quarta-feira, 30 de maio de 2012

Livro Sangue, Ossos e Manteiga - resenha



O livro Sangue, Ossos e Manteiga foi escrito pela americana Gabrielle Hamilton que nos conta um pouco de sua vida e de sua tragetória até chegar a ser dona e chef de cozinha do badalado restaurante Prune em Nova York.

Eu adoro livros que contam histórias relacionada a chefs ou à cozinhas/restaurantes. Para mim são uma forma de aprender com as experiências alheias, leio todos! Mas a grande maioria dos livros que já li tem excelente conteúdo mas pecam na escrita, não te envolvem muito e alguns são até chatos. Mas não esse!

Gabrielle, além de ter muitos dotes na cozinha, é uma excelente escritora e nos prende até o finalzinho do livro com suas histórias, de certa forma simples, mas narradas tão bem que penso ter passado muitos verões na Toscana com ela e sua sogra sentindo o cheiro de sua comida!

Ela vai narrando seu caminho desde criança em uma área rural dos Estados Unidos até ser chef de cozinha sem passar por uma formação tradicional. Ela trabalhou em buffets, lavou pratos, fez comida para crianças e superou muitas dificuldades no trabalho e na vida pessoal.

Não espere um livro somente sobre comida porque não é o caso, a autora nos conta sobre sua vida com bom humor e a receita do sucesso inclui angústias, dúvidas e paixões.

Adorei e recomendo a todos que gostam de uma boa e enriquecedora leitura.

O livro foi muito elogiado pela crítica e também por chefs.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Curiosidades sobre as especiarias



Acho que você já sabe que eu adoro especiarias e pesquiso sobre o assunto. Então juntei aqui algumas informações históricas e curiosidades rapidinhas que achei interessantes. Só por diversão!


A palavra especiaria vem do latim "species" que significa plantas especiais, consideradas assim pelo seu poder aromático ou curativo.

As especiarias são usadas na gastronomia desde a antiguidade, pelo menos há 2.000 anos antes de Cristo.

Há 3.000 anos atrás o cominho e coentro eram usados para dar sabor à cerveja. Na idade média especiarias variadas aromatizavam o vinho, que de tão ruim, raramente era bebido puro.

No Egito antigo eram usadas na medicina, em perfumes, como afrodisíacos, na culinária e ainda para embalsamar corpos. 

Através de um raixo X descobriram grãos de pimenta-do-reino dentro do nariz de um faraó de 1.200 a.c.

Foram muito usadas como incenso, para espantar pragas e em rituais religiosos.

Os romanos mais ricos eram cremados em piras feitas com madeira e especiarias. Até seus animais de estimação davam adeus a esse mundo dessa forma. Uma consorte de Nero foi cremada somente com canela. Vou começar a juntar meus pauzinhos...

A grande maioria das especiarias já foi considerada um remédio.

Algumas realmente foram usadas com eficácia. Os navegantes chineses carregavam plantas de gengibre a bordo para combater o escorbuto(doença causada pela falta de vitamina C) que afigia os europeus, que na mesma época ainda desconheciam a origem da doença.

Elas eram usadas para todo tipo de doença, muitas vezes eram aplicadas na pele em locais sensíveis como a genitália e anus. Socorro pessoal!

Para problemas relacionados ao cérebro grãos de pimenta e canela eram enfiados pelo nariz do indivíduo.

A pimenta-do-reino era esfregada nos olhos de animais para "curar cegueira" e como afrodisíaco era esfregada nos órgãos genitais. Isso mesmo, era esfragada lá!

A rainha Elizabeth I vestia luvas aromatizadas com água de rosas e especiarias. Chique, não?


No século XIII elas eram oferecidas como presente e para pagar salários, tributos e aluguéis. Já existiam lojas nas principais cidades européias especializadas em especiarias. 

Quando o Príncipe Charles da Inglaterra tomou posse do ducado de Cornwall um dos tributos pagos foi uma libra(453 g) de pimenta. Isso foi em 1973!

As especiarias asiáticas eram de difícil obtenção. Elas viajavam por rotas obscuras, seus comerciantes enfrentavam piratas, assaltantes e seqüestradores. Passavam por muitos atravessadores e chegavam à Europa com preços até 1.000% mais altos.

As especiarias eram envolvidas em uma aura de glamour e as histórias eram aumentadas pela ignorância e imaginação. As pessoas achavam que quem chegasse à fonte das especiarias chegaria ao Paraíso. Essa fonte era mantida em segredo e envolvida em mistérios e lendas para que ninguém chegasse até elas.

Uma das lendas interessantes é da canela. Ela seria levada à Arábia por pássaros imensos e que a mantinha em seus ninhos que ficavam à beira de abismos. As pessoas usariam carniça para atrair as aves para fora dos ninhos e assim conseguir pegar a canela em um ato heróico.

A outra é sobre como a pimenta-do-reino era colhida. A plantação era queimada para que as cobras que ali viviam morressem ou fugissem. A pimenta branca era rara porque teria sobrevivido ao incêndio intacta, a preta era a pimenta que foi queimada. Para saber a verdadeira diferença entre as várias cores da pimenta-do-reino veja aqui.

É estimado que na idade média cerca de 2.000 toneladas de especiarias eram trazidas da Ásia todos os anos.

Hoje em dia sua produção está espalhada por quase todos os países tropicais mas a maior parte de seu processamento ainda é manual. O maior produtor é a Índia, seguida por China e Indonésia.

Dizem que a coca-cola é aromatizada com noz moscada e canela. Será?

Você sabia que especiarias não foram usadas na idade média para disfarcçar o gosto de carne podre? Veja aqui.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Salada de folhas com queijo minas, tomate e castanha



Salada simples, nutritiva e leve com follhas, queijo minas, tomate, cebolinha e castanha do caju. Muito boa para começar a semana!


Como fazer

Utilize alface ou folhas de sua preferência. Nessa salada eu usei alface crespa e alface mimosa e forrei o prato com elas.

Coloque cubos de queijo minas fresco e tomate em cubinhos por cima das folhas.

Tempere com cebolinha verde fresca picadinha e salpique castanha de caju picada a gosto.

Sirva com molho de mel e mostarda ou outro do seu agrado.

sábado, 26 de maio de 2012

As 10 melhores receitas com frango do Aromas e Sabores



Veja as 10 melhores receitas com frango publicadas no blog e escolha a sua favorita.

Já postei tantas receitas de frango aqui no blog que resolvi fazer uma seleção com as minhas 10 favoritas e pedir para você escolher qual lhe agrada mais.

Há receitas com frango para todos os gostos, foi até difícil escolher! Qual você gosta mais? Vote na enquete ao lado ou deixe seu comentário abaixo.


Receita com filé de frango grelhado, molho de tomates e queijo

2. Frango assado no forno fácil
Frango assado inteiro super fácil, úmido e saboroso

3. Frango mediterrêneo fácil
Filé de frango com legumes feito no forno temperado com bacon, azeite e ervas.

Filé de frango recheado com tomate seco e pimentão enrolado em bacon com molho cremoso

5. Bolo de frango moído e nutritivo
Carne moída de frango bem temperada e assada, douradinha por fora e macia por dentro

6. Estrogonofe de frango diferente
Veja como fazer um estrogonofe de frango com temperos diferente, ao molho cremoso com pimentão e cachaça

7. Frango com curry
Receita com frango desfiado ao curry feito com maçãs e molho cremoso.

8. Frango ensopado ao alho e cebola
Receita francesa aprendida na faculdade. A cara pode não ser tão bonita mas o prato é delicioso.

9. Frango assado com mel e mostarda
Sobre-coxas de frango assadas em molho de mel e mostarda. Fáceis de fazer com um resultado maravilhoso.

10. Frango ao pesto de tomate seco e amêndoas
Peito de frango feito no forno coberto com pesto de tomate seco e amêndoas fatiadas.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Canja de galinha com arroz e hortelã — receita simples e reconfortante

canja de galinha com arroz cenoura ovo cozido e hortelã fresca



Receita de canja de galinha simples feita com frango, arroz, cenoura e ovos cozidos. E temperada com hortelã como não pode deixar de ser. Eu adoro pessoal e aqui em casa tem sempre. Acredito que seja a sopa mais consumida no Brasil, será? Sei que cada casa faz a sua.

Essa receita fiz do começo, mas normalmente aproveito os ossos de frangos assados para fazer o caldo. É só sobrar uns ossinhos que a canja quase que se faz sozinha... Caso você já tenha o frango cozido e caldo de frango em sua geladeira comece a receita da segunda parte.


Ingredientes para o caldo de frango



1 perna de frango com osso e sem pele
1 pedaço de alho poró em rodelas
1/2 cenoura pequena sem casca e em rodelas
1/2 cebola em pedaços
1 litro de água


Ingredientes para a canja



2 colheres de sopa de azeite
1/2 cebola picadinha
1 dente de alho picadinho
1/2 xícara de arroz agulhinha cru
a carne da coxa de frango (que usei para o caldo)
2 cenouras pequenas sem casca em cubinhos ou rodelas
2 ramos de hortelã
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Azeite para servir
1 ovos cozido fatiado para servir


Modo de preparo do caldo de frango para canja



Coloque todos os ingredientes em uma panela e deixe ferver em fogo baixo até a carne da coxa do frango estar macia.

Coe o caldo e reserve o frango. Descarte os legumes.

Retire a carne do osso e corte em pedaços ou desfie. Descarte o osso.


Como fazer canja de galinha - segunda parte

 

Refogue a cebola e o alho no azeite até dourarem.

Junte o arroz, o frango picado e as cenouras. Deixe cozinhar em fogo brando até o arroz estar bem cozido.

Desligue o fogo, junte a hortelã, tempere com sal e pimenta e abafe a panela.

Sirva regada com azeite e guarnecida com fatias de ovos cozidos.


Substituições/dicas



Você pode usar outras partes do frango se quiser, mas ele deve ter osso para dar mais sabor.

Se não tiver hortelã fresca saia para comprar, vale a pena. Mas na preguiça eu às vezes utilizo a hortelã desidratada ou até mesmo a salsinha. Mas não fica com gosto de canja.

Caldo de frango pronto? Poder usar pode, né? Mas não recomendo.

E você, como faz sua canja?






quinta-feira, 24 de maio de 2012

Molho branco ou molho béchamel - Cozinha Básica




A receita de um molho branco sedoso e saboroso é um coringa na cozinha, por isso não poderia faltar na coluna de Cozinha Básica do blog.

O nome desse molho é branco ou Bechamel? Eu encaro o béchamel, de nome francês, como o original feito como ensina a cozinha francesa. Já o nome em português serve para designar qualquer molho que tenha essa cor, inclusive o béchamel. Por isso prefiro dizer que o meu é molho branco, sem vergonha e sem cobranças!


Usos do molho branco na culinária

Seu uso é ilimitado. Ele pode ser usado sozinho em um macarrão com molho branco e fica maravilhoso para uma lasanha junto com outros ingredientes!

É também usado como base para pratos mais incrementados como suflês salgados e molhos dos mais diversos.

Combina demais com legumes que podem ser cobertos com queijo e gratinados. Que delícia!

Aparece muito em recheios e coberturas de massas, panquecas e salgados.

Combina bem com peixes, frutos do mar e frango e é usado até com carne.

Atenção: a receita abaixo é do meu molho branco, não é a receita clássica do béchamel.


Ingredientes

1 cebola média picadinha
60 g de manteiga
50 g de farinha de trigo (2 colheres de sopa cheias)
1 litro de leite integral em temperatura ambiente ou fria
1 folha de louro
Um boa pitada de noz moscada ralada na hora
Sal e pimenta-do-reino branca moída a gosto


Como fazer o molho branco

Refogue a cebola na manteiga somente até murchar. Não deixe escurecer, o molho é branco, lembra?

Junte a farinha de trigo e mexa bem, deixe cozinhar por alguns minutos. Sem deixar escurecer.

Junte metade do leite e misture bem. Se tiver um fouet essa é uma boa hora para usar. Junte o restante do leite e deixe ferver.

Acrescente o louro e deixe o molho cozinhar em fogo branco por aproximadamente 15 minutos para que não fique com gosto de farinha.

Coe o molho para retirar os pedacinhos de cebola e o louro. Em casa eu deixo as cebolas!

Tempere com sal e pimenta e noz moscada.

Utilize como quiser.


Dicas/substituições
O molho branco pode ser aromatizado com cravos, mas eu prefiro sem.
O louro também não é obrigatório, mas a noz moscada dá aromas e sabores especiais e molho branco sem ela não dá pessoal!
Você pode usar a cebola inteira ou partida ao meio sem refogar. Neste caso deixe-a cozinhando no molho para pegar gosto.
A quantidade de farinha pode ser menor ou maior para um molho mais ralo ou mais espesso. Para recheios ele pode ficar um pouquinho mais grosso, utilize 100 g de farinha ou deixe o molho cozinhar por mais tempo.
Normalmente a proporção de farinha e manteiga é de 1 para 1. Ou seja ao usar 50 g de farinha use a mesma quantidade de manteiga, mas como eu refogo a cebola preciso colocar um pouco mais de gordura.


Devido a polêmicas sobre o nome e receita dos molhos surgidas em alguns comentários estou incluindo abaixo algumas observações.

A palavra branco é um adjetivo, por isso é usada aqui(e em muitas receitas) para descrever um molho que é branco sem dúvida. Seguindo este pensamento, o béchamel não deixa de ser um molho branco. Da mesma forma que molhos brancos ruins feitos de qualquer maneira, mas mantendo sua cor branca, podem ser chamados de brancos. Isso é semântica, não é cozinha francesa.

Sobre o Béchamel o Larousse Gastronomique escreve:
" O molho original criado pelo Marquis de Béchamel era preparado adicionando grandes quantidades de creme ao molho velouté"  obs. velouté é um caldo engrossado com manteiga e farinha.
" A receita de Carême: reduza o velouté até engrossar, então adicione gema de ovos e creme espesso. Remova do fogo, acrescente um pedaço de manteiga e algumas colheres de creme"

Pelo que você pode ler acima o molho se modificou muito ao longo dos tempos, por isso sua receita permite interpretações diversas, mesmo entre os franceses.

O Aromas e Sabores não publica nem discute comida francesa tradicional, esse assunto deixo para os que gostam de exatidão e perfeição. Eu gosto de "viajar" por um mundo gastronômico imenso e variado cujas receitas estão vivas e em constante mutação. Minha única regra é que sejam gostosas.

Você sabia que o molho branco em alguns países é feito com azeite? Já fiz e fica ótimo e mais saudável, postarei quando puder.

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