sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mistura de temperos para frutos do mar


Essa mistura de temperos para frutos do mar tem origem nos Estados Unidos, foi criada para temperar caranguejo e pode ser comprada pronta em mercados po lá. É feita normalmente com aipo, páprica, louro, cravo, mostarda entre outras especiarias.

O "crab seasoning", também conhecido por "Old Bay" pode ser usado em pratos de frutos do mar de todos os tipos, com frango e batatas e onde mais você quiser. Tem sabor bem forte, não exagere na quantidade.

Eu nunca havia experimentado e fiquei com a receita aqui por meses olhando para mim até que um dia desses comprei um peixinho e me animei a testar a mistura. Adicionei por minha conta um pouco de sementes de funcho. Gostei bastante do resultado!


Ingredientes

1 colher de sopa de sementes de aipo
1 colher de chá de pimenta-do-reino
1 colher de chá de mostarda em grãos
4 cravos inteiros ou uma colher de café rasa de cravos moídos
1/2 colher de sopa de páprica
1 pedaço pequeno de maciz (ou 1/4 de colher de chá de arilo de noz moscada moído)
3 folhas de louro
1/2 colher de chá de gengibre moído
1 colher de chá de funcho

Modo de preparo

Moa todos os ingredintes em moedor elétrico. Quem não tiver um moedor pode comprar todas as especiarias em pó e misturar bem.

O arilo pode ser substituído por noz moscada e o funcho por erva-doce, caso você não encontre essas especiarias.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Berinjela à parmeggiana


Berinjela à milanesa coberta com molho de tomates e queijo gratinado!

Eu provei uma berinjela à parmeggiana um tempo atrás em um restaurante e estava maravilhosa! Como o pedido não era meu eu só pude provar um pedacinho... É claro que fiquei aguando e tive que fazer uma receita parecida em casa. Ficou ótima mas não ficou igual a do restaurante porque o molho de tomates deles era divino, bem docinho, quase sem nenhuma acidez...

Quase não faço fritura em casa e normalmente minha berinjela à parmegiana é feita com berinjelas refogadas, mas uma friturinha tem seu lugar, não é? Fiz a receita da minha cabeça tentando imitar a receita do restaurante, as quantidade de molho e queijo são a gosto.


A receita dá um pouquinho de trabalho mas é muito fácil de fazer.

Ingredientes

2 berinjelas médias cortadas em rodelas não muito finas
2 colheres de chá de sal
2 ovos batidos
1/2 xícara de farinha de trigo para empanar
1/2 xícara de farinha de rosca para empanar
Sal a gosto
1 colher de sopa de queijo parmesão
Pimenta-do-reino a gosto
Molho de tomates (pronto ou caseiro - o melhor que tiver)
Queijo mussarela ou outro bem saboroso - eu usei um maasdamer ralado (parecido com o suíço)
Óleo para fritura


Modo de preparo da berinjela à milanesa

Salpique o sal por cima das berinjelas e deixe-as descansar em uma peneira por 30 minutos. Lave a berinjela rapidamente em água para retirar o excesso de sal e seque-as bem.

Misture a farinha de rosca com o queijo parmesão e reserve. Tempere os ovos com sal e pimenta a gosto e reserve.

Passe cada rodela de berinjela na farinha de trigo depois no ovo e por último na farinha de rosca.

Frite em óleo quente até que doure dos dois lados.

Huummmm a berinjela empanada já é uma delícia!


Montagem da berinjela à parmegiana

Coloque as rodelas em um refratário, cubra com molho de tomate, distribua o queijo por cima e leve ao forno quente ou grill até que o queijo derreta.

Sirva imediatamente!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Óleo de castanha-do-pará


O óleo virgem de castanha-do-pará é para colocar na comida como um azeite, delicioso e adocicado tem o sabor das castanhas!

A primeira vez em que ouvi fazer desse óleo faz uns anos e foi através de uma revista. Era dessa mesma coooperativa do Pará e consegui comprar um caixa que chegou pelo correio. Quando chegaram, uma surpresa - paguei pelo frete o mesmo valor da caixa com os óleos! hihihihi Mesmo assim saiu barato e presenteei alguns amigos com ele no Natal. Fiz uma festa e consumi o azeite com todo tipo de comida e guardei a última garrafa para uma ocasião especial, mas ela ficou rançosa e quase chorei! Está guardada até hoje...

Depois disso nunca mais os vi até o ano passado na feira Brasil Rural Contemporâneo, o que me deixou muito feliz!! Comprei duas garrafas que estou usando agora.

A empresa Ouro Verde Amazônia também fabrica o óleo mas é muito difícil de encontrar seus produtos aqui no Rio. A empresa foi muito gentil e me forneceu uma garrafa com a qual presentei o chef do restaurante Daniel de Nova York onde fiz estágio uns anos atrás.

O óleo é muito rico em vitaminas e ômega três além do selênio.

Na Gastronomia fica excelente em saladas, risotos, peixes, etc... Dá um toque especial em sopas e legumes cozidos.

Eu adoro fazer molho pesto com ele ou então simplesmente temperar uma massa ou batata cozida com óleo de castanhas e parmesão. Delicioso e saudável!

Já testei em doces e adorei o sabor de castanhas que ele conferiu à uma tortinha de chocolate que vou postar aqui em breve.

Acho incrível um produto gostoso, rico e brasileiro como esse ainda ser pouco conhecido, vamos ajudar a divulgá-lo?

Clique nos links abaixo para ver receitas feitas com o óleo de castanha

Muffin de banana e castanha-do-pará

Tortinha de chocolate

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Tacos de carne improvisados


Tacos de carne com guacamole, queijo e cream cheese.

Depois de comer vários taquitos deliciosos pela minha viagem à Califórnia cheguei em casa querendo mais!! hihihi

Então improvisei a tortilla com pão tipo rap 10 e usei cream cheese no lugar do sour cream, que é difícil de comprar. Aproveitei uns bifinhos de filé mignon que já tinha pronto na geladeira, fatiei e refoguei um pouquinho mais no azeite. Ficaram muito bons e maridão aprovou também!

É um ótimo lanche para o fim de semana, dá para aproveitar um frango assado ou refogado que tenha sobrado ou qualquer carne que você tenha na geladeira, até mesmo carne moída. Basta desfiar ou cortar em pedaços se necessário e aquecer.


Ingredientes

Pão rap 10
Queijo ralado tipo prato ou outro
Cream cheese ou requeijão de copo
Carne picada aquecida
Guacamole

Modo de preparo

Primeiro veja aqui como preparar o guacamole.

Aqueça o pão em uma frigideira, espalhe sobre o pão o queijo ralado (eu usei um maasdamer muito bom que tinha aqui).

Espalhe um pouco de cream cheese.

Coloque uma generosa porção de guacamole e complete com a carne por cima.

Já está pronto, é só servir e desfrutar!

Receita de Guacamole

 


Guacamole é uma pasta salgada mexicana feita com abacates bem temperados. Das receitas com abacate é a mais conhecida mundialmente e é muito simples de fazer.

A primeira vez que provei faz séculos e achei nojento. Afinal o abacate que eu conhecia era doce como um delicioso creme de abacates feito com leite condensado. Mas ao provar outras vezes achei bom. E hoje em dia adoro quando colocado em tacos, servido com tortillas ou torradas ou para acompanhar carnes! Tudo é o costume, não é?

O Guacamole pode ser bem apimentado ou mais suave. Como maridão não gosta de comida picante às vezes faço com páprica doce defumada no lugar da pimenta. Fica ótimo também! Além do coentro eu uso minha orégano mexicana, que dá um toque todo especial! Se conseguir encontrar adicione 1 colher de chá.

Quem não for fã de coentro pode substituir por salsa,

Existem várias receitas diferentes de guacamole e a que está abaixo é a que tenho gostado de fazer e tem recebido elogios em meus eventos. É bem fácil. Vamos lá?


Ingredientes

1 abacate médio maduro
1 tomate vermelho grande - sem sementes e picadinho
1/2 cebola pequena picadinha
3 colheres de sopa de suco de limão (30 ml - 1 limão Taiti grande)
2 dentes de alho amassados
2 colheres de sopa de coentro fresco picado
1 colher de sopa de salsa fresca picada
1/2 colher de chá de chipotle em pó (ou páprica picante ou outra pimenta fresca ou em pó a gosto)
Sal a gosto


Modo de preparo

REtire a poupa do abacate com um colher e coloque sobre uma tábua de corte. Com um faca grande "bata" o abacate, batendo nele com a faca de cima para baixo. Até que ele fique com a textura da foto.

Misture com os outros ingredientes.

Armazene em pote bem fechado em geladeira por até 2 dias. Eu prefiro fazer para comer no mesmo dia.

Veja aqui minha receita de tacos de carne


Dicas / Substituições

Uso a salsa porque ela contém vitamina C que ajuda a manter o abacate verdinho por mais tempo.
As quantidades dos temperos pode ser a gosto.
Use a pimenta que gostar ou conseguir encontrar em quantidades a gosto.
Você pode amassar o abacate com um garfo ou até mesmo processar, mas adorei essa textura do abacate "batidinho".


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Preconceito - o pesadelo à mesa

O que me inspirou a escrever esse post foi um episódio que aconteceu comigo ano passado e desde lá estou para contar a vocês...

A maioria das pessoas tem algum preconceito ou detesta algum tipo de comida, seja ela feita com jiló, insetos, carnes exóticas, cobras ou lagartos. Acho que o mais incomum é uma pessoa comer e gostar de tudo, não é? Eu posso provar qualquer tipo de vegetal, já comi coisas como cactus, fungos de milho e provei temperos estranhérrimos e ruins como o sal negro indiano, mas tenho dificuldades com comidas de origem animal.

O meu maior problema são os miúdos!! Na verdade não os como de jeito nenhum, não gosto do gosto e nem do cheiro de ferro ou de outras coisas que partes de animais como o fígado exalam. Minha mãe não gosta, meu pai não gostava e nunca fui incentivada a provar, cresci achando que essas partes "menos nobres" eram nojentas. O único prato que comia quando ciriança feito com miúdos era patê de fígado, mas acho que quando me dei conta do que era desisti! Tem gente que fica com nojo quando falamos sobre as outras necessidades fisiológicas à mesa, eu não posso ouvir falar em miúdos que a comida trava na garganta!! Eu tento relaxar, tento disfarçar, mas o preconceito é mais forte do que eu e não como mais com tanto prazer.

Acho que prefiro comer uma farofinha de tanajura a um foie gras! Não que eu não tenha um certo nojo de formiguinhas e gafanhotos mas tenho tanto horror à miúdos que acho os insetos bem mais apetitosos...

Lembro de quando passei uns tempos à trabalho na Arábia Saudita! No restaurante do hotel o prato que nunca faltava no buffet em diversas preparações diferentes era cérebro de carneiro. A aparência é boa, mas o cheiro é enjoativo e todo o hall do hotel cheirava a cérebro, ao final da estada eu tinha de passar por lá com o nariz tampado! kkkk Tem gosto de que? Não faço a mínima ideia.... Já um amigo vivia elogiando um "franguinho" maravilhoso que o hotel preparava kkkkk! Quando ele descobriu o que era parou de comer na hora e não pediu mais!! Preconceito puro, afinal estava gostoso e ele havia comido várias vezes antes!! Ainda me lembro do cheiro do hotel que até hoje me arrepia, mesmo depois de muitos anos. Também lembro do cheiro do refeitório do hotel onde trabalhei aqui no Rio quando serviam dobradinha, eu tinha que almoçar na rua!

Bem, enfim vou contar a estória do ano passado!! Fui a um restaurante muito bom em Denver/EUA à convite de um amigo americano. Ele perguntou se poderia pedir umas entradas de que ele gostava muito para nós provarmos. Já fiquei preocupada mas disse que sim, afinal ele era o anfitrião! Para meu horror, que disfarcei muito bem com um sorriso amarelo, ele pediu foie gras (socorro!), tartare de atum (não como carne crua) e um outro prato chamado de "sweetbread". Eu sabia que "sweetbread" era algum tipo de muído mas não me lembrava qual! A memória me ajudando a não passar um vexame completo... Os pratos chegaram muito lindos e o "sweetbread que eu não lembrava o que era" veio super cheiroso em pequenas bolinhas à milanesa em um molho dourado com alguns legumes. O marido caiu de boca no foie gras e eu fiquei com uma pequena bolinha daquelas e muitos legumes... A bolinha desceu um pouco quadrada porque eu não conseguia parar de pensar no que seria, mas estava deliciosa, de textura neutra, como de um nugget de frango e o sabor era do molho muito bem elaborado. Pois é, quando descobri que "sweetbread" é a palavra usada em inglês para cérebro a deliciosa costeleta de porco que eu estava comendo de prato principal quase parou na garganta e só consegui terminar o jantar com muito custo. Nem a maravilhosa torta de chocolate desceu direito, bebi mil copos de água para conseguir comer! O pior é que lembrava do gosto do cérebro como um sabor agradável, mas sabendo o que era a comida travava!!

Conclusão: o maior pesadelo à mesa não é ter de comer o que não gosta mas sim o preconceito que não lhe deixa aproveitar as boas coisas vindas da cozinha!

E você? Conta para gente qual é o seu maior pesadelo à mesa!

obs. Fui muito bem informada pela Alessandra em um comentário abaixo que sweetbread é na verdade o pâncreas e a glândula timo, que pode ser tirada do coração ou da garganta do vitelo, cordeiro ou leitão de até 1 ano. Ui, ui, ui!! Eu comi isso!!

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