Olá amigos blogueiros de culinária!
Esse concurso de receitas utilizando a páprica, a especiaria do mês de junho do Aromas e Sabores, é para vocês e é muito fácil participar! Mas nesse concurso só poderão participar as pessoas que escrevem um blog, ok?
Mas todos vão ganhar porque a ideia do consurso é mostrar como nossa comida do dia-a-dia pode ficar mais vibrante, colorida e diferente com o uso da páprica em prato comuns. Vamos participar?
Vejam as regras:
1. Postem em seus blogs uma receita com foto que seja bem fácil de fazer ou uma dica de como você utiliza ou gostaria de utilizar a páprica. Por exemplo, eu disse no post sobre a páprica que gosto de usar no queijo quente. Não vale uma receita de goulash gente! Tem que ter criatividade e a receita deve ser fácil de preparar.
2. Ao postar me avisem enviando o link da receita no comentário abaixo ou por e-mail. Quem já tiver uma receita no blog que utilize a páprica pode participar com ela, não é necessário que a receita seja inédita.
3. Eu colocarei aqui no blog as fotos das dicas/receitas de vocês no dia 20 de junho de 2011 com um link para a postagem. Por isso a postagem tem de ter uma foto, ok? As receitas serão aceitas somente até dia 18/06/11.
4. Até dia 22/06 escolherei um vencedor junto com minha mãe e maridão.
5. O autor da dica/receita escolhida receberá uma amostra da minha deliciosa páprica marroquina e poderá escolher a especiaria do mês de agosto.
6. Só vai valer uma receita por blog.
Gostaram? Estão aguardo suas receitas!
bjs em todos
domingo, 5 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Sanduíche de queijo minas com champignon e páprica

Receita de um sanduíche light de queijo minas em pão integral turbinado com champignon, cebolinha fresca picada, páprica e azeite.
Você está de regime e não aguenta mais sanduíches de queijo minas? Então turbine seu sanduba, é muito fácil!
Como fazer?
No sanduíche da foto usei pão de forma integral, cobri com fatias de queijo minas fresco, coloquei um pouco de champignon em conserva fatiado, temperei com cebolinha verde picada e polvilhei com páprica (veja aqui a postagem sobre a páprica). Como eu não estou de regime, deveria mas não estou, reguei com um pouco de azeite.
Delícia gente! Comi metade do lanche frio e a outra metade coloquei na sanduicheira elétrica para comparar o resultado. As duas opções ficaram ótimas e com sabores diferentes! Duas excelentes opções para uma refeição super saudável ou para sua dieta.
Gosta de sanduíches? Veja o super hamburguer preparado por mim aqui. Ou se preferir um queijo quente de três queijos...
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receitas de sanduíches e lanches
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Especiaria do mês de junho 2011 - páprica

Adoro olhar e observar as diferentes cores das especiarias. Não são incríveis essas pápricas em diferentes tons de vermelho?
Começando pela esquerda são: Pimentón de la Vera, páprica doce nacional, páprica doce espanhola e páprica marroquina.
Capsicum annum - família Solanaceae
Mas afinal o que é a páprica? Páprica são pimentões vermelhos e/ou pimentas secos e moídos. Simples assim, mas com muitas variações não só na cor, mas também no sabor, aroma e textura.
Foram os espanhóis os primeiros a secarem os pimentões que levaram da América para seu país de origem. Hoje em dia as pápricas mais conhecidas são a húngara e a espanhola.v Os países produtores também fabricam e vendem a páprica seca inteira, em pasta, em picles e o molho de páprica, produtos que infelizmente ainda não pude provar!
A páprica pode ser moída com ou sem as sementes, que são mais pungentes e de cor mais clara do que o fruto. Por isso normalmente a páprica vermelha escura é doce e a clara é mais picante. Mas isso não é regra geral porque também existem diversas variedades de pimentão e de pimenta que dão origem à especiaria, reparem que as pápricas da foto são todas doces e de coloração diferente.
A páprica no Brasil só é vendida de duas formas: a picante a a doce, mas existe ainda a agridoce e diversas classificações para a especiaria que variam de acordo com a qualidade da materia prima e técnicas de processamento. Elas recebem sobrenomes diferentes e a páprica de pó mais fino é considerada de melhor qualidade.

v
Utilização da páprica na Gastronomia
Tenho adorado brincar com a páprica e a tenho adicionado em quase tudo para testar! Só não usei ainda em pratos doces, parece não combinar...
A páprica dá cor e sabor aos alimentos. Não deve ser substituída pelo colorau (urucum), que tem cor parecida, mas sabor bem diferente.
Utilização da páprica na Gastronomia
Tenho adorado brincar com a páprica e a tenho adicionado em quase tudo para testar! Só não usei ainda em pratos doces, parece não combinar...
A páprica dá cor e sabor aos alimentos. Não deve ser substituída pelo colorau (urucum), que tem cor parecida, mas sabor bem diferente.
Combina com carnes de todos os tipos, frango e frutos do mar. Um dos pratos mais famosos feitos com ela é o gulash húngaro, um delicioso ensopado de carne.
Na indústria é usada em salsichas e carnes processadas substituindo corantes artificiais.
Na indústria é usada em salsichas e carnes processadas substituindo corantes artificiais.
Combina muito bem com ovos e queijos. O queijo quente fica super turbinado com ela! E o ovo frito então! Omelete, ovo mexido, cozido...
Ela tempera deliciosamente seu arroz, massa e quase todas as verduras. Polvilhe páprica por cima de sua batata frita ou cozida!
É muito usada em misturas de temperos porque ajuda a unir os outros ingredientes.
Se você não gosta do ardido da pimenta vermelha pode substituí-la em receitas pela páprica.
É muito usada em misturas de temperos porque ajuda a unir os outros ingredientes.
Se você não gosta do ardido da pimenta vermelha pode substituí-la em receitas pela páprica.
Ela não deve ser aquecida em excesso porque se torna amarga.
Deve ser guardada ao abrigo da luz e oxigênio, pois perde seu sabor e aroma com facilidade.
Tradicionalmente é vendida em latinhas lindas como essa abaixo.
Tradicionalmente é vendida em latinhas lindas como essa abaixo.

v
O Pimentón de La Vera, da lata acima, é a páprica produzida na região de La Vera (Extremadura/Espanha) e tem denominação de origem controlada com selo e tudo! Fina, não? Eu só consegui comprar nos Estados Unidos em minha última viagem, aqui no Brasil não achei...
O Pimentón de La Vera, da lata acima, é a páprica produzida na região de La Vera (Extremadura/Espanha) e tem denominação de origem controlada com selo e tudo! Fina, não? Eu só consegui comprar nos Estados Unidos em minha última viagem, aqui no Brasil não achei...
vEla tem sabor defumado porque os pimentões são secos em fogo de carvalho e existem três variedades: doce, picante e agridoce.
Eu não imaginava o quanto ela era defumada até provar! O sabor é muito interessante e ela dá um gostinho de churrasco por onde quer que passe, é um trunfo na cozinha! Eu uso muito em sanduíches de vários tipos.
Eu não imaginava o quanto ela era defumada até provar! O sabor é muito interessante e ela dá um gostinho de churrasco por onde quer que passe, é um trunfo na cozinha! Eu uso muito em sanduíches de vários tipos.
vAs pápricas da foto
Comparando os aromas e sabores das pápricas da foto desse postagem, que são as que tenho em casa no momento, eu chego à uma conclusão muito triste: a brasileira não é boa, tem aroma de café torrado e infelizmente não se compara às outras de aromas e sabores mais vibrantes! A marroquina é muito fresca e tem cheiro super forte e um toque picante, fiquei apaixonada à primeira cheirada! A espanhola comum, também de latinha, é boa, doce e neutra, dá para usar com tudo.
E você, como utiliza a páprica? Conte para nós!
Veja abaixo as receitas publicadas no blog com páprica:
Sanduíche light de queijo minas e champigon
Bife de porco com páprica
Comparando os aromas e sabores das pápricas da foto desse postagem, que são as que tenho em casa no momento, eu chego à uma conclusão muito triste: a brasileira não é boa, tem aroma de café torrado e infelizmente não se compara às outras de aromas e sabores mais vibrantes! A marroquina é muito fresca e tem cheiro super forte e um toque picante, fiquei apaixonada à primeira cheirada! A espanhola comum, também de latinha, é boa, doce e neutra, dá para usar com tudo.
E você, como utiliza a páprica? Conte para nós!
Veja abaixo as receitas publicadas no blog com páprica:
Sanduíche light de queijo minas e champigon
Bife de porco com páprica
terça-feira, 31 de maio de 2011
Crumble de caqui

Torta invertida de caqui com cobertura crocante e perfumada com especiarias. Sobremesa quentinha para ser apreciada pura mesmo ou com sorvete ou creme.
Essa receita foi criada para o blog Deli Art Cake Creations da Dirlene, que volta e meia propõe alguns concursos e desafios aos leitores. O da vez são receitas com o caqui, essa fruta tão saborosa mas que raramente aparece em receitas.
Comecei com uma tentativa super fracassada de fazer uma musse de caqui... Isso mesmo, a musse não deu certo, ficou sem gosto! Mas aprendi algumas coisas e talvez a próxima musse fique boa. Como só tinha um caqui sobrando não pude testar outra receita de musse então fiz esse crumble que não me decepcionou e ficou delicioso!

Ingredientes para a cobertura
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de amido de milho
3/4 de xícara de açúcar
1/4 de xícara de açúcar mascavo
100 g de manteiga gelada em cubos
1/2 colher de café de gengibre em pó
1/2 colher de café de coentro em pó
1 pitada de canela em pó
Modo de preparo da cobertura
Em um processador coloque a farinha de trigo, o amido e os açúcares e pulse até misturar. Junte a manteiga e processe rapidamenta até formar uma farofa. Reserve.
Caso não tenha processador misture os ingredientes secos e junte a manteiga gelada com as pontas dos dedos até formar uma farofa.
Ingredientes para o recheio
4 caquis grandes sem casca cortados em cubos (usei o caqui comum)
1 colher de sopa de açúcar mascavo
1/2 colher de sopa de amido de milho
2 colheres de sopa de suco de maracujá concentrado
Modo de preparo
Coloque os cubos de caqui em um refratário e regue com o suco de maracujá.
Misture o açucar com o amido de milho e polvilhe sobre a fruta.
Por cima de tudo espalhe a cobertura.
Leve o crumble ao forno médio pré-aquecido até dourar por 20 a 30 minutos.
Veja também o crumble de morangos!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Cremes à base de leite e gemas para confeitaria
Você quer conhecer melhor os cremes à base de gemas e leite usados em confeitaria e seus muitos nomes em inglês? Me lembrei do assunto outro dia e resolvi escrever essa postagem com a ajuda dos meus amigos: Larousse Gastronomique, Food lover's Companion e International Dictionary of Food an Cooking.
Veja também a postagem sobre os diversos tipos de creme de leite.
Primeiro de tudo preciso falar que não sou expert em confeitaria! Mas sou curiosa e quando fico com uma dúvida corro atrás da resposta. Morei na Inglaterra há muitos anos atrás e conheci um creme chamado de custard que é muito usado em sobremesas inglesas. Voltei ao Brasil, não o vi por aqui e esqueci dele. Na faculdade nasceu a dúvida em relação aos muitos nomes quando conheci a receita do creme de confeiteiro e do delicioso creme anglaise!! Creme anglaise, deve ser o custard correto?! Não era e os professores não conheciam o meu custard... E para completar a incerteza, custard é uma palavra genérica usada para várias preparações! Que confusão!
A primeira coisa a dizer é que o que difere os cremes e sua consistência é somente a proporção entre leite e gemas e/ou leite, gemas e amido. Os ingredientes das receitas são quase iguais!
Vamos lá?

Custard
A palavra custard na língua inglesa designa vários tipos de cremes à base de leite e açúcar que podem ser engrossados com ovos e /ou amido: creme de confeiteiro é um tipo de custard bem como o creme anglaise, cremes brulés e pudins de vários tipos. Pastéis de nata são chamados de custard tart (ou pie).
English custard - o da foto
É um creme à base de leite e açúcar engrossado com gemas e amido de milho e aromatizado com baunilha. É o mais fácil de fazer, basta colocar todos os ingredientes na panela e cozinhar ou então levá-los ao forno. Isso mesmo, pode ser feito em forno!
Esse é o nome do creme que conheci na Inglaterra! Mas como eu estava lá ele era chamado somente de custard! Pela internet vi muitos receitas de creme inglês com o nome de English Custard. (E aí pensei... Talvez originalmente eles fossem a mesma coisa mas com o tempo e para facilitar o preparo o creme anglaise recebeu amido?? E aí os nomes ficaram confusos?)
Ele tem consistência de um mingau ralo, mas é menos fluido do que o creme anglaise e é mais ralo que o creme de confeiteiro. É usado gelado com frutas e como recheio para diversos tipos de tortas e doces e como base de sorvetes. Com ele se faz o trifle, que é parecido com um pavê e tem muitas versões, leva frutas, bolo, pode ter amêndoas e gelatina, eu adoro! Saudades, um dia desses faço e posto aqui a receita.
Na Inglaterra é vendido um pó de custard instantâneo que é uma mistura de amido, gemas desidratadas, aromatizantes e corantes. E é claro que por toda essa química eu sempre preparava o meu... Esse pó, a grosso modo, é o nosso mingau de cremogema!
Creme de confeiteiro - Crème pâtissière - confectioner´s custard - pastry cream - pastry custard
Esse é nosso creme, ou melhor, o creme francês, que recheia bombas, sonhos e doces de padaria. Mas gente, a maioria das padarias faz um creme horrível que parece feito com água! O legítimo é maravilhoso. É o mais consistente dos cremes de confeitaria porque é muito usado como recheio e não deve escorrer para fora dos doces.
É feito com leite, açúcar, gemas e farinha de trigo e às vezes amido de milho. É normalmente aromatizado com baunilha, mas pode conter raspas de frutos cítricos, bebidas alcoólicas, café e o que mais você imaginar. Agumas receitas pedem manteiga. É feito no fogão e como leva farinha em sua preparação o creme não talha e pode ser fervido.
Creme inglês - Creme Anglaise - Sauce anglaise - English egg custard - Custard cream
É um creme muito rico porque para ser engrossado leva somente gemas. Na média são 16 gemas por litro de leite e pode conter também creme de leite em sua receita. A ausência de amido dificulta o preparo e exige que o creme seja preparado em banho-maria e sem ferver.
É o mais fluido dos cremes e é usado como molho. Pode ser servido quente ou frio sobre frutas diversas, sorvete e para acompanhar tortas e afins.
Zabaionne - Sabayon
É um creme de confeitaria muito leve de origem italiana de preparação similar ao creme inglês, mas feito com vinho ou outra bebida alcoólica no lugar do leite. É servido morno sobre frutas, tortas ou com sorvete.
Deve ser feito com cuidado e técnica para não talhar e ser servido em seguida.
Nunca fiz em casa, minha mãe adora e isso me faz lembrar que estou devendo!
Mousseline
É também um termo genérico que designa qualquer molho ou creme, doce ou salgado, adicionado de chantilly para ganhar leveza. E gordura, claro!
Na faculdade aprendemos a fazer um musseline com creme de confeiteiro. É só misturar em partes iguais o creme de confeiteiro frio com o creme de leite batido. Maravilhoso, foi minha maior descoberta no curso de confeitaria e para rechear mil folhas não tem igual!
Creme de pavê
Esse é um creme bem brasileiro sem nomes chiques em francês mas achei justo colocá-lo aqui, afinal ele é muito usado em nossa confeitaria caseira! Não sei se há outros nome para ele...
Eu adoro e me lambuzo!
É feito com leite condensado, leite, gemas e amido. É usado de modo geral em pavês de todos os tipos como o nome indica. Eu gosto de colocá-lo também em tortas e como recheio de bolo. Veja minha receita de pavê de morangos que leva o creme.
Se você tiver alguma informação a acrescentar é só escrever nos comentários! As receitas serão publicadas um dia...
sábado, 28 de maio de 2011
Curso de Cozinha do Império com a Chef Cris Leite

A Chef Cris leite, a animada professora da foto acima, me convidou a assistir na quinta-feira passada um workshop de Cozinha do Império na nova escola de cozinha Mise En Place que inaugurou na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, faz pouquíssimo tempo. Adorei o convite e aceitei na hora!
E aqui estou contando para vocês como foi.

A escola está novíssima, bonita e bem aparelhada. Tem até batedeiras Kitchen Aid, um luxo! No workshop a professora cozinha enquanto os alunos ficam à sua volta observando, anotando e fazendo perguntas. Quem quiser pode ajudar a mexer a panela, etc.
A professora, que eu não conhecia pessoalmente, além de muito simpática e bem humorada é excelente, explica tudo muito bem e vai enriquecendo a aula com dicas, técnicas e outras receitinhas básicas.

A Galinha Mourisca foi refogada com vários temperos, veja que colorida ela está na foto acima dentro da panela! O cheiro que exalava estava divino e a fome começava a apertar... Depois de cozidos os pedaços foram colocados sobre uma cama de pão de forma e cobertos por uma mistura de gemas com canela!
A galinha foi ao forno e ficou como na foto abaixo. Devorei meu pedaço acompanhado de arroz preparado na banha! Saudades de minha bisa que tudo fazia na gordura de porco!

O Peixe Imperial ficou igualmente fantástico e é simples de fazer! Um creme feito com requeijão, leite de coco, nozes e temperos é colocado por cima dos filés que vão ao forno.

Muitas mãos ajudaram na hora de fazer os pratinhos para a degustação! Afinal o aroma da cozinha nos enebriava e nossos estômagos imploravam por aquela comida com urgência!

Gostou da aula? Eu adorei! Passei uma noite super agradável, aprendi muitas coisas e ainda fiz novos amigos.
As receitas eu passo para vocês um dia, quando fizer aqui em casa, ok?
Blog da Chef Cris Leite
A Mise En Place - Escola de Gastronomia escola oferece vários tipos de cursos e workshops incluindo o curso de Sous Vide com a professora Laura Rocha - veja aqui a aula sobre espumas que fiz com ela!
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