quarta-feira, 28 de julho de 2010

Massa com brócolis e couve-flor


Uma receita bem simples e vegetariana de penne com molho branco, queijo, brócolis e couve-flor.

Minha mãe comeu esse prato faz trocentos anos e vivia falando dele. Ela não podia ver uma couve-flor aqui em casa que falava: "mas aquela massa com..." Tanto insistiu que tive que experimentar! Ficou realmente boa, a combinação é clássica e resulta em um prato bem leve e saboroso!

Ingredientes

500 g de penne
1 litro de leite integral
1 cebola média picadinha
50 g de manteiga
2 colheres de sopa de farinha de trigo
noz moscada ralada e sal a gosto
100 g de parmesão ralado (ou outro quejio de sua preferência - eu teria feito com gruyère caso tivesse um pedaço em casa)
1 couve-flor pequena cortada em floretinhos
1 brócolis pequeno cortado em floretinhos (usei o americano)

Modo de preparo

Cozinhe o penne em água e sal, escorra e reserve.

Cozinhe o brócolis e a couve-flor ao dente. Não deixe cozinhar demais senão vão se desmanchar no molho.

Separadamente prepare o molho branco: refogue a cebola na manteiga até ficar transparente, adicione o trigo, mexa bem e acrescente o leite. Deixe ferver e engrossar.

Junte o queijo ao molho, tempere com sal e noz moscada a gosto e junte os legumes. Deixe ferver.

Sirva a massa com o molho e mais parmesão, se desejar.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pavê de morangos


Pavê de morangos tradicional com biscoito champanhe, creme de leite condensado e gemas e chantilly! Delícia!

Essa é uma das minhas sobremesas favoritas! Gosto tanto que quase não faço porque como tudo rapidinho...kkkkk Já pensei em incluir chocolate, licor, em mudar o creme, mas gosto do doce assim mesmo, bem simples. Aprendi a fazer com uma amiga na época em que morava na Inglaterra uns 20 anos atrás (uuppps!) e o pavê costumava ser meu café da manhã!

A receita cabe certinho em um refratário retangular grande tipo pirex. Para festas mais requintadas ele pode ser montado em taças individuais.


Ingredientes

1 caixa de biscoito champanhe
1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite integral
2 gemas
2 colheres de chá de amido de milho
1 colher de chá de extrato de baunilha
500 ml de creme de leite fresco
2 colheres de sopa de açúcar
2 caixas de morangos lavados

Modo de preparo

Separe dois ou três morangos bonitos para decorar o pavê.

Com 6 morangos e 100 ml de água faça um suco para molhar o biscoito. Se desejar acrescente um pouco de licor de laranja (eu gosto sem bebida!).

Fatie o restante dos morangos e reserve.

Prepare o creme: misture o leite consensado, o leite, as gemas, a baunilha e o amido em uma panela, leve ao fogo mexendo sempre até ferver e engrossar. Deixe esfriar.

Prepare o chantilly: bata o creme de leite bem gelado com as duas colheres de açúcar até formar picos firmes. Se não for usar imediatamente coloque na geladeira.

Montagem do pavê

Molhe os biscoitos no suco e coloque-os no refratário em uma só camada. Espalhe por cima o creme de leite condensado. Distribua as fatias de morangos. Cubra com o chantilly, decore com um garfo e os morangos reservados. Deixe na geladeira até a hora de servir.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Costeleta de porco assada ao alho e zimbro

Minhas costeletas de porco marinadas em salmoura e assadas no forno com alho e zimbro ficaram uma delícia e são fáceis de fazer!

Eu gosto muito de bisteca, mas normalmente elas são um pouco ressecadas e às vezes duras...

Me lembro muito bem da primeira vez em que comi costeleta nos Estados Unidos. Fomos convidados para jantar na casa da mãe de um amigo. Ela preparou umas costeletas muuuito grossas e ficamos desesperados quando vimos o prato pensando em como comeríamos aquilo que deveria estar duro e seco, ou pior, mal passado! Para nossa surpresa foram as costeletas mais deliciosas que comemos na vida, macias e suculentas. Ficamos doidos para sermos convidados para jantar outra vez!! O que infelizmente ainda não aconteceu, mas sempre que vou à terra do Tio Sam procuro comer costeletas nos restaurantes onde vou, elas são geralmente mais grossas e macias que as nossas. Não gosto nem de pensar o que fazem com os pobres porquinhos... ?

Desde então, inconformada com nossas costeletas duras e ressecadas, tenho testado algumas receitas e modo de preparo diferentes. Essa tentativa cuja receita está abaixo foi boa, ficaram bem saborosas e macias.

Utilizei um método para amaciar carnes chamado de "brining" ou deixar de molho em salmoura: uma mistura de água, sal e açúcar. É muito usado com carnes de porco e aves para deixá-los suculentos. Essa salmoura pode conter temperos variados, mas preferi temperar depois.

Ingredientes para a salmoura

1 litro de água
2 colheres de sopa rasas de sal
2 colheres de sopa rasas de açúcar
50 ml de água fervente

Modo de preparo da salmoura

Misture bem a água fervente com o sal e o açúcar para que dissolvam. Acrescente o restante da água e utilize.

Ingredientes para a costeleta de porco assada

4 costeletelas de porco (grossinhas, se encontrar)
4 dentes de alho
4 sementes de zimbro
1 colher de chá de alecrim picado
1 pitada de sal
2 colheres de sopa de azeite
80 ml de vinho branco

Modo de fazer a costeleta

Deixe as costeletas de molho na salmoura na geladeira de um dia para o outro. A salmoura deve cobrir a carne totalmente.

Retire a carne da salmoura e seque-as bem com papel toalha.

Faça uma pasta com o alho, a pitada de sal e as sementes de zimbro, misture com o alecrim e passe a pasta nas costeletas. Não coloque sal, elas devem estar salgadas no ponto devido à salmoura.

Em um tabuleiro coloque o azeite, as costeletas e o vinho. Leve ao forno médio por 50 minutos ou até ficarem cozidas, macias e dourarem ligeiramente. Cuidado para não assar demais.

Retire as costeletas do tabuleiro e coloque um pouco de água para soltar a crosta que se formou na assadeira. Esse caldo será o molho da sua carne, por isso enquanto ela estiver assando não deixe que o tabuleiro queime.

Sirva as costeletas com purê de batatas (ou outro purê de sua preferência) e o molho.

E você, como prepara suas costeletas? Ficam macias? Conta para mim!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mix de legumes com orégano tostado


Um prato vapt-vupt de legumes, bem saudável, saboroso e fácil de fazer! Prometi a mim mesma que vou comer uma maior quantidade de legumes e verdura daqui para frente... Será que consigo? Eu gosto de legumes mas normalmente só como quando estão em algum prato elaborado como suflés, purês, gratinados, etc... Cozidos em água e sal para mim é comida de doente! kkkkk Então fiz assim, bem simples mas bem temperadinhos e ficaram ótimos.

Ingredientes

2 xícaras de legumes cozidos cortados a gosto e cozidos
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de orégano tostado (ou comum)
Sal de ervas a gosto (ou sal comum)
1 colher de chá de alho tostado em casa ou comprado pronto

Modo de preparo

Misture o azeite com o orégano e o sal de ervas. Misture aos legumes cozidos e sirva quente ou frio como salada.

domingo, 18 de julho de 2010

Batatas assadas com alecrim e raspas de limão

Ano passado na viagem ao Estados Unidos comi uma batata frita em uma rede de fast food que achei muito interessante e saborosa! Ela era temperada com azeite, alecrim, raspas de limão, pimenta-do-reino e outros "ingredientes secretos".

Mas achei a batata um pouco gordurosa, porque o azeite era borrifado após a fritura... Por isso usei os mesmos temperos para fazer a batata assada da foto mais sequinha e usei meu "ingrediente secreto" aquele sal de ervas que faço e uso muito. Adoro esse jeito de assar batatas, elas ficam deliciosas com qualquer tempero!


Ingredientes

4 batatas médias com casca - lavadas e cortadas em gomos
2 colheres de sopa de azeite
Folhas de um ramo de alecrim picadinhas
Casca ralada de um limão
Pimenta-do-reino a gosto
Sal de ervas a gosto

Modo de preparo

Pincele as batatas com o azeite, polvilhe com os temperos e o sal e coloque em tabuleiro untado em uma só camada. Leve ao forno quente por aproximadamente 30 minutos ou até que dourem e cozinhem.

Dica: seque as batatas antes de usar para que o azeite incorpore bem e o tempero fixe na batata.



Foto da batata frita especial da Smash Burguer.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Rugelach - biscoitos de nozes, damasco e chocolate


Rugelach é um tipo de biscoito de origem judáica que pode ter diversos recheios como nozes, passas, geleias, chocolate, etc. E muitas variações na escrita do seu nome: rugelakh, rugulach, rugalach, ruggalach, rogelach, rugala...

Eu não tenho muita intimidade com a culinária judáica e essa foi a primeira receita que fiz dessa cozinha. Conheci esses biscoitos em uma viagem a Nova York, achei-os bonitinhos, irresistíveis na verdade, e comprei para experimentar. Nossa, um sabor incrivel! Fiquei intrigada com a massa e o recheio e fui pesquisar. Encontrei várias receitas e um video da CIA que me deu várias dicas boas. Para mim a massa tem uma consistência entre um amanteigado e um croissant e é normalmente feita com cream cheese, farinha de trigo e manteiga.

O meu recheio eu fiz com nozes, geleia de damasco e chocolate meio amargo polvilhado com canela e açúcar. A combinação dos sabores ficou ótima!

Não é tão difícil de fazer quanto parece mas dá um pouquinho de trabalho... Fazer massa, rechear e dar o formato demora um pouquinho e exige paciência, mas a receita deu muito certo e vale muito a pena experimentar!



Ingredientes da massa

2 xícara de farinha de trigo (250 g) + um pouco para abrir a massa
120 g de cream cheese (usei o da Polenghi)
200 g de manteiga sem sal (usei menos do que a receita original já que o cream cheese vendido no Brasil é do tipo soft - mais macio)
1 pitada de sal

Ingredientes do recheio

1 xícara de geleia de damasco
1 xícara de nozes
70 g de chocolate meio amargo picado

Outros ingredientes

1/2 xícara de açúcar misturada a 2 colheres de chá de canela
1 ovo batido para pincelar

Modo de preparo da massa

Peneire a farinha e o sal e reserve. Em um processador de alimentos bata a manteiga ainda fria com o cream cheese até formarem uma massa homogênea. Acrescente a farinha de uma só vez e processe rapidamente até formar uma bola. Na falta de um processador a massa pode ser feita à mão.

Retire a massa, embrulhe-a em filme plástico e leve à geladeira por 30 minutos. Abra a massa em um retângulo e dobre a massa em três partes como se fosse um envelope. Cubra com filme outra vez e leve a massa à geladeira por no mínimo uma hora.

Não sei se me expressei bem, por isso para essa parte da receita aconselho que assistam o video da CIA.

Modo de preparo do recheio

Processe o chocolate com as nozes até ficarem bem moídos e misture com a geleia. Eu fiz isso tudo no processador.

Montagem do rugelach

Divida a massa em 4 partes. Abra cada parte no formato de um disco de espessura fina ou utilize um aro grande para cortá-la no formato certinho. Eu usei o aro de uma forma de torta que solta o fundo.

Cubra cada disco de massa com um pouco do recheio, polvilhe com o açúcar e canela.

Corte cada disco como se fosse uma pizza - meu disco era pequeno (de 20 cm), então foi cortado em 8 partes. Para isso usei uma faca comum. Observe as fotos abaixo.



Agora pegue cada triângulo e enrole começando da parte mais larga para a mais estreita (foto acima).

Coloque os biscoitinhos em um tabuleiro (não é necessário untar). Pincele-os com o ovo batido e polvilhe com mais açúcar e canela.



Leve-os ao forno médio por aproximadamente 30 minutos ou até dourarem.

Minha receita rendeu 48 biscoitos, 6 discos de massa cortados em 8 partes cada.

Não é uma receita muito chique para seu chá da tarde?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Massa com frango, cumaru e pimenta vermelha


Espaguete com molho de tomate, frango, cumaru e pimenta vermelha. O almoço improvisado de hoje ficou muito saboroso!!

Não tinha nada muito elaborado para almoçar e o arroz tinha acabado... kkkkk Então tive que cozinhar uma massa. Fiz assim:

Usei uma xícara de molho de tomate pronto, adicionei pedaços de frango já cozidos, alguns legumes também já cozidos que estavam na geladeira e temperei com pimenta vermelha em pó, uma colher de chá de açúcar e uma colher de chá de extrato de cumaru. Adicionei um fio de azeite e o almoço ficou pronto!

Adorei o adocicado e aromático cumaru com a acidez do tomate e o ardido da pimenta. Ele adicionou uma nova dimensão ao molho! Experimentem e me falem!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Frango com passas e grão-de-bico


Frango ensopado à moda marroquina levemente adicicado com passas e grão-de-bico e temperado com especiarias diversas!

A receita é baseada no livro Walima de meu amigo Ali Fakhri. Graças a ele eu conheço um pouco a culinária do Marrocos, já pude experimentar vários pratos que ele mesmo preparou feitos com receitas de sua família, muitas das quais estão no livro.

Ingredientes

1 kg de frango com osso em pedaços (peito e ou coxas/sobrecoxas)
2 cebolas médias em fatias
30 g de manteiga
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de sal
100 g de passas sem caroço
1 xícara de chá de grão-de-bico deixado de molho de véspera
1 colher de chá de gengibre em pó
1 colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de canela em pó
1/2 de colher de chá de pimenta-do-reino ou a gosto
2 colheres de sopa de mel

Modo de preparo

Deixe as passas de molho em água quente por 20 minutos, escorra e reserve.

Refogue o frango e a cebola em uma panela até dourarem. Acrescente as passas, o grão-de-bico, o gengibre, a cúrcuma, o sal, a pimenta e cubra o frango com água ou caldo. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo até o frango e o grão-de-bico ficarem macios.

Acrescente o mel e a canela e cozinhe por mais 10 minutos ou até que o molho engrosse um pouco. Acrescente um pouco mais de canela e mel a gosto se desejar um frango mais adocicado.

Sirva com couscus ou arroz

Veja aqui uma deliciosa sopa de lentilhas marroquina

domingo, 11 de julho de 2010

Creme brule com cumaru


Receita de delicioso creme brûlée aromatizado com cumaru - fava tonka! Feito com creme de leite em caixa.

Essa receita é para a Patty do blog Aqui na Cozinha e para todas as pessoas desse Brasil que não tem acesso ao creme de leite fresco!! Já fazia tempo que estava querendo testar um creme brulé feito com creme de leite de caixinha... Uma heresia, eu sei!! Mas não me atirem pedras! Eu estava curiosa para ver qual seria o resultado e depois que vi um comentário da Patty dizendo que ela não encontra creme fresco em sua cidade pensei que como ela há milhares de outras pessoas ávidas por um creminho francês...

O resultado da receita com creme de leite de caixa foi bem acima do esperado, É CLARO que ficou diferente, afinal o creme UHT não tem o mesmo sabor do fresco!! Mas quem não tem cão caça com gato, não é? O que não pode é ficar sem creme brulé, uma sobremesa deliciosa e viciante...

A textura ficou boa, essa era minha maior preocupação... e o sabor também apesar de um pouco mais delicado que o original. Usei o creme de leite com o maior percentual de gordura que encontrei no mercado - 25% - o fresco costuma ter em torno de 30%.

Conclusão: se você pode comprar creme fresco, utilize-o sempre! Se não pode existe a opção abaixo.


Vamos tentar?

Ingredientes

2 caixas de creme de leite (usei o da marca Regina com 25% de gordura) - 400 g
4 gemas
160 g de açúcar
50 ml de leite integral
2 colheres de chá de extrato de cumaru ou baunilha
Açúcar de confeiteiro para caramelizar

Modo de preparo

Aqueça o creme e o leite com metade do açúcar até começar a ferver e o açúcar se dissolver. Enquanto isso bata as gemas com o restante do açúcar até ficarem esbranquiçadas e reserve.

Despeje o creme ainda quente sobre as gemas mexendo bem. É importante mexer bem e ao mesmo tempo em que coloca o creme para que as gemas não cozinhem. Adicione o extrato de cumaru.

Coloque seu creme em ramekins ou potinhos refratários e leve-os ao forno baixo em banho-maria por aproximadamente 20 minutos se seu potinho for pequeno igual ao meu.

Retire o doce do forno, deixe esfriar um pouco e leve-os à geladeira até que fiquem bem gelados. Eu coloco sempre um no congelador porque não consigo esperar...kkkk

Na hora de servir espalhe uma colher de chá de açúcar de confeiteiro em cima do creme e caramelize com um maçarico.

Eu ainda não comprei meu maçarico, por isso utilizei pela primeira vez a técnica da colher. Sinceramente não gsotei!! Usei umas 8 colheres para caramelizar 2 cremes, o primeiro não ficou bom...kkkkk Cada vez que a colher é usada você tem que pegar uma limpa e recomeçar, o açúcar gruda e não sai, vai pelo menos uma colher para cada sobremesa... Requer prática! Se você gosta de creme brulé como eu é melhor providenciar um maçarico ou começar a treinar logo! kkkkk

Explicando a técnica da colher para caramelizar açúcar - que ainda não domino bem:

Ligue a chama do fogão e coloque uma colher (eu achei melhor usar uma de sobremesa - testei todos os tamanhos) diretamente sobre a chama. Use um pano ou pegador de silicone para segurar a colher para não se queimar.

Deixe a colher na chama por alguns minutos - a minha ficou pronta quando começou a manchar e ficar escura, bem quente mesmo!

Agora encoste a colher no açúcar - vai fazer um barulho e caramelizar imediatamente. Passe a colher em toda a superfície do doce. Não esfregue, encoste somente.

Que tal um creme brulé de chocolate? Veja a receita aqui!

Fava Tonka: o que é, como usar e onde comprar essa especiaria




Dipterix odorata - o que é a fava tonka


As sementes de cumaru, conhecidas internacionalmente como fava tonka, são provenientes de uma árvore grande e nativa da região amazônica. Ou seja, cumaru e fava tonka são a mesma coisa. 

As sementes são muito aromáticas, com cheiro adocicado que lembra a baunilha. São muito usadas na perfumaria, em cosméticos e também em indústrias de tabaco. Algumas vezes é usada para falsificar extrato de baunilha. Gostaria muito de poder passar o cheirinho para você através da tela do computador... 

Aqui no Brasil ficaram famosas com os programas de confeitaria na TV. Na França e na Europa em geral já são conhecidas faz tempo. Sua comercialização nos Estados Unidos para a culinária não é bem vista devido a cumarina, que pode ser tóxica em grandes quantidades. Mas consumida em pequenas doses não faz mal algum e é muito saborosa!


Onde comprar o cumaru


No ano em que esse post foi escrito era muito difícil de ser encontrada no Brasil, principalmente na região sul/sudeste. Porém no ano de 2026, ano em que reescrevo essa postagem, está bem mais fácil. Devido ao uso dela em programas de gastronomia na televisão, o cumaru ficou famoso. Você consegue comprar facilmente pela internet e em lojas especializadas em temperos.

Desde que ouvi falar do cumaru fiquei doida para arrumar algumas sementes, mas só consegui no começo desse ano, trazidas do Pará por uma pessoa muito gentil!! Obrigada! Alguns meses depois encontrei o cumaru pessoalmente no mercado ver-o-peso em Belém. 


Usos na Gastronomia - onde usar


Para substituir a baunilha em cremes de todos os tipos: pudins, brulées (vaja aqui a receita!), sorvetes, souflés, creme de confeiteiro, mingaus...

Em bolos, tortas e biscoitos: madeleines, bolo simples, muffins, amanteigados, suspiros, macarons, para dar sabor a massa de tortas e tudo o mais!

Combina com frutas e chocolate: pode ser usada em doces em calda, saladas e tortas com frutas, musses e pavês de chocolate e sobremesas em geral.

Em pratos salgados fica boa em molho de tomates (veja aqui uma receita) e para temperar tender.

A moça que me vendeu disse usar em calda para pudins!! Caramelo à la fève tonka!! Pensei logo em uma bala toffee... ou calda para sorvete...


Como usar


O cumaru deve ser ralado em ralador bem fino como os pequenininhos para noz moscada. E sempre usado em pequenas quantidades. Se abusar ele pode dar um aroma de perfume à comida e sabor amargo.

Açúcar aromatizado com fava tonka: coloquei duas favas em um pote com açúcar, que ficou ótimo! Pode ser usado para polvilhar bolos e biscoitos, em receitas e também para adoçar chocolate quente, chá e café.




Também fiz essência de cumaru, fácil de fazer e rende muito. Usei uma xícara de vodka e duas favas partidas ao meio e deixei em infusão dentro de um vidro no armário. Em alguns dias já estava pronta! Pode ser usada para substituir a baunilha em qualquer receita.

Já usei em bolos de todos os tipos, pudins e biscoitos.

Para ver as especiarias já publicadas no Aromas e Sabores dê uma olhada no índice de especiarias




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