domingo, 31 de julho de 2011

Frango quase Imperial


Receita de filé de peito de frango de forno com um molho cremoso feito com creme de leite, requeijão e leite de coco. Divino!

Aprendi essa receita na aula de Cozinha Imperial da Chef Cris Leite onde ela foi feita com peixe. Como eu não sou muito fã de frutos do mar, tenho a mania de testar receitas de peixe com aves... Havia um franguinho por aqui, leite de coco, muita vontade de fazer algo diferente e pouca imaginação, então não titubeei e não me arrependi. O prato é fácil de fazer e o resultado ficou maravilhoso com frango bem macio e molho sedoso.

Porque "quase imperial"?? Porque não tinha nozes em casa, ingrediente da receita original que dá um sabor e crocância maravilhosos ao prato. Mas ficou tão bom que se não soubesse não teria sentido falta... Quem quiser usar as nozes deve adicionar 1/2 xícara de nozes picadas e ligeiramente tostadas ao molho.

Ingredientes

700 g de filé de peito de frango cortados em bifes
Sal e pimenta-do-reino a gosto
1 cebola média em fatias
50 g de manteiga
1 colher de sobremesa rasa de farinha de trigo
200 ml de creme de leite
1/2 xícara de leite de coco - 120 ml
1/2 copo de requeijão (125 g)
casca de um limão ralada
noz moscda ralada a gosto



Modo de preparo

Tempere o frango com sal e pimenta e reserve.

Refogue a cebola na manteiga até ficar transparente, junte a farinha de trigo e mexa bem refogando um pouco.

Adicione o creme de leite, leite de coco, requeijão e a casca de limão. Deixe ferver, corrija o sal e tempere com noz moscada.

Em um refratário faça uma camada com os bifes de frango. Por cima espalhe o molho distribuindo bem.

Leve o refratário ao forno médio pré-aquecido por aproximadamente 4o minutos ou até o frango estar cozido e macio e o creme dourado por cima.

sábado, 30 de julho de 2011

Blogs de Culinária na revista Gula


Olha gente, que legal!!

Fiquei super surpresa quando me avisaram que o Blogs de Culinária estava na Gula do mês de julho. Demorei para comprar a revista porque ela já estava esgotada aqui perto de casa, mas ontem enfim consegui! Fiquei rindo à toa de ter aparecido na revista e adorei o texto da nota!

Parece que o Blogs de Culinária atrai mais atenção da mídia do que o Aromas e Sabores... :) Preciso me dedicar um pouco mais a ele!

Aproveito para lembrar que o blog tem espaço para cadastro de blogs de Gastronomia, quem ainda não está por lá pode solicitar um link através do e-mail, mas não deixe de ler antes as condições.

Bom fim de semana para todos!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma cozinha da época da bisa - Fazenda Murycana - Paraty RJ


A fazenda Murycana fica perto da cidade de Paraty no Rio de Janeiro, na estrada Paraty-Cunha. É uma fazenda do século XVII onde havia um almabique, que hoje está desativado. Hoje em dia é uma atração turística, tranformaram a sede da fazenda em um pequeno museu e a fazenda tem restaurante, loja com degustação de licores, trilha para caminhada com cachoeira, cavalos, etc.

Fui parar lá meio que por acaso na minha viagem à região no começo do ano, sua descrição não me chamou a atenção mas como passamos na porta resolvi entrar. Me surpreendi, principalmente quando encontrei o que não esperava: a cozinha com todos esses utensílios do tempo da bisa!

No fogão à lenha da foto acima é preparado um cafezinho adoçado com rapadura para os visitantes.


Olhe que graça a estante acima com os bules coloridos.


Panelas, tachos, moedores diversos, moringas...


A foto abaixo é a parte externa da casa grande onde fica o museu, que tem também peças variadas como ferros de passar roupa, móveis, objetos de decoração, armas, telefones, etc.


Abaixo, o antigo alambique onde fica a lojinha. Antigamente era a senzala!

Infelizmente tive pouco tempo e não pude explorar a natureza e a cachoeira!! Uma pena!


Quer conhecer? Veja mais informações aqui.

O local tem estacionamento e cobra uma pequena taxa de entrada.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Canjica extra cremosa aos três leites


Canjica, ou munguzá, bem macia e muito cremosa preparada com leite de coco, leite condensado e creme de leite e servida quentinha. Quem aceita?

Gosto de canjica bem macia, doce e com caldo abundante e consistente, pois o grão de milho para mim não tem graça nenhuma... Essa versão ficou deliciosa!

Porque ela não leva leite de vaca? Porque minha amizade com o leite não é para qualquer hora. Mas se quiser adicione e faça uma canjica aos 4 leites! Para mim não fez falta nenhuma...

Ingredientes

500 g de milho branco para canjica
1 pau de canela
3 cravos-da-índia (ou a gosto)
500 ml de leite de coco
2 latas de leite condensado
200 ml de creme de leite
300 g de açúcar (ou a gosto)



Modo de preparo

Deixe o milho de molho em água por no mínimo 4 horas. Acho mais prático deixar de molho de véspera. Escorra e descarte a água do molho.

Coloque o milho em uma panela de pressão com o pau de canela e os cravinhos. Cubra de água deixando uns 4 dedos acima do milho. Cozinhe por aproximadamente 1 hora e meia ou até ficar muito macio.

Acrescente o leite de coco e o leite condensado. Misture bem, prove e adicione o açúcar a gosto. Eu gosto da canjica bem doce.

Deixe cozinhar por mais 15 minutos em fogo baixo e adicione o creme de leite mexendo bem.

Sirva quente!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sopa cremosa de couve-flor em duas versões


Sopa cremosa de couve-flor com queijo minas padrão e também em versão ao curry.

Mais uma sopinha para você se aquecer neste inverno! Eu nunca havia provado sopa de couve-flor, na verdade não sou assim tão fã do legume... Mas com a couve na época, bonitas e bem grandes tive que me proporcionar uma prova!

Gostei mas não amei, por isso adicionei uma dose extra de queijo na minha! Em uma parte da sopa coloquei curry, que deu um toque extra de sabor e cor.


Ingredientes


3 dentes de alho amassados
1 colher de sopa de manteiga
1 couve-flor bem grande cortada em floretes
500 ml de leite
200 ml de água ou caldo de legumes
sal e noz moscada a gosto
100 g de queijo minas padrão ralado ou outro de sua preferência
1 colher de sopa de curry em pó ou a gosto (opcional)

Modo de preparo

Refogue o alho na manteiga até começar a dourar.

Adicione a couve-flor, o leite, a água e o sal a gosto. Deixe cozinhar em fogo brando até que a couve esteja macia. Deixe esfriar um pouco.

Transfira a sopa para um liquidificador e processe até que se transforme em um creme liso. Se necessário acrescente mais leite para que a consistência fique a seu gosto. Ela vai variar de acordo com o tamanho da couve usada.

Volte com a sopa para a panela, acrescente o queijo e aqueça a sopa até o queijo derreter. Corrija o sal e tempere com noz moscada.

Caso queira utilizar o curry, toste-o por alguns minutos em fogo brando e em frigideira seca até que emita aroma. Adicione na sopa e mexa bem.

sábado, 23 de julho de 2011

Quitutes by Aromas e Sabores na festa junina


Sábado passado participei de uma festa junina beneficente com renda revertida para a Operação Sorriso que opera gratuitamente crianças com lábio leporino. Quem organizou o evento foi a Flávia do blog Gulab, vejam no blog dela como foi o evento que além de dinheiro arrecadou uma mesa lotada de mantimentos com 408 kg no total!

Eu levei para serem vendidos madeleines de limão e lavanda, financier de amendoim, os biscoitinhos de canela, biscoitos de amendoim e muffin de cenoura com canela.

As madeleines e os biscoitos de canela fizeram o maior sucesso!


Não ficaram lindos meus embrulhinhos?

A festa foi uma delícia, as pessoas não paravam de chegar com comida boa!! E eu, obviamente, tive que conferir cada uma delas! Ai, ai...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dicas de culinária


Veja as dicas variadas já publicadas no Aromas e Sabores, clique na imagem para ver as postagens


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Madeleines de limão e lavanda


Madeleines douradinhas e aromatizadas com limão e lavanda!! Uma tentação.

Acho que já falei aqui que amo madeleines e mini bolinhos. Para quem adora, como eu, a parte da casquinha/cantinho do bolo, o formato da madeleine é perfeito.

Foi a primeira vez que fiz com flores de lavanda, ficou ligeiramente perfumada, sem exagero.



Ingredientes

2 ovos inteiros
2/3 de xícara de açúcar
2/3 de xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de raspas de limão
1/2 colher de chá de lavanda desidratada moída
100 g de manteiga derretida

Modo de preparo

No liquidificador bata o açúcar com as flores de lavanda até que elas fiquem trituradas.

Bata os ovos inteiros (claras e gemas juntas) com o açúcar até ficarem bem esbranquiçados e espessos.

Adicione a farinha de trigo peneirada e as raspas de limão misturando delicadamente.

Junte a manteiga derretida e misture bem.

Leve a massa à geladeira por 30 minutos. Retire, mexa a massa com uma colher. Isso mesmo, pode mexer!

Coloque a massa nas forminhas untadas e asse em forno médio pré-aquecido por 8 a 12 minutos ou até dourarem. Cuidado que elas douram rapidamente, principalmente nas bordas.

obs
Existem diversos tamanhos de formas para madelienes, algumas de metal e outras de silicone. A da foto, que eu uso, é pequena e fica no forno por mais ou menos 8 minutos.
Se você não tem forma específica pode usar a receita para fazer mini bolos em formas de muffins ou de empada.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Entrevista Coletiva Blogga Rio - com Laura do Blog Comer comer

Esta entrevista faz parte da ação Blogga Rio Entrevista onde cada blogueiro carioca entrevista um colega e é entrevistado por outro. Gostou? A ideia é integrar melhor os blogs de Gastronomia do Rio de Janeiro e fazer com que os leitores nos conheçam melhor.

Eu fui entrevistada pela Maura do blog Trainee de Cozinheira, dê uma passada por lá!

O Aromas e Sabores apresenta a Laura, jornalista e estudante de Gastronomia, que escreve o blog Comer Comer.



Quando descobriu seu interesse pela culinária e aprendeu a cozinhar?


Desde que me lembro estou na cozinha rodeando minha mãe ou minha vó. Naturalmente veio o primiero pedido para ajudar aqui e ali, e quando já tinha idade suficiente, comecei a experimentar por conta própria. Até decidir que queria estudar gastronomia, tudo veio de forma natural e por tentativa e erro. Acho que é a melhor maneira, né? Colocar a mão na massa e ganhar experiência e feeling na coisa.

Você se lembra qual a comida que fez na vida e como ficou?

A primeira que me lembro foi um bolo formigueiro, que fiz do início ao fim por volta dos 8 anos de idade. Falei para minha mãe que queria fazer um bolo e ela me deu a receita e me ajudou nos princípios básicos. Mas minha mãe nunca teve muita paciência para ficar em cima mostrando o passo-a-passo. Ela me disse em linhas gerais o que eu tinha de fazer, e foi fazer outra coisa. O bolo ficou ótimo e isso me encorajou a começar a tentar por conta própria. Logo estava vendo programas de culinária e tentando reproduzir sozinha o que via na telinha.

Quando e porque você iniciou o Comer Comer?

Comecei diria que tardiamente no início de 2011. Eu simplesmente sou uma apaixonada por gastronomia e meus amigos e família sempre me incentivaram a trabalhar o tema de alguma forma. O blog surgiu para dar vazão às coisas que aprendo e para ensinar o pouco do que sei, já que é um formato fácil de começar e que aceita milhões de possibilidades.

Qual sua maior motivação para continuar escrevendo o blog e o que lhe desmotiva?

Minha maior motivação é interna. Depois que cemecei minha cabeça ferve com tantas possibilidades de abordagem sobre o tema. e como o blog começou a crescer, vi que alguma coisa interessante estava fazendo para atrair as pessoas, Isso me deu mais força de continuar a dividir meu caminho com a comida.

Se tivesse que se isolar em uma ilha deserta com somente 5 ingredientes quais escolheria e por quê?

Sal, pimenta, azeite, mel e shoyu. São ingredientes básicos que dificilmente conseguiria na ilha, e capazes de transformar os insumos. E se possível acrescentaria uma caixinha de fósforos à lista, rs.

Qual seu maior sonho gastronômico?

Olha, o maior sonho de verdade é viver de gastronomia, para poder experimentar mais e mais coisas desse universo. Se tivesse que escolher algo mais concreto, talvez seria um jantar no El Bulli. Como o restaurante está fechando suas portas esse mês, dá uma certa dor-de-cotovelo não conhecer o local que puxou os últimos 10 anos de história culinária.

Você é publicitária e estuda Gastronomia... Quais seus planos para quando terminar o curso? Pretende trabalhar na área, mudar de profissão?

Não existe um plano concreto. A faculdade veio como uma maneira de aprofundar meus conhecimentos, embasar mais o que faço no dia-a-dia e abrir caminhos dentro do tema. Se isso vai me dar uma nova profissão de cozinheira, ainda não dá para saber.

Você é uma pessoa sortuda que tem a oportunidade de estar entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Quais as características gastronômicas dessas duas cidades que você mais aprecia?

Por mais que eu ame o clime descontraído do Rio de Janeiro, nenhuma cidade brasileira consegue chegar perto de São Paulo em variedade e serviço. Isso é muito inspirador em Sampa: poder comer quase qualquer coisa que te der vontade. O que acho que o Rio ainda faz melhor é oferecer aquele clima de almoço preguiçoso com os amigos, onde nenhum garçom fica te apressando a pedir a sobremesa, o café, a conta. No Rio você pode chegar à 5 da tarde em um restaurante e só levantar 10 da noite, e não tem nada melhor que reunir quem você gosta ao redor de uma mesa, né?


Não deixe de dar uma conferida nos outros blogs participantes:

Frango com Pequi - http://www.frangocompequi.com.br

Panela do Muniz - http://paneladomuniz.blogspot.com

Miss strudel - http://danistrudel.blogspot.com

Sabor em Si - http://regina-receitas.blogspot.com

Receitas diahs - http://receitasdiahs.blogspot.com

Cozinha Santa - http://cozinhasanta.blogspot.com

Raiz de Gengibre - http://www.raizdegengibre.com

Moça do brigadeiro - http://mocadobrigadeiro.blogspot.com

André Leite - http://andreleitegastronomia.wordpress.com

Moda Gourmet - http://www.modagourmet.com

Comida X língua portuguesa


Gente,
Recebi este texto hoje por e-mail e achei interessante e engraçado, por isso copio ele aqui na íntegra.
Pergunta
Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, o que quer dizer a expressão ‘no frigir dos ovos’?
Resposta
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo as favas.

Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher lingüiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese...etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco.

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
Desconheço o autor - não tinha autor no e-mail, quem souber de quem é o texto por favor me fale!
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