa de ervilha



Deixe a ervilha de molho em água por pelo menos 4 horas. Escorra e descarte a água.

Coloque a ervilha para cozinhar em água com as folhas de louro até ficarem macias. Pode ser em panela de pressão ou panela comum.

Enquanto a ervilha cozinha prepare o tempero:

Refogue as rodelas de linguiça em frigideira antiaderente até que comecem a dourar e soltem parte da gordura. Use a gordura para refogar os temperos. Reserve a linguiça.

Refogue em fogo baixo na mesma panela a cebola com o bacon, o alho e o óleo até ficarem bem dourados mas sem queimar. Reserve. Descarte parte da gordura se desejar.

Quando a ervilha estiver bem macia triture a sopa com mixer de mão ou no liquidificador a gosto. Eu prefiro a minha bem lisa, mas você pode deixar o prato mais rústico, se preferir. 

Volte com a sopa para a panela e coloque as linguiças e o tempero. 

Acerte a consistência colocando um pouco de água se necessário, coloque sal a gosto e cozinhe por mais uns 5 minutos.


Dicas / Sugestões



Essa sopa fica bem lisa e com rodelas de linguiça. Se desejar pedaços de bacon na sua sopa refogue o bacon com a linguiça e adicione depois que bater a sopa.

Sirva com um fio de azeite e torradinhas.


E você, como prepara seu caldo de ervilha? Com linguiça, com bacon ou com costela? Como faz?




terça-feira, 6 de julho de 2010

Salame crocante - chips de salame


Uma ideia maravilhosa para uma mesa de frios, para uma entrada ou belisquete! O chips de salaminho pode ainda entrar na composição de saladas e pratos diversos. Sua imaginação é o limite!

Foi a mãe de uma amiga que me deu a ideia do presunto cru crocante que usei pala primeira vez em meu delicioso prato de tambaqui preparado para a ação da Brastemp.

A partir daí frios crocantes viraram uma festa aqui em casa porque descobri que o salame e a copa também ficam ótimos! O salame por ser muito mais barato e redondinho faz ótimos chips! Uma ideia maravilhosa para uma mesa de frios, para uma entrada ou belisquete.

Para preparar é muito fácil: basta fazer uma camada com fatias de salame finas em cima de papel toalha e levar ao micro-ondas. O tempo de forno vai variar de acordo com a potência do mesmo, a espessura da fatia e da quantidade de fatias colocadas no micro-ondas de cada vez. Por isso coloque um minuto de cada vez e vá testando... O chips está pronto quando ficar bem desidratado e ao esfriar ficar crocante.

Esses da foto eu servi com um molho feito com maionese e geleia de damasco. Não tinha nada interessante aqui em casa e misturei os dois em proporção de duas partes de maionese e uma de geleia. Ficou bom e o sabor doce contrastou com o salgado do salame!

Os chips de salaminho podem ser armazenados em pote hermético e duram alguns dias.

Gostaram da minha ideia de petisco?

Veja também palitinhos variados

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo


Ontem fui ao Leblon e sem querer me deparei com uma loja chamada "O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo". Eu já tinha ouvido falar e estava doida para conhecer, afinal com um nome desses, quem resiste??

A empresa (e a receita) são de origem portuguesa e há uma loja também em São Paulo (é claro que a de São Paulo abriu primeiro...).

Meu único desapontamento é o bolo ser uma torta - com esse nome imaginava um bolo mesmo, aerado, com furinhos, tipo caseiro...

Mas a torta é uma delícia, não sei se é a melhor do mundo, mas vale os R$ 8,90 cobrados pela fatia! Parece ser feita com camadas de musse de chocolate entremeadas com suspiro de chocolate. Derrete na boca e ainda tem pedaços crocantes do "suspiro". A que comprei é a tradicional, ao leite, eles também vendem a versão amarga e a diet.

Os ingredientes descritos na embalagem me fizeram ainda mais feliz: chocolate, ovos, cacau, manteiga e açúcar. Sem aditivos, aromatizantes, conservantes!! VIVA!



Como eu tinha acabado de tomar um sorvete trouxe a torta para casa. Adorei a embalagem individual para fatias que é muito prática e feita de papelão. Infelizmente para a natureza colocaram a caixinha dentro de uma bonita sacola de plástico, que poderia ser de papel também, não?


Ao abrir tive uma surpresa: por dentro da caixa achei uma alça que puxa a torta para fora com muita facilidade, sem fazer lambanças ou quebrar o doce.

site
www.omelhorbolodechocolatedomundo.com

Carne com cenoura, ervilha e cinco especiarias chinesas


Receita de carne estilo chinesa simples de preparar!

Estava procurando um receita diferente para fazer com um pedacinho de filé que tinha aqui em casa e achei uma receita muito louca em um livro chamado "The Health Beef Cookbook". A receita mistura soyu com balsâmico, mostarda, ketchup, óleo de gergelim, etc... Bem tipo (con)fusion cuisine! Mas não é que ficou boa? O molho ficou com sabor bem forte, mas saboroso!

Tive que adaptar a receita porque não tinha alguns dos ingredientes e acrescentei legumes para dar cor e nutrientes. O prato é muito rápido e fácil de fazer como todo stir-fry. Vejam abaixo.

Eu preparei em uma panela normal, mas esse é o prato perfeito para um wok.

Ingredientes

500 g de filé mignon (ou outra carne macia) cortada em tiras
1 cenoura grande cortada em tiras
1 xícara de ervilhas
1/2 xícara de cebolinha verde picada
2 colheres de sopa de óleo vegetal
Sal a gosto

Ingredientes do molho

4 colheres de sopa de ketchup
2 colheres de sopa de saquê mirim
4 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de chá de mostarda dijon
1 colher de sopa de mel
1/2 colher de chá bem rasa de cinco especiarias chinesas ou a gosto
1 colher de sopa de óleo de gergelim tostado

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes do molho e reserve. Cozinhe a cenoura e a ervilha ao dente em água com sal e reserve.

Refogue a carne no óleo até que fique dourada, adicione o molho, a cebolinha e os legumes. Acrescente um pouquinho de água se necessário. Deixe cozinhar por uns 3 minutos e prove o sal. Como o molho é bem condimentado eu não achei necessário salgar mais. Sirva com arroz!

sábado, 3 de julho de 2010

Pão de alho


Receita fácil de pão de alho para churraqueira e forno!

Adoro pão de alho, e vocês? No churraco então, não há melhor entradinha... Mas também faço no forno e fica muito bom. A receita que uso é a mesma nos dois casos e está abaixo.

A última vez que fiz, para um jogo da copa, aproveitei uns pães franceses dormidos e outros tipo brioche e de milho que estavam velhos... Todos ficaram ótimos! Essa receita é uma excelente maneira de reciclar pães e a pasta de alho pode ser guardada em geladeira por alguns dias.

Gosto de cortar o pão como na foto acima, dessa forma ele fica crocante por fora e macio por dentro. Também prefiro passar o creme de alho de véspera e deixar os pães na geladeira. Dessa forma o sabor penetra bem, o pão fica bem úmido e no dia só tenho trabalho de assá-los.

Ingredientes

10 pães franceses cortados em fatias mas sem desgrudar umas das outras (como na foto)
100 g de manteiga amolecida
200 g de maionese
1 cabeça de alho - dentes espremidos ou picadinhos
Sal e salsa fresca a gosto (ou orégano)

Modo de preparo

Misture bem a maionese com a manteiga e o alho, tempere com salsa e sal.

Besunte bem os pães com a pasta de alho por dentro e por fora e guarde-os em um saco plástico fechado na geladeira.

Antes de servir asse os pães em forno médio (ou em churrasqueira - pode ser no espeto ou sobre a grelha) até que fiquem dourados por fora e a manteiga/maionese fique derretida por dentro.


Veja também:

Grissinis de queijo

Bombinhas de queijo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Potinho de caldo Knorr



Depois de ver o ótimo e completo teste do potinho de caldo da Knorr feito pelo Victor Hugo do Prato Fundo eu fui conferir pessoalmente, é claro! Ainda não tinha visto o produto, nem visto o comercial. Nem sei por onde eu andava!? kkkk

Vivo sonhando com um caldo que comprava há muitos anos atrás no México, na época em que fui comissária de bordo! Era delicioso e com gosto caseiro mesmo.

Comprei hoje o potinho de galinha. Ia comprar um de cada (frango, carne e legumes) mas esbarrei em uma palavra no rótulo que não me agradou: aromatizante! Como já falei aqui sou um pouco alérgica a corantes, aromatizantes e produtos químicos variados e por isso os evito ao máximo. Por evitar percebo o cheiro e sabor deles de longe e eles não me agradam mais como antes.

O comercial do caldo diz que o caldo é natural, como o feito em casa! Fiquei animadíssima, mas peraí Knorr!! Não usamos aromatizantes, espessantes, corantes (natural) e nem realçadores de sabor em um caldo caseiro. Um bom caldo não precisa disso! Fico boba com empresas desse porte indo na contra-mão da tendência mundial de produtos sem aditivos, nosso país está muito atrasado nesse aspecto. Ou será que "aromatizante com aroma idêntico ao natural" não é considerado aditivo?

Mas vamos falar do sabor? O caldo é bem melhor que o em tablete, não há dúvidas!! Se eu precisar usar usaria em menor quantidade do que a indicada, assim posso dar uma realçada no sabor do prato sem deixá-lo com gosto de comida pronta. É assim que faço com caldo em tablete quando preciso: meio tablete (ou um pedacinho dele) em uma panela grande de sopa, por exemplo.

O Victor disse que o caldo tem sabor de canja! Minha canja não é assim não!! Desculpem-me mas para mim toda comida de pacote tem o mesmo aroma e sabor final - algo que fica na boca e não desgruda - e esse o caldo ainda é assim: de sabor caseiro não tem nada, nem aqui nem na casa do Alex Atala! Mas se você está acostumada com o tablete acho que vai gostar sim! O caldo poderia ter um pouco menos de sal e o preço também: R$ 1,99 a embalagem com dois potinhos pode não animar os consumidores.

E você já experimentou? Gostou? Vai usar?

Como armazenar especiarias — dicas para durar mais e manter o sabor

vidrinhos de alcaparras reaproveitados para armazenar especiarias
As regras para armazenamento de especiarias para que elas durem por mais tempo mantendo suas qualidades organolépticas são muito simples:

Especiarias devem ser guardadas em local escuro, longe da umidade, do calor excessivo e em vidro ou pote bem fechado.


Evite esses erros no armazenamento de especiarias



O erro mais comum é o armazenamento das especiarias perto do fogão. Aquele lindo rack fica mais bonito ainda decorando a bancada peto do fogão, não é? Afinal pagar caro por um deles e guardar dentro do armário não faz sentido, eu entendo! Por isso recomendo colocar ali somente as especiarias de uso diário, aquelas baratas e comuns que encontramos em qualquer mercado.

Mas se você for como eu, e gosta de colecionar especiaria exóticas e difíceis de encontrar, aconselho que guarde-as em vidro ou pote hermético dentro de seu armário o mais longe do fogão possível.

Outro erro é manter as especiarias nos saquinhos onde vieram. Além de fazerem sujeira, pois as especiarias vazam para todo lugar, os sacos normalmente são finos e difíceis de serem bem fechados.

Geladeira é um local úmido e de modo geral as especiarias não devem ser guardadas ali. Entre as poucas que se beneficiam da geladeira são as pimentas e especiarias vermelhas como a páprica e sementes com alto teor de gordura como a papoula e o gergelim. As outras deverão ficar em temperatura ambiente.

Infelizmente nosso país é muito quente e eu sofro junto com minhas especiarias no verão! As mais caras são guardadas na sala, o local mais fresco da casa e penso seriamente em trazê-las para dormir comigo no ar refrigerado....







Onde guardar suas especiarias



Para guardar suas especiarias com mais cuidado você pode usar vidros reaproveitados, estou gostando de usar os vidrinhos de alcaparras, os da primeira foto dessa postagem, que são longos e finos. Também reaproveito os vidros das especiarias que acabam, tiro o rótulo, lavo e seco bem e coloco as especiarias novas (foto acima). Como geralmente compro as especiarias a granel e também faço muitas misturas estou sempre precisando de vidrinhos novos.




Os potinhos plásticos japoneses são muito interessantes também, são de tamanho ótimo e fecham bem.


especiarias em vidros de maionese pintados coloridos

A foto acima é de meu "rack" feito com vidros antigos de maionese (agora infelizmente os potes são de plástico) pintados com tinta colorida. Neles só coloco as que uso em grande quantidade, chás, castanhas, etc e que todos da casa podem mexer. Os potinhos de dentro do armário são área super restrita!

Com todas essas ideias vá logo armazenar suas especiarias de forma correta antes que elas fiquem sem sabor e aroma!


Dicas importantes para conservar suas especiarias por mais tempo



Não coloque as especiarias na panela quente diretamente do vidro/pote - o vapor é úmido! Para isso use potinhos específicos ou colheres.

Não mexa nos potes com colheres ou mãos úmidas. Eu tinha o hábito de fazer isso e uma pimenta vermelha em flocos coreana incrível que eu tinha mofou!! Nunca mais! Antes de abrir meus potes eu seco bem as mãos, mesmo mesmo que esteja com pressa.








segunda-feira, 28 de junho de 2010

Massa ao funghi


Adoro cogumelos e uma massa ao funghi é tudo de bom! A última vez que fiz foi para um almoço de um cliente. Fiz um pouco extra e me esbaldei!! Apesar do nome difícil e aparência estranha o molho é delicioso e fácil de fazer!

O funghi aqui no Rio é encontrado em supermercados em pequenos sacos plásticos e é vendido também a granel em casas de produtos árabes e na CADEG. Existem vários tipos de cogumelos secos, o que eu usei é aquele conhecido simplesmente por funghi secchi, de cor bem escura muito usado na culinária italiana. Ainda temos o shitake seco e muitos outros que ainda não usei... São tantos os ingredientes que encontro por aí que fico louca! Infelizmente não tenho estômago para comer tantos produtos quanto gostaria...

O funghi é um pouco caro, em torno de R$ 50,00 o quilo, mas rende muito!

Se você quiser saber um pouco sobre cogumelos frescos veja a postagem que já fiz sobre o assunto.

Ingredientes para o molho

50 g de funghi sechi
3 colheres de sopa de azeite
1 alho poró - somente a parte clara - picadinho
2 dentes de alho picadinhos
50 ml de vinho branco seco
1 litro de caldo de legumes (ou frango ou carne)
1 colher de sopa de farinha de trigo misturada com um pouquinho de água
200 ml de creme de leite
50 g de queijo parmesão ralado fino
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Deixe o funghi de molho em água fervente por 30 minutos. Escorra e corte o funghi em tirinhas. Se encontrar alguma parte que esteja muito dura descarte! Reserve.

Refogue o alho poró no azeite até que fique macio, acrescente os dentes de alho e refogue até dourarem ligeiramente. Acrescente o funghi e refogue um pouquinho.

Acrescente o vinho e deixe ferver em fogo alto até que parte do álcool evapore.

Acrescente o caldo de legumes, deixe ferver e engrosse com a farinha misturada com água. Deixe cozinhar em fogo brando por pelo menos 5 minutos para que o molho não fique com gosto de farinha.

Acrescente o creme de leite e o parmesão. Salgue e tempere a gosto.

Sirva com a massa de sua preferência decorada com salsinha fresca.

obs.
Se preferir utilize uma cebola pequena no lugar do alho poró.


Veja no blog do Buffet Frios & Cia uma receita de musse de funghi

domingo, 27 de junho de 2010

A saga do açaí — do pé à tigela em Belém do Pará



A foto de abertura dessa postagem é do chão de paralelepípedo do mercado de açaí que fica cheio das sementes da fruta! Mesmo no fim da tarde, sem nenhum açaí por perto, o chão não deixa dúvidas de que é lá que ele fica.

O açaí é um pequeno fruto amazônico que ganhou o mundo! Quando estive no Pará tive a oportunidade de acompanhar o açaí desde seu pé, passando pelo seu comércio até a tigela, ou seja, a venda de sua polpa (também chamada de vinho) no mercado, por isso o título da postagem onde mostro um pouco do que aprendi. A postagem ficou um pouco grande, mas preferi não dividir... Acho que vocês vão gostar!




O açaí é o fruto de uma palmeira nativa da Amazônia que cresce de forma espontânea no Norte do Brasil, em várzeas e áreas de muita umidade.

Hoje em dia existem plantações de açaí em várias áreas do Norte mas ele era coletado somente de forma extrativista até 20 anos atrás.

Mudou o manejo, mas não a forma de coleta, que ainda é feita da mesma maneira desde o século passado! Seu Ladir, esse senhor de 72 anos das fotos abaixo, nos mostrou como sobe no açaizeiro desde que tinha 7 anos de idade para coletar os frutos.


coletor de açaí de 72 anos subindo no açaizeiro em Belém do Pará

As palmeiras podem chegar a 30 metros de altura, uma subida e tanto!

Primeiro se faz a peconha: as folhas do próprio açaizeiro são enroladas para formar uma "corda" que é então amarrada aos pés do coletor para facilitar a subida na palmeira. Essa mesma técnica é usada desde o século passado por coletores de diversos frutos no norte do Brasil.



Seu Ladir no topo do açaizeiro (e de seus 72 anos!) assustou a todos passando de uma árvore a outra com uma agilidade incrível e desceu rapidamente! Os coletores passam de um pé ao outro e podem colher até 5 galhos em cada subida.

Durante a safra famílias inteiras colhem o fruto, principalmente as crianças que são mais leves e ágeis.





Depois, atendendo aos nossos pedidos, Sr.Ladir subiu em outra palmeira e colheu um galho de açaí para nossas fotos! Dessa vez desceu devagar dizendo que com o galho não podia descer correndo!




O galho ainda estava com os frutos parcialmente verdes. Viajamos em março, a melhor época para ver (e comer) os frutos é no verão Amazônico (de agosto a dezembro).

Da mesmo palmeira se tira o palmito, é muito saboroso mas como causa a derrubada da planta não é muito comum.




O galho do açaí bem de perto. Lindos frutos! Eles são colhidos, colocados em cestas feitas com a palha da própria palmeira e levados de barco até a feira do açaí nos arredores do mercado ver-o-peso em Belém.




Fomos à feira antes as seis da manhã, os barcos começam a chegar de madrugada e o pátio já estava cheio de gente e de açaí quando chegamos.

Pelo mercado de Belém passa a maior parte do açaí brasileiro. Barcos chegam de todos os lugares e até de estados vizinhos, alguns viajando por muita horas. No caso de viagens longas o açaí é transportado em gelo para não deteriorar.




O dia começa a clarear, uma linda paisagem!! Na foto, a torre do mercado de peixes do ver-o-peso.



feira do açaí nos arredores do mercado Ver-o-Peso em Belém antes do amanhecer

Os cestos de palha tem medida padrão e neles cabem aproximadamente 15 quilos do fruto. São chamados de paneiros e são descarregados na cabeça como na foto acima, alguns homens carregam 4 ou 5 paneiros de cada vez.


feira do açaí nos arredores do mercado Ver-o-Peso em Belém antes do amanhecer

Fomos na entressafra, cada paneiro de açaí estava custando R$ 35,00 no dia da visita. Na época do verão o valor pode descer para um quarto do valor.




Os paneiros já vazios dão cor ao lugar.

Os frutos vendidos são passados para sacos de juta ou plástico e transportados para empresas processadoras ou diretamente para as lanchonetes da região. O estado do Pará consome mais da metade do açaí que produz.




Para nós o pátio estava lotado, mas durante a safra o movimento mais que triplica!


paneiros de palha cheios de açaí sendo descarregados na feira de Belém

O dia já clareando e a linda vista da feira.




Os compradores provam o açaí in natura. É claro que nós também provamos mas para mim ele não tem gosto de nada e não pude sentir a diferença entre um e outro. Preciso ir mais vezes à Belém!

Para os conhecedores existem várias diferenças além do tamanho do fruto - maturidade, quantidade de polpa, sabor mais ou menos pronunciado, etc. 

O local onde foi coletado também interfere no sabor e o açaí da Ilha das Onças e Ilha do Combu é bem conceituado e geralmente mais caro que os outros.




É um fruto lindo, parecem bolinhas de gude, pequenos e duros... Dá vontade de brincar! Os vendedores não reclamam se colocamos as mãos, já que os compradores também fazem isso para avaliar o produto.





Fomos muito bem tratados no feira, os comerciantes nos deram informações, não reclamaram das fotos e filmagens e responderam as nossas perguntas com simpatia. 





Depois do passeio à feira e ao Sr. Ladir fomos tomar uma tigela de açaí, é claro!! O funcionário muito simpático e solícito nos ajudou, nos explicou o processo para extrair a polpa e ainda posou para fotos!




A foto acima é do açaí descascado. A polpa do fruto é mínima! Todas as "bolinhas" brancas que vemos acima são sementes. A polpa que consumimos é extraída da parte finíssima de polpa e casca escura que dá a cor roxa ao produto final, ela é riquíssima em antocianina, um poderoso antioxidante natural que ajuda a baixar o colesterol.

O açaí é rico em vitaminas e fibras, mas é muito calórico. Por muitos é considerado um super alimento e hoje é famoso no mundo todo.




Como é feito o açaí?

A polpa do açaí saindo da máquina extratora. O açaí entra por cima do equipamento com um pouquinho de água, a polpa sai por baixo e os caroços pelo outro lado. Para fazer uma polpa mais grossa o açaí é processado com a própria polpa no lugar da água.




As sementes de açaí são muito usadas em bijuterias e artesanato. São tingidas com várias cores e efeitos diferentes. No ver-o-peso você encontra as sementes tratadas para comprar.




Nosso amigo enchendo os saquinhos de açaí. Em sacos plásticos transparentes eles vão para a casa dos clientes.


tigela de açaí fresco em Belém do Pará polpa grossa e escura

Que tigelão lindo, não é? E olha que a polpa estava "fina" - estávamos na entressafra e o açaí não era o de melhor qualidade!

O sabor é pronunciado e com gosto terroso, bem diferente da polpa rala e gelada que consumimos no restante do país. É um sabor adquirido, quem não conhece estranha o gosto forte, como nós.




Os paraenses consomem o açaí principalmente como acompanhamento para peixe frito, o que deixa o restante do país fazendo cara de nojo! Provei e até gostei. Comeria novamente.

No estado do Pará o açaí é mais consumido do que feijões. É o que sacia de forma muito saudável a fome dos ribeirinhos e da população local. A vida por aquelas bandas é dura, mas com peixe fresco, açaí, castanha-do-pará, mandioca e ainda uma variedade de frutas locais quem necessita de carne ou produtos industrializados?

Outra forma comum de consumo do açaí é com farinha de tapioca ou de mandioca e açúcar. É claro que provamos o nosso açaí bem doce, com bastante açúcar e ainda pedimos gelo! Turistas. Dessa vez foi o nortista que riu (para não fazer cara de nojo na nossa frente).

Voltamos à lanchonete no dia seguinte para provar açaí outra vez... para nos acostumar com o sabor forte do produto.




Com o açaí podem ser feitos muitos pratos. O sorvete e bombons são os mais encontrados. Não sei, mas não consegui me adaptar ao sorvete de açaí produzido em Belém! Muito cremoso e gelado como gosto, mas o sabor é muito forte! E olha que provei umas 6 vezes para ter certeza...Quem sabe na décima segunda?

Também provei um sorvete de açaí aqui no Rio de Janeiro para comparar, de gosto muito mais suave me agrada mais, mas ainda não compraria.

Com o açaí podem ser feitos doces como pudins, musses, brigadeiros, tortas, geleias, etc. E pode ainda ser usado em pratos salgados como molhos e chutneys.





A foto cima é do açaí na tigela como é vendido aqui no Rio de Janeiro, em outros estados emundo afora. Congelado, batido com xarope de guaraná e com granola, banana ou outros ingredientes parece um sorbet. Fui a uma lanchonete para provar e comparar sabores... Não sou muito fã de açaí e só havia tomado uma vez antes de ir a Belém.

O sabor fica bem diluído, mas prefiro assim a la carioca, mas sem o xarope. Fazer o quê? Só indo a Belém mais vezes para me acostumar.



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